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Campanha de vacinação contra a febre aftosa no Pará segue até 9 de junho

Serão imunizados bovinos e bubalinos de todas as idades em 127 municípios paraenses, informa a Adepará
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A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) inicia nesta sexta-feira (5) a Etapa Maio 2023 da vacinação contra a febre aftosa em 127 municípios do estado. Nessa etapa, deverão ser vacinados bovinos e bubalinos de todas as idades.

A campanha, que normalmente inicia no dia 1º de maio, foi adiada por conta de ajustes no Sistema de Integração Agropecuária (SIAPEC 3.0), e será realizada no período de 5 de maio a 9 de junho de 2023.

Neste período, o produtor poderá fazer a aquisição e aplicação da vacina, devendo declarar à Adepará até o dia 23 de junho que vacinou o rebanho, em qualquer unidade ou escritório da agência existente em diversos municípios do estado.

A vacinação realizada em maio pela Adepará é a maior das etapas que ocorrem no estado por abranger quase a totalidade dos municípios paraenses, com exceção das regiões que possuem etapas específicas como a Ilha do Marajó e os municípios de Faro e Terra Santa, no oeste do estado.

Este ano, o Pará ainda realizará as cinco etapas da campanha, mas a partir de 2024, o estado poderá suspender a vacinação em todo o território paraense, acompanhando outros estados da federação que já não têm mais a obrigatoriedade de imunizar o rebanho, alcançando o status de zona livre da febre aftosa sem vacinação.

O Pará é área livre com vacinação desde 2018 e no ano passado alcançou 98,98% de cobertura vacinal, acima dos 90% estabelecidos pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), como explica a gerente de Defesa Animal da Adepará, a fiscal agropecuária Graziela Oliveira.

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“O nosso objetivo é manter o status de zona livre de febre aftosa, mantendo a cobertura vacinal e continuar trabalhando os próximos passos, nas ações para retirada da vacina. O empenho dos produtores é fundamental na vacinação dentro dos prazos determinados e na notificação imediata de qualquer suspeita ao Serviço Veterinário Oficial”, informou a médica veterinária.

Retirada da vacina – No final de abril, a Adepará apresentou um plano para a retirada da vacinação na Assembleia Legislativa do Estado (Alepa) com o objetivo de obter o status de zona livre da doença sem vacinação. A agência encaminhou o pedido ao Mapa solicitando a retirada da vacina a partir de 2024.

No Brasil, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Acre, Rondônia e partes do Amazonas e do Mato Grosso têm a certificação internacional de zona livre da febre aftosa sem vacinação. A expectativa é que ainda este ano, o Pará seja incluído nesse status.

O estado possui o segundo maior rebanho bovino do país, com 26.754.388 animais, e a retirada da vacina proporcionará economia ao produtor rural e a possibilidade de acesso aos melhores mercados.

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“É muito importante que o produtor mantenha o compromisso que sempre teve: vacinar seus rebanhos bovinos e bubalinos e declarar a vacinação nas nossas unidades. Estamos a poucos passos de suspender a vacinação e manter ainda o rebanho imunizado é primordial para alcançarmos o próximo degrau desse tão esperado momento”, alerta George Santos, gerente do Programa Estadual de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa.

Fonte: Agência Pará

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