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Produção global de carne bovina recua 2,5% no 1º trim./26, aponta relatório da RaboResearch

Oferta no Brasil deverá cair 4% em 2026, enquanto nos EUA e na China o recuo será de 3% e 2%, respectivamente, prevê a divisão de pesquisa do Rabobank
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A produção global de carne bovina recuou 2,5% no primeiro trimestre de 2026, em comparação com o resultado de 2025, segundo relatório estimativo da RaboResearch, divisão de pesquisa do banco cooperativo holandês Rabobank.

Segundo a instituição, a forte redução na oferta impulsionou um aumento significativo nos preços da carne bovina em grande parte dos hemisférios Norte e Sul.

Os preços da carne bovina no Brasil subiram 9% no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o quarto trimestre de 2025, afirma a RaboResearch.

No Uruguai, nos EUA e na Europa, os preços subiram 4%, 2% e 2%, respectivamente, durante o mesmo período, de acordo com o relatório.

A queda na oferta global de carne bovina está sendo impulsionada por grandes reduções na produção brasileira, norte-americana e chinesa, acrescenta o estudo estimativo. 

A produção no Brasil deverá cair 4% este ano, enquanto nos EUA e na China o recuo será de 3% e 2%, respectivamente, diz a RaboResearch.

Pontos sobre o mercado do boi gordo no segundo semestre

Menor oferta de gado, exportações recordes e dúvidas sobre a cota chinesa moldam as perspectivas para a arroba no segundo semestre. Leia mais no artigo de Hyberville Neto, consultor e diretor da HN AGRO; clique AQUI.

A queda na produção também foi observada no setor de carne bovina europeu, com redução de 4% até o final de fevereiro/26. A Irlanda registrou a maior baixa na produção, de 14%, seguida pela Polônia, com redução de 8%, Alemanha (-4%) e França (-2%).

Importação norte-americana

Nos EUA, as importações de carne bovina aumentaram 15% no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período de 2025, afirma o relatório. 

A oferta restrita de bovinos no mercado norte-americano fez com que os preços do gado terminado subissem 16% entre novembro/25 e abril/216, enquanto as cotações dos animais mais jovens aumentaram entre 32% e 37%. 

Espera-se que os preços aumentem ainda mais, já que a produção doméstica de carne bovina permanece sob pressão, prevê a instituição.

Austrália eleva produção

Em contraste com o declínio da produção nas Américas e na Europa, o processamento em frigoríficos na Austrália atingiu níveis recordes no primeiro trimestre de 2026, com 2,3 milhões de cabeças processadas, informa o relatório. 

As exportações australianas de carne bovina aumentaram 16% nos primeiros quatro meses do ano e ultrapassaram 500.000 toneladas, acrescenta.

Um aumento de 36% nas exportações australianas para a China nesta primavera pode resultar no esgotamento da cota de exportação do país para o gigante asiático, de 205.000 toneladas, até o final do mês, diz a RaboResearch.

Isso forçará os australianos a se voltarem para outros mercados, como os EUA e o Reino Unido, sugeriu o relatório.

Nova Zelândia também registra queda 

A Nova Zelândia também deverá contrariar a tendência de produção de carne bovina em 2026, relata o estudo. 

Embora as exportações de carne bovina tenham recuado 5% no primeiro trimestre – devido à retenção de gado em função do bom crescimento das pastagens –, a produção ainda deverá crescer de 3% a 4% em comparação com 2025, projeta.

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