A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e a FAMBRAS Halal Certificadora assinaram nesta terça-feira, 18 de outubro, durante a SIAL em Paris, um acordo de cooperação para troca de informações sobre o mercado de carne Halal.
De acordo com o comunicado da associação à imprensa, as entidades iniciarão a troca de dados estatísticos, o que possibilitará maior compreensão das tendências do mercado Halal, e consequentemente maior eficiência nas estratégias para atender e expandir a atuação brasileira nesse mercado.
Antônio Camardelli, presidente da Abiec.
“Essa parceria é um marco importante para nós, não só porque vai nos permitir ter acesso a dados seguros e confiáveis desse importante mercado, o que irá nos auxiliar na tomada de decisões e desenvolvimento de ações mais assertivas a fim de promover a carne halal produzida no Brasil, que atende aos mais rigorosos padrões de qualidade, sanidade e respeito aos preceitos muçulmanos no mundo”, explica Antônio Jorge Camardelli, presidente da Abiec. “Esperamos também confirmar, por meio dos dados, a posição do Brasil não apenas como o maior exportador de carne bovina do mundo, mas também o maior exportador de carne bovina halal”, prevê o executivo.
“A FAMBRAS Halal é pioneira em certificações halal no Brasil. Entendemos que nossa experiência e conhecimento precisam estar a serviço do fortalecimento do setor de exportação de carne bovina, objetivo que compartilhamos com a ABIEC – entidade com a qual temos uma relação de longa data”, diz Mohamed Zoghbi, presidente da FAMBRAS Halal.
Segundo o executivo, nesse processo, terá um papel de extrema importância o Sys Halal, sistema inovador desenvolvido pela Fambras e que permite a gestão e rastreabilidade de plantas e produtos, trazendo mais segurança e confiabilidade em todo o processo de certificação, atendendo tanto os produtores como o consumidor final.
“O Brasil é o maior exportador de carne bovina do mundo e acreditamos que mais da metade da carne exportada seja halal. Além de produzir com os mais rigorosos padrões sanitários, respeitando os aspectos socioambientais, os produtores brasileiros também se atentam para atender os mais rigorosos padrões culturais e religiosos”, pondera Zoghbi.
São chamados Halal todos os produtos que têm o aval para o consumo dos muçulmanos, produzidos com base nos preceitos estabelecidos pela religião islâmica.
Para ser considerado halal, o produto, em seu processo produtivo, não pode conter matérias-primas que colocam em risco a saúde e o bem-estar das pessoas e tampouco prejudicam o meio ambiente ou se utilizam de mão de obra inadequada no processo fabril, entre outras características.
“É um estilo de vida que, em todo mundo, vêm despertando o interesse não só dos 1,9 bilhão de muçulmanos, mas de todos os que se preocupam com o que consomem em todos os sentidos”, diz Zoghbi.
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