Em São Paulo, o mercado do boi gordo tem operado entre estabilidade e alta nos preços da arroba, o que tem estimulado a procura pela reposição do plantel, relata a médica veterinária Mariana Guimarães, analista de mercado da Scot Consultoria.
A diminuição da oferta de bovinos para abate e o bom ritmo da exportação de carne bovina justificam a maior firmeza nas cotações dos animais terminados, acrescenta Mariana.
“A média parcial dos preços do boi gordo em julho está maior que a média registrada em junho, e isso tem animado os recriadores e invernistas a investirem na reposição do plantel”, ressalta ela.
Na comparação com junho/24, das 13 praças monitoradas pela Scot, 7 delas apresentaram, nesta parcial de julho/24, cotações mais altas para o bezerro de desmama, bezerro de ano e garrote, informa a analista, ainda referindo-se à praça paulista.
Em seis regiões cobertas pela Scot, continua Mariana, o boi magro registrou valorização nas primeiras semanas deste mês. Para as fêmeas, considerando a bezerra de desmama e a vaca boiadeira, o incremento nos preços entre junho e julho ocorreu em sete das praças pesquisadas.
Ao longo desta semana, no mercado paulista, o bezerro de desmama subiu 2,8% (na comparação com a semana anterior), enquanto o bezerro de ano teve alta de 2,5%, o garrote avançou 1,7% e a boi magro registrou valorização de 5,3%, de acordo com os dados da Scot.
Da mesma forma, na semana, as cotações da novilha e da vaca boiadeira subiram 1,7% e 2,7%, respectivamente, enquanto o preço da bezerra de desmama ficou estável e a da bezerra de ano caiu 1,7%.
No curto prazo, prevê Mariana, o mercado de reposição deve continuar com preços firmes. “A virada de ciclo pecuário deve continuar estimulando a compra da bezerrada para a reposição do rebanho”, acredita a analista, que também prevê uma maior procura de bovinos mais erados para “um giro rápido no confinamento, pensando no ágio interessante entre o mercado físico e futuro”.




