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Produzir bem e com tecnologias é bom para o produtor, afirmam executivos do setor

Para Frederico Humberg, da AgriBrasil, e Gustavo Libardi, da Geosys, País tem trilhado um caminho sem volta rumo a um ambiente de negócios cada vez mais vultuosos
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Produzir com mais eficiência e vender bem é uma das principais chaves na gestão de negócios lucrativos. A safra de grãos em alta, um mercado global demandante de produtos, aliados ao uso cada vez mais intenso de tecnologias no campo têm dado ao setor do agronegócio uma base sólida de crescimento.

O Brasil deve colher uma safra recorde de grãos no ciclo 2020/2021, destinados à exportação e ao seu imenso mercado interno. A previsão é de 268,3 milhões de toneladas. Grãos, especialmente soja e milho, que serão utilizados na alimentação humana, mas que têm na dieta animal para a produção de proteína o seu maior peso.

Frederico Humberg, CEO da AgriBrasil. Foto: divulgação

“Em 2020, mesmo com um ano difícil, tivemos uma desvalorização cambial que trouxe uma competitividade para a exportação muito grande. Acrescido isso, este ano nós tivemos uma valorização das commodities internacionais. Então, os preços ficaram mais caros para a soja e o milho e, por consequência, os seus subprodutos que têm uma grande demanda nacional. [Para este ano] Vai haver uma competição grande porque o mercado de exportação está ávido pelos produtos brasileiros”, diz Frederico Humberg, CEO da AgriBrasil, empresa exportadora de grãos.

“E a tecnologia está vindo para melhorar esse comércio, para termos menos choque na hora da demanda e da oferta”, afirma Gustavo Libardi, gerente de negócios da Geosys Brasil, empresa de tecnologias digitais para o campo. Uma dessas tecnologias, por exemplo, é o blockchain.

Gustavo Libardi, gerente de negócios da Geosys Brasil. Foto: divulgação

Humberg e Libardi participaram do “DBO Entrevista” desta quarta-feira (17/2), no qual o tema central foi “Tempo de colher resultados nas commodities é agora”. Para ambos os executivos, o Brasil vem construindo a sua competitividade no setor do agronegócio de forma consistente, embora haja desafios nessa jornada.

Para o Ceo da AgriBrasil, os países importadores de alimentos e com grandes populações urbanas têm olhado com afinco para os seus estoques reguladores, que com a pandemia do novo coronavírus ganham ainda mais relevância estratégica. “A China nesse ano, que é o segundo maior produtor de milho e normalmente tinha um spot alto de segurança do governo, de 70 a 100 milhões de toneladas, quando foi usar esse estoque viu que não era tão grande assim”, diz Humberg.

“Isso pode trazer uma grande mudança no cenário mundial porque a China já importou quase 25 milhões de toneladas de milho. É quase o que o Brasil exporta anualmente de milho”. Humberg também falou do cenário para a soja exportada à China e também a outros mercados, entre eles a Europa. Para Libardi, não por acaso há uma corrida por tecnologias que vão do plantio ao mercado consumidor. O executivo acompanha com lupa esse mercado e faz, durante a entrevista, uma análise desta safra, por região produtora.

Confira a conversa com os dois executivos, na íntegra:

Tempo de colher resultados nas commodities é agora

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