Apresentado Por:

Carne bovina: novas suspensões chinesas de unidades brasileiras de abate geram preocupações no setor

Segundo os analistas da IHS Markit, os frigoríficos exportadores do País “seguem bastante apreensivos com as tomadas de decisões arbitrárias por parte do parceiro comercial”
Compartilhe:

Continue depois da publicidade

Continue depois da publicidade

Neste momento, os frigoríficos brasileiros com plantas habilitadas para exportar carne bovina demonstram preocupação em relação ao desempenho dos embarques nos próximos meses, relatam a equipe de analistas da IHS Markit.

Além do fator cambial (forte desvalorização do dólar frente ao real) reduzir a competitividade do produto brasileiro no mercado global de proteína bovina, a Administração Geral das Alfândegas da China informou na quinta-feira (7/4) a decisão de suspender as compras de duas unidades brasileiras de carne bovina (uma da JBS em Goiás e a outra da Marfrig no Mato Grosso), além da importação de frango do Grupo Zanchetta, com matriz em Boituva (SP).

Essas suspensões, que entraram em vigor nesta sexta-feira (8/4), irão durar uma semana.

“As autoridades chinesas não apontaram uma razão sólida para o posicionamento de paralisação destas operações, o que traz muitas incertezas com relação a consistências dos fluxos de embarque ao exterior”, dizem os analistas da IHS Markit, acrescentando que setor exportador brasileiro “segue bastante apreensivo com as tomadas de decisões arbitrárias por parte do parceiro comercial”.

No entanto, pondera a IHS, o Brasil segue avançando em outros mercados globais da carne bovina, como no caso das exportações aos Estados Unidos e outros países no Oriente Médio e Norte da África, que registraram recordes de embarques neste primeiro trimestre de 2022.

VEJA TAMBÉM | Carne bovina: exportação desacelera na última semana de março, mas, mesmo assim, volume é recorde

No período de janeiro a março deste ano, relembram os analistas, os embarques brasileiros de carne bovina registraram desempenho recorde para o período, “cenário que vem auxiliando no escoamento da produção nacional e, de certa forma, limitado a pressão baixista sobre as cotações do animal para abate”.

No acumulado dos três meses de 2022, foram exportadas 525,66 mil toneladas de carne bovina in natura, um recorde para o período, e avanço de 28,8% frente ao mesmo período de 2021, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Somente em março/22, os embarques de carne bovina in natura totalizaram 169,4 mil toneladas, um recorde para o mês.

A China segue como principal destino da proteína brasileira, representando cerca de 52% do total exportado no primeiro trimestre.

SAIBA MAIS | Boi gordo: boa performance das exportações brasileiras mantém preço interno elevado

Porém, informa a IHS, outros destinos, como EUA, Egito, Chile, Israel e Emirados Árabes Unidos, também estão elevando as compras do produto brasileiro, crescendo em volume frente ao ano passado e engrossando os fluxos comerciais.

Do lado das exportações, em março, novo recorde mensal para os embarques de carne bovina in natura (169,4 mil toneladas).

Gostou? Compartilhe:

Mais Lidas

1.

Encontre aqui a consultoria ideal para sua fazenda

Vídeos em destaque

Mais Lidas

Colunistas