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Neloristas apoiam o movimento contrário à venda do parque de exposições de Salvador

Privatização faz parte dos planos do governo do Estado para arrecadar R$ 1,5 bilhão com a venda de bens públicos
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A Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), entidade de âmbito nacional que representa milhares de pecuaristas, emitiu um comunicado no qual se solidariza com a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (FAEB) e as demais 22 entidades de classe ligadas à produção agropecuária que assinam um manifesto contra a venda do Parque de Exposições de Salvador.

De acordo com a nota, a ACNB não enxerga benefícios nessa iniciativa do governo da Bahia. Só prejuízos. “O Parque de Exposições de Salvador atrai, há décadas, criadores, empresas, profissionais e técnicos ligados ao agronegócio, movimentando diversas atividades produtivas, gerando renda e emprego para dezenas de milhares de pessoas.”

O pecuarista Nabih Amin El Aouar, que assina a nota e é o presidente da ACNB, “a Bahia, aliás, é um dos berços do Nelore. A tradição da raça no estado e a força dos criadores baianos estão na história da pecuária brasileira e o seu palco mais importante, o Parque de Exposições de Salvador, precisa ser preservado”.

O anúncio da privatização do parque foi feito pelo governador do Estado, Rui Costa (PT), foi feita no dia 23/9. Além do parque, fazem parte do pacote de privatização o Centro de Convenções e o terreno onde se localizam o Detran e a Rodoviária da capital baiana. De acordo com o governo, a venda comporia parte da construção da ponte Salvador-Itaparica, orçada em R$ 5,3 bilhões, dos quais R$ 1,5 bilhão em recursos públicos.

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