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Um cowboy diferente

Mauro Lúcio Costa luta pela regularização fundiária no Pará como forma de frear o desmatamento e defende a convivência harmônica do boi com a floresta

“Tenho de preservar a floresta, porque a cobertura vegetal tem impacto sobre o clima e isso afeta diretamente minha produção, meu negócio” – Mauro Lúcio Costa

Por Maristela Franco e Renato Villela

Quem vê Mauro Lúcio de Castro Costa, camisa sempre alinhada por dentro da calça, cinto, fivela lustrada, com seu inseparável chapéu de cowboy, que se tornou sua marca registrada, pensa estar diante de um fazendeiro tradicional. Ledo engano. O mineiro Mauro Lúcio, como é conhecido, natural de Governador Valadares, MG, entende, como poucos, a importância do meio ambiente para a prosperidade do seu negócio.

A atenção que confere à fertilidade do solo e ao manejo da pastagem é a mesma que dedica à manutenção da biodiversidade e à preservação de nascentes e rios. O sindicalista, que defendeu com afinco os interesses da classe produtiva nos seis anos à frente do Sindicato Rural de Paragominas, PA, é o mesmo que cedeu uma sala dentro do sindicato para trabalhar lado a lado com uma ONG de preservação ambiental. Visões – e atitudes – nem sempre compreendidas por seus pares.

A relação com a terra vem do avô, um tropeiro que ganhou a vida negociando sacas de café transportadas no lombo de mulas, de Minas Gerais até o Rio de Janeiro. “As terras em Governador Valadares eram tão baratas que meu avô dizia que se dava uma espingarda em troca de um pedaço de terra”, conta. Quando se mudou com os pais e o irmão para Paragominas, em 1982, Mauro Lúcio viu o mesmo se repetir no Pará. “Meu pai dizia que as terras eram baratas porque ainda não tinham chegado seus donos, mas que um dia isso aconteceria. Eu não acreditava”.

O pai, Itagiba Quirino da Costa, havia comprado uma fazenda em Paragominas e era um entusiasta do Pará. Aconselhava os filhos a trabalhar duro, pois a região os impulsionaria na vida. Mas Mauro Lúcio, que começara na lida adolescente, chegou à idade adulta disposto a recuperar o tempo perdido e desfrutar dos prazeres da vida.

“Lembro do meu pai dizendo: filho, tô pelejando para te ensinar de graça e você tá querendo pagar para aprender. Foi o que aconteceu. Quebrei e perdi tudo”. Sem terra, sem dinheiro e desacreditado, viveu tempos difíceis. “A pior coisa que você sente quando quebra é a falta de crédito das pessoas nas suas palavras”, diz. A volta por cima não ocorreu antes que se revelasse outra faceta de sua personalidade. “Pessoas próximas a mim diziam: não venda nada do que você tem. Trabalhe e me pague. Essa confiança aumentava minha responsabilidade. Vendi tudo, paguei o que devia e fui trabalhar como empregado”.

A chance do recomeço veio do empresário paulista Simon Bolívar da Silveira Bueno que o contratou para administrar três fazendas no Pará. Ficou por 12 anos, de 1995 até 2007. Saiu para assumir a presidência do Sindicato de Paragominas. A cidade, que chegou a ser conhecida como “Paragobalas”, em referência aos conflitos de terra e sofreu embargos do Ministério Público Federal após a Operação Arco de Fogo, deflagrada em 2008, rompeu com o ciclo do extrativismo graças ao trabalho da prefeitura em parceria com o sindicato e as ONGs Imazon e TNC que criaram juntos o projeto “Município Verde”.

A “Parisgominas”, como a denomina carinhosamente, tornou-se uma referência no combate ao desmatamento. Atualmente Mauro Lúcio comanda a Fazenda Marupiara, localizada no município de Tailândia, PA, comprada em 1997. A propriedade se dedica à recria e engorda. São 4.356 ha, dos quais 523 ha são reservados à pecuária e 357 ha à agricultura, num total de 880 ha de área aberta. A produtividade é de 33,64 @/ha/ano.

Nessa entrevista para o Prosa Quente, concedida à editora Maristela Franco e ao repórter Renato Villela, o produtor fala sobre o desmatamento, que voltou a crescer na região Norte, os esforços para regularização fundiária no Pará e sobre a dificuldade identificar os chamados “fornecedores indiretos”, que têm pendências ambientais ou trabalhistas, mas que escapam dos olhos do Ministério Público e da indústria frigorífica, vendendo seus animais para produtores regularizados, numa comercialização triangulada.

Mauro Lúcio também comenta, com entusiasmo sobressalente, sobre a nova etapa do Projeto “Pecuária Verde”, previsto para começar em janeiro de 2021, com foco nos pequenos produtores do Estado. “Acredito muito nesses caras. Eles farão uma revolução no Pará”. Confira!

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Por Maristela Franco e Renato Villela

Quem vê Mauro Lúcio de Castro Costa, camisa sempre alinhada por dentro da calça, cinto, fivela lustrada, com seu inseparável chapéu de cowboy, que se tornou sua marca registrada, pensa estar diante de um fazendeiro tradicional. Ledo engano. O mineiro Mauro Lúcio, como é conhecido, natural de Governador Valadares, MG, entende, como poucos, a importância do meio ambiente para a prosperidade do seu negócio.

A atenção que confere à fertilidade do solo e ao manejo da pastagem é a mesma que dedica à manutenção da biodiversidade e à preservação de nascentes e rios. O sindicalista, que defendeu com afinco os interesses da classe produtiva nos seis anos à frente do Sindicato Rural de Paragominas, PA, é o mesmo que cedeu uma sala dentro do sindicato para trabalhar lado a lado com uma ONG de preservação ambiental. Visões – e atitudes – nem sempre compreendidas por seus pares.

A relação com a terra vem do avô, um tropeiro que ganhou a vida negociando sacas de café transportadas no lombo de mulas, de Minas Gerais até o Rio de Janeiro. “As terras em Governador Valadares eram tão baratas que meu avô dizia que se dava uma espingarda em troca de um pedaço de terra”, conta. Quando se mudou com os pais e o irmão para Paragominas, em 1982, Mauro Lúcio viu o mesmo se repetir no Pará. “Meu pai dizia que as terras eram baratas porque ainda não tinham chegado seus donos, mas que um dia isso aconteceria. Eu não acreditava”.

O pai, Itagiba Quirino da Costa, havia comprado uma fazenda em Paragominas e era um entusiasta do Pará. Aconselhava os filhos a trabalhar duro, pois a região os impulsionaria na vida. Mas Mauro Lúcio, que começara na lida adolescente, chegou à idade adulta disposto a recuperar o tempo perdido e desfrutar dos prazeres da vida.

“Lembro do meu pai dizendo: filho, tô pelejando para te ensinar de graça e você tá querendo pagar para aprender. Foi o que aconteceu. Quebrei e perdi tudo”. Sem terra, sem dinheiro e desacreditado, viveu tempos difíceis. “A pior coisa que você sente quando quebra é a falta de crédito das pessoas nas suas palavras”, diz. A volta por cima não ocorreu antes que se revelasse outra faceta de sua personalidade. “Pessoas próximas a mim diziam: não venda nada do que você tem. Trabalhe e me pague. Essa confiança aumentava minha responsabilidade. Vendi tudo, paguei o que devia e fui trabalhar como empregado”.

A chance do recomeço veio do empresário paulista Simon Bolívar da Silveira Bueno que o contratou para administrar três fazendas no Pará. Ficou por 12 anos, de 1995 até 2007. Saiu para assumir a presidência do Sindicato de Paragominas. A cidade, que chegou a ser conhecida como “Paragobalas”, em referência aos conflitos de terra e sofreu embargos do Ministério Público Federal após a Operação Arco de Fogo, deflagrada em 2008, rompeu com o ciclo do extrativismo graças ao trabalho da prefeitura em parceria com o sindicato e as ONGs Imazon e TNC que criaram juntos o projeto “Município Verde”.

A “Parisgominas”, como a denomina carinhosamente, tornou-se uma referência no combate ao desmatamento. Atualmente Mauro Lúcio comanda a Fazenda Marupiara, localizada no município de Tailândia, PA, comprada em 1997. A propriedade se dedica à recria e engorda. São 4.356 ha, dos quais 523 ha são reservados à pecuária e 357 ha à agricultura, num total de 880 ha de área aberta. A produtividade é de 33,64 @/ha/ano.

Nessa entrevista para o Prosa Quente, concedida à editora Maristela Franco e ao repórter Renato Villela, o produtor fala sobre o desmatamento, que voltou a crescer na região Norte, os esforços para regularização fundiária no Pará e sobre a dificuldade identificar os chamados “fornecedores indiretos”, que têm pendências ambientais ou trabalhistas, mas que escapam dos olhos do Ministério Público e da indústria frigorífica, vendendo seus animais para produtores regularizados, numa comercialização triangulada.

Mauro Lúcio também comenta, com entusiasmo sobressalente, sobre a nova etapa do Projeto “Pecuária Verde”, previsto para começar em janeiro de 2021, com foco nos pequenos produtores do Estado. “Acredito muito nesses caras. Eles farão uma revolução no Pará”. Confira!

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Por Maristela Franco e Renato Villela

Quem vê Mauro Lúcio de Castro Costa, camisa sempre alinhada por dentro da calça, cinto, fivela lustrada, com seu inseparável chapéu de cowboy, que se tornou sua marca registrada, pensa estar diante de um fazendeiro tradicional. Ledo engano. O mineiro Mauro Lúcio, como é conhecido, natural de Governador Valadares, MG, entende, como poucos, a importância do meio ambiente para a prosperidade do seu negócio.

A atenção que confere à fertilidade do solo e ao manejo da pastagem é a mesma que dedica à manutenção da biodiversidade e à preservação de nascentes e rios. O sindicalista, que defendeu com afinco os interesses da classe produtiva nos seis anos à frente do Sindicato Rural de Paragominas, PA, é o mesmo que cedeu uma sala dentro do sindicato para trabalhar lado a lado com uma ONG de preservação ambiental. Visões – e atitudes – nem sempre compreendidas por seus pares.

A relação com a terra vem do avô, um tropeiro que ganhou a vida negociando sacas de café transportadas no lombo de mulas, de Minas Gerais até o Rio de Janeiro. “As terras em Governador Valadares eram tão baratas que meu avô dizia que se dava uma espingarda em troca de um pedaço de terra”, conta. Quando se mudou com os pais e o irmão para Paragominas, em 1982, Mauro Lúcio viu o mesmo se repetir no Pará. “Meu pai dizia que as terras eram baratas porque ainda não tinham chegado seus donos, mas que um dia isso aconteceria. Eu não acreditava”.

O pai, Itagiba Quirino da Costa, havia comprado uma fazenda em Paragominas e era um entusiasta do Pará. Aconselhava os filhos a trabalhar duro, pois a região os impulsionaria na vida. Mas Mauro Lúcio, que começara na lida adolescente, chegou à idade adulta disposto a recuperar o tempo perdido e desfrutar dos prazeres da vida.

“Lembro do meu pai dizendo: filho, tô pelejando para te ensinar de graça e você tá querendo pagar para aprender. Foi o que aconteceu. Quebrei e perdi tudo”. Sem terra, sem dinheiro e desacreditado, viveu tempos difíceis. “A pior coisa que você sente quando quebra é a falta de crédito das pessoas nas suas palavras”, diz. A volta por cima não ocorreu antes que se revelasse outra faceta de sua personalidade. “Pessoas próximas a mim diziam: não venda nada do que você tem. Trabalhe e me pague. Essa confiança aumentava minha responsabilidade. Vendi tudo, paguei o que devia e fui trabalhar como empregado”.

A chance do recomeço veio do empresário paulista Simon Bolívar da Silveira Bueno que o contratou para administrar três fazendas no Pará. Ficou por 12 anos, de 1995 até 2007. Saiu para assumir a presidência do Sindicato de Paragominas. A cidade, que chegou a ser conhecida como “Paragobalas”, em referência aos conflitos de terra e sofreu embargos do Ministério Público Federal após a Operação Arco de Fogo, deflagrada em 2008, rompeu com o ciclo do extrativismo graças ao trabalho da prefeitura em parceria com o sindicato e as ONGs Imazon e TNC que criaram juntos o projeto “Município Verde”.

A “Parisgominas”, como a denomina carinhosamente, tornou-se uma referência no combate ao desmatamento. Atualmente Mauro Lúcio comanda a Fazenda Marupiara, localizada no município de Tailândia, PA, comprada em 1997. A propriedade se dedica à recria e engorda. São 4.356 ha, dos quais 523 ha são reservados à pecuária e 357 ha à agricultura, num total de 880 ha de área aberta. A produtividade é de 33,64 @/ha/ano.

Nessa entrevista para o Prosa Quente, concedida à editora Maristela Franco e ao repórter Renato Villela, o produtor fala sobre o desmatamento, que voltou a crescer na região Norte, os esforços para regularização fundiária no Pará e sobre a dificuldade identificar os chamados “fornecedores indiretos”, que têm pendências ambientais ou trabalhistas, mas que escapam dos olhos do Ministério Público e da indústria frigorífica, vendendo seus animais para produtores regularizados, numa comercialização triangulada.

Mauro Lúcio também comenta, com entusiasmo sobressalente, sobre a nova etapa do Projeto “Pecuária Verde”, previsto para começar em janeiro de 2021, com foco nos pequenos produtores do Estado. “Acredito muito nesses caras. Eles farão uma revolução no Pará”. Confira!

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Quem vê Mauro Lúcio de Castro Costa, camisa sempre alinhada por dentro da calça, cinto, fivela lustrada, com seu inseparável chapéu de cowboy, que se tornou sua marca registrada, pensa estar diante de um fazendeiro tradicional. Ledo engano. O mineiro Mauro Lúcio, como é conhecido, natural de Governador Valadares, MG, entende, como poucos, a importância do meio ambiente para a prosperidade do seu negócio.

A atenção que confere à fertilidade do solo e ao manejo da pastagem é a mesma que dedica à manutenção da biodiversidade e à preservação de nascentes e rios. O sindicalista, que defendeu com afinco os interesses da classe produtiva nos seis anos à frente do Sindicato Rural de Paragominas, PA, é o mesmo que cedeu uma sala dentro do sindicato para trabalhar lado a lado com uma ONG de preservação ambiental. Visões – e atitudes – nem sempre compreendidas por seus pares.

A relação com a terra vem do avô, um tropeiro que ganhou a vida negociando sacas de café transportadas no lombo de mulas, de Minas Gerais até o Rio de Janeiro. “As terras em Governador Valadares eram tão baratas que meu avô dizia que se dava uma espingarda em troca de um pedaço de terra”, conta. Quando se mudou com os pais e o irmão para Paragominas, em 1982, Mauro Lúcio viu o mesmo se repetir no Pará. “Meu pai dizia que as terras eram baratas porque ainda não tinham chegado seus donos, mas que um dia isso aconteceria. Eu não acreditava”.

O pai, Itagiba Quirino da Costa, havia comprado uma fazenda em Paragominas e era um entusiasta do Pará. Aconselhava os filhos a trabalhar duro, pois a região os impulsionaria na vida. Mas Mauro Lúcio, que começara na lida adolescente, chegou à idade adulta disposto a recuperar o tempo perdido e desfrutar dos prazeres da vida.

“Lembro do meu pai dizendo: filho, tô pelejando para te ensinar de graça e você tá querendo pagar para aprender. Foi o que aconteceu. Quebrei e perdi tudo”. Sem terra, sem dinheiro e desacreditado, viveu tempos difíceis. “A pior coisa que você sente quando quebra é a falta de crédito das pessoas nas suas palavras”, diz. A volta por cima não ocorreu antes que se revelasse outra faceta de sua personalidade. “Pessoas próximas a mim diziam: não venda nada do que você tem. Trabalhe e me pague. Essa confiança aumentava minha responsabilidade. Vendi tudo, paguei o que devia e fui trabalhar como empregado”.

A chance do recomeço veio do empresário paulista Simon Bolívar da Silveira Bueno que o contratou para administrar três fazendas no Pará. Ficou por 12 anos, de 1995 até 2007. Saiu para assumir a presidência do Sindicato de Paragominas. A cidade, que chegou a ser conhecida como “Paragobalas”, em referência aos conflitos de terra e sofreu embargos do Ministério Público Federal após a Operação Arco de Fogo, deflagrada em 2008, rompeu com o ciclo do extrativismo graças ao trabalho da prefeitura em parceria com o sindicato e as ONGs Imazon e TNC que criaram juntos o projeto “Município Verde”.

A “Parisgominas”, como a denomina carinhosamente, tornou-se uma referência no combate ao desmatamento. Atualmente Mauro Lúcio comanda a Fazenda Marupiara, localizada no município de Tailândia, PA, comprada em 1997. A propriedade se dedica à recria e engorda. São 4.356 ha, dos quais 523 ha são reservados à pecuária e 357 ha à agricultura, num total de 880 ha de área aberta. A produtividade é de 33,64 @/ha/ano.

Nessa entrevista para o Prosa Quente, concedida à editora Maristela Franco e ao repórter Renato Villela, o produtor fala sobre o desmatamento, que voltou a crescer na região Norte, os esforços para regularização fundiária no Pará e sobre a dificuldade identificar os chamados “fornecedores indiretos”, que têm pendências ambientais ou trabalhistas, mas que escapam dos olhos do Ministério Público e da indústria frigorífica, vendendo seus animais para produtores regularizados, numa comercialização triangulada.

Mauro Lúcio também comenta, com entusiasmo sobressalente, sobre a nova etapa do Projeto “Pecuária Verde”, previsto para começar em janeiro de 2021, com foco nos pequenos produtores do Estado. “Acredito muito nesses caras. Eles farão uma revolução no Pará”. Confira!

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“Tenho de preservar a floresta, porque a cobertura vegetal tem impacto sobre o clima e isso afeta diretamente minha produção, meu negócio” – Mauro Lúcio Costa

Por Maristela Franco e Renato Villela

Quem vê Mauro Lúcio de Castro Costa, camisa sempre alinhada por dentro da calça, cinto, fivela lustrada, com seu inseparável chapéu de cowboy, que se tornou sua marca registrada, pensa estar diante de um fazendeiro tradicional. Ledo engano. O mineiro Mauro Lúcio, como é conhecido, natural de Governador Valadares, MG, entende, como poucos, a importância do meio ambiente para a prosperidade do seu negócio.

A atenção que confere à fertilidade do solo e ao manejo da pastagem é a mesma que dedica à manutenção da biodiversidade e à preservação de nascentes e rios. O sindicalista, que defendeu com afinco os interesses da classe produtiva nos seis anos à frente do Sindicato Rural de Paragominas, PA, é o mesmo que cedeu uma sala dentro do sindicato para trabalhar lado a lado com uma ONG de preservação ambiental. Visões – e atitudes – nem sempre compreendidas por seus pares.

A relação com a terra vem do avô, um tropeiro que ganhou a vida negociando sacas de café transportadas no lombo de mulas, de Minas Gerais até o Rio de Janeiro. “As terras em Governador Valadares eram tão baratas que meu avô dizia que se dava uma espingarda em troca de um pedaço de terra”, conta. Quando se mudou com os pais e o irmão para Paragominas, em 1982, Mauro Lúcio viu o mesmo se repetir no Pará. “Meu pai dizia que as terras eram baratas porque ainda não tinham chegado seus donos, mas que um dia isso aconteceria. Eu não acreditava”.

O pai, Itagiba Quirino da Costa, havia comprado uma fazenda em Paragominas e era um entusiasta do Pará. Aconselhava os filhos a trabalhar duro, pois a região os impulsionaria na vida. Mas Mauro Lúcio, que começara na lida adolescente, chegou à idade adulta disposto a recuperar o tempo perdido e desfrutar dos prazeres da vida.

“Lembro do meu pai dizendo: filho, tô pelejando para te ensinar de graça e você tá querendo pagar para aprender. Foi o que aconteceu. Quebrei e perdi tudo”. Sem terra, sem dinheiro e desacreditado, viveu tempos difíceis. “A pior coisa que você sente quando quebra é a falta de crédito das pessoas nas suas palavras”, diz. A volta por cima não ocorreu antes que se revelasse outra faceta de sua personalidade. “Pessoas próximas a mim diziam: não venda nada do que você tem. Trabalhe e me pague. Essa confiança aumentava minha responsabilidade. Vendi tudo, paguei o que devia e fui trabalhar como empregado”.

A chance do recomeço veio do empresário paulista Simon Bolívar da Silveira Bueno que o contratou para administrar três fazendas no Pará. Ficou por 12 anos, de 1995 até 2007. Saiu para assumir a presidência do Sindicato de Paragominas. A cidade, que chegou a ser conhecida como “Paragobalas”, em referência aos conflitos de terra e sofreu embargos do Ministério Público Federal após a Operação Arco de Fogo, deflagrada em 2008, rompeu com o ciclo do extrativismo graças ao trabalho da prefeitura em parceria com o sindicato e as ONGs Imazon e TNC que criaram juntos o projeto “Município Verde”.

A “Parisgominas”, como a denomina carinhosamente, tornou-se uma referência no combate ao desmatamento. Atualmente Mauro Lúcio comanda a Fazenda Marupiara, localizada no município de Tailândia, PA, comprada em 1997. A propriedade se dedica à recria e engorda. São 4.356 ha, dos quais 523 ha são reservados à pecuária e 357 ha à agricultura, num total de 880 ha de área aberta. A produtividade é de 33,64 @/ha/ano.

Nessa entrevista para o Prosa Quente, concedida à editora Maristela Franco e ao repórter Renato Villela, o produtor fala sobre o desmatamento, que voltou a crescer na região Norte, os esforços para regularização fundiária no Pará e sobre a dificuldade identificar os chamados “fornecedores indiretos”, que têm pendências ambientais ou trabalhistas, mas que escapam dos olhos do Ministério Público e da indústria frigorífica, vendendo seus animais para produtores regularizados, numa comercialização triangulada.

Mauro Lúcio também comenta, com entusiasmo sobressalente, sobre a nova etapa do Projeto “Pecuária Verde”, previsto para começar em janeiro de 2021, com foco nos pequenos produtores do Estado. “Acredito muito nesses caras. Eles farão uma revolução no Pará”. Confira!

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A atenção que confere à fertilidade do solo e ao manejo da pastagem é a mesma que dedica à manutenção da biodiversidade e à preservação de nascentes e rios. O sindicalista, que defendeu com afinco os interesses da classe produtiva nos seis anos à frente do Sindicato Rural de Paragominas, PA, é o mesmo que cedeu uma sala dentro do sindicato para trabalhar lado a lado com uma ONG de preservação ambiental. Visões – e atitudes – nem sempre compreendidas por seus pares.

A relação com a terra vem do avô, um tropeiro que ganhou a vida negociando sacas de café transportadas no lombo de mulas, de Minas Gerais até o Rio de Janeiro. “As terras em Governador Valadares eram tão baratas que meu avô dizia que se dava uma espingarda em troca de um pedaço de terra”, conta. Quando se mudou com os pais e o irmão para Paragominas, em 1982, Mauro Lúcio viu o mesmo se repetir no Pará. “Meu pai dizia que as terras eram baratas porque ainda não tinham chegado seus donos, mas que um dia isso aconteceria. Eu não acreditava”.

O pai, Itagiba Quirino da Costa, havia comprado uma fazenda em Paragominas e era um entusiasta do Pará. Aconselhava os filhos a trabalhar duro, pois a região os impulsionaria na vida. Mas Mauro Lúcio, que começara na lida adolescente, chegou à idade adulta disposto a recuperar o tempo perdido e desfrutar dos prazeres da vida.

“Lembro do meu pai dizendo: filho, tô pelejando para te ensinar de graça e você tá querendo pagar para aprender. Foi o que aconteceu. Quebrei e perdi tudo”. Sem terra, sem dinheiro e desacreditado, viveu tempos difíceis. “A pior coisa que você sente quando quebra é a falta de crédito das pessoas nas suas palavras”, diz. A volta por cima não ocorreu antes que se revelasse outra faceta de sua personalidade. “Pessoas próximas a mim diziam: não venda nada do que você tem. Trabalhe e me pague. Essa confiança aumentava minha responsabilidade. Vendi tudo, paguei o que devia e fui trabalhar como empregado”.

A chance do recomeço veio do empresário paulista Simon Bolívar da Silveira Bueno que o contratou para administrar três fazendas no Pará. Ficou por 12 anos, de 1995 até 2007. Saiu para assumir a presidência do Sindicato de Paragominas. A cidade, que chegou a ser conhecida como “Paragobalas”, em referência aos conflitos de terra e sofreu embargos do Ministério Público Federal após a Operação Arco de Fogo, deflagrada em 2008, rompeu com o ciclo do extrativismo graças ao trabalho da prefeitura em parceria com o sindicato e as ONGs Imazon e TNC que criaram juntos o projeto “Município Verde”.

A “Parisgominas”, como a denomina carinhosamente, tornou-se uma referência no combate ao desmatamento. Atualmente Mauro Lúcio comanda a Fazenda Marupiara, localizada no município de Tailândia, PA, comprada em 1997. A propriedade se dedica à recria e engorda. São 4.356 ha, dos quais 523 ha são reservados à pecuária e 357 ha à agricultura, num total de 880 ha de área aberta. A produtividade é de 33,64 @/ha/ano.

Nessa entrevista para o Prosa Quente, concedida à editora Maristela Franco e ao repórter Renato Villela, o produtor fala sobre o desmatamento, que voltou a crescer na região Norte, os esforços para regularização fundiária no Pará e sobre a dificuldade identificar os chamados “fornecedores indiretos”, que têm pendências ambientais ou trabalhistas, mas que escapam dos olhos do Ministério Público e da indústria frigorífica, vendendo seus animais para produtores regularizados, numa comercialização triangulada.

Mauro Lúcio também comenta, com entusiasmo sobressalente, sobre a nova etapa do Projeto “Pecuária Verde”, previsto para começar em janeiro de 2021, com foco nos pequenos produtores do Estado. “Acredito muito nesses caras. Eles farão uma revolução no Pará”. Confira!

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Uma visão da pecuária norte-americana, é o tema da conversa da editora Maristela Franco com o zootecnista brasileiro Octávio Guimarães, que presta assistência a confinamentos nos EUA que trabalham com 700 mil cabeças/ano.

“Tenho de preservar a floresta, porque a cobertura vegetal tem impacto sobre o clima e isso afeta diretamente minha produção, meu negócio” – Mauro Lúcio Costa

Por Maristela Franco e Renato Villela

Quem vê Mauro Lúcio de Castro Costa, camisa sempre alinhada por dentro da calça, cinto, fivela lustrada, com seu inseparável chapéu de cowboy, que se tornou sua marca registrada, pensa estar diante de um fazendeiro tradicional. Ledo engano. O mineiro Mauro Lúcio, como é conhecido, natural de Governador Valadares, MG, entende, como poucos, a importância do meio ambiente para a prosperidade do seu negócio.

A atenção que confere à fertilidade do solo e ao manejo da pastagem é a mesma que dedica à manutenção da biodiversidade e à preservação de nascentes e rios. O sindicalista, que defendeu com afinco os interesses da classe produtiva nos seis anos à frente do Sindicato Rural de Paragominas, PA, é o mesmo que cedeu uma sala dentro do sindicato para trabalhar lado a lado com uma ONG de preservação ambiental. Visões – e atitudes – nem sempre compreendidas por seus pares.

A relação com a terra vem do avô, um tropeiro que ganhou a vida negociando sacas de café transportadas no lombo de mulas, de Minas Gerais até o Rio de Janeiro. “As terras em Governador Valadares eram tão baratas que meu avô dizia que se dava uma espingarda em troca de um pedaço de terra”, conta. Quando se mudou com os pais e o irmão para Paragominas, em 1982, Mauro Lúcio viu o mesmo se repetir no Pará. “Meu pai dizia que as terras eram baratas porque ainda não tinham chegado seus donos, mas que um dia isso aconteceria. Eu não acreditava”.

O pai, Itagiba Quirino da Costa, havia comprado uma fazenda em Paragominas e era um entusiasta do Pará. Aconselhava os filhos a trabalhar duro, pois a região os impulsionaria na vida. Mas Mauro Lúcio, que começara na lida adolescente, chegou à idade adulta disposto a recuperar o tempo perdido e desfrutar dos prazeres da vida.

“Lembro do meu pai dizendo: filho, tô pelejando para te ensinar de graça e você tá querendo pagar para aprender. Foi o que aconteceu. Quebrei e perdi tudo”. Sem terra, sem dinheiro e desacreditado, viveu tempos difíceis. “A pior coisa que você sente quando quebra é a falta de crédito das pessoas nas suas palavras”, diz. A volta por cima não ocorreu antes que se revelasse outra faceta de sua personalidade. “Pessoas próximas a mim diziam: não venda nada do que você tem. Trabalhe e me pague. Essa confiança aumentava minha responsabilidade. Vendi tudo, paguei o que devia e fui trabalhar como empregado”.

A chance do recomeço veio do empresário paulista Simon Bolívar da Silveira Bueno que o contratou para administrar três fazendas no Pará. Ficou por 12 anos, de 1995 até 2007. Saiu para assumir a presidência do Sindicato de Paragominas. A cidade, que chegou a ser conhecida como “Paragobalas”, em referência aos conflitos de terra e sofreu embargos do Ministério Público Federal após a Operação Arco de Fogo, deflagrada em 2008, rompeu com o ciclo do extrativismo graças ao trabalho da prefeitura em parceria com o sindicato e as ONGs Imazon e TNC que criaram juntos o projeto “Município Verde”.

A “Parisgominas”, como a denomina carinhosamente, tornou-se uma referência no combate ao desmatamento. Atualmente Mauro Lúcio comanda a Fazenda Marupiara, localizada no município de Tailândia, PA, comprada em 1997. A propriedade se dedica à recria e engorda. São 4.356 ha, dos quais 523 ha são reservados à pecuária e 357 ha à agricultura, num total de 880 ha de área aberta. A produtividade é de 33,64 @/ha/ano.

Nessa entrevista para o Prosa Quente, concedida à editora Maristela Franco e ao repórter Renato Villela, o produtor fala sobre o desmatamento, que voltou a crescer na região Norte, os esforços para regularização fundiária no Pará e sobre a dificuldade identificar os chamados “fornecedores indiretos”, que têm pendências ambientais ou trabalhistas, mas que escapam dos olhos do Ministério Público e da indústria frigorífica, vendendo seus animais para produtores regularizados, numa comercialização triangulada.

Mauro Lúcio também comenta, com entusiasmo sobressalente, sobre a nova etapa do Projeto “Pecuária Verde”, previsto para começar em janeiro de 2021, com foco nos pequenos produtores do Estado. “Acredito muito nesses caras. Eles farão uma revolução no Pará”. Confira!

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“Tenho de preservar a floresta, porque a cobertura vegetal tem impacto sobre o clima e isso afeta diretamente minha produção, meu negócio” – Mauro Lúcio Costa

Por Maristela Franco e Renato Villela

Quem vê Mauro Lúcio de Castro Costa, camisa sempre alinhada por dentro da calça, cinto, fivela lustrada, com seu inseparável chapéu de cowboy, que se tornou sua marca registrada, pensa estar diante de um fazendeiro tradicional. Ledo engano. O mineiro Mauro Lúcio, como é conhecido, natural de Governador Valadares, MG, entende, como poucos, a importância do meio ambiente para a prosperidade do seu negócio.

A atenção que confere à fertilidade do solo e ao manejo da pastagem é a mesma que dedica à manutenção da biodiversidade e à preservação de nascentes e rios. O sindicalista, que defendeu com afinco os interesses da classe produtiva nos seis anos à frente do Sindicato Rural de Paragominas, PA, é o mesmo que cedeu uma sala dentro do sindicato para trabalhar lado a lado com uma ONG de preservação ambiental. Visões – e atitudes – nem sempre compreendidas por seus pares.

A relação com a terra vem do avô, um tropeiro que ganhou a vida negociando sacas de café transportadas no lombo de mulas, de Minas Gerais até o Rio de Janeiro. “As terras em Governador Valadares eram tão baratas que meu avô dizia que se dava uma espingarda em troca de um pedaço de terra”, conta. Quando se mudou com os pais e o irmão para Paragominas, em 1982, Mauro Lúcio viu o mesmo se repetir no Pará. “Meu pai dizia que as terras eram baratas porque ainda não tinham chegado seus donos, mas que um dia isso aconteceria. Eu não acreditava”.

O pai, Itagiba Quirino da Costa, havia comprado uma fazenda em Paragominas e era um entusiasta do Pará. Aconselhava os filhos a trabalhar duro, pois a região os impulsionaria na vida. Mas Mauro Lúcio, que começara na lida adolescente, chegou à idade adulta disposto a recuperar o tempo perdido e desfrutar dos prazeres da vida.

“Lembro do meu pai dizendo: filho, tô pelejando para te ensinar de graça e você tá querendo pagar para aprender. Foi o que aconteceu. Quebrei e perdi tudo”. Sem terra, sem dinheiro e desacreditado, viveu tempos difíceis. “A pior coisa que você sente quando quebra é a falta de crédito das pessoas nas suas palavras”, diz. A volta por cima não ocorreu antes que se revelasse outra faceta de sua personalidade. “Pessoas próximas a mim diziam: não venda nada do que você tem. Trabalhe e me pague. Essa confiança aumentava minha responsabilidade. Vendi tudo, paguei o que devia e fui trabalhar como empregado”.

A chance do recomeço veio do empresário paulista Simon Bolívar da Silveira Bueno que o contratou para administrar três fazendas no Pará. Ficou por 12 anos, de 1995 até 2007. Saiu para assumir a presidência do Sindicato de Paragominas. A cidade, que chegou a ser conhecida como “Paragobalas”, em referência aos conflitos de terra e sofreu embargos do Ministério Público Federal após a Operação Arco de Fogo, deflagrada em 2008, rompeu com o ciclo do extrativismo graças ao trabalho da prefeitura em parceria com o sindicato e as ONGs Imazon e TNC que criaram juntos o projeto “Município Verde”.

A “Parisgominas”, como a denomina carinhosamente, tornou-se uma referência no combate ao desmatamento. Atualmente Mauro Lúcio comanda a Fazenda Marupiara, localizada no município de Tailândia, PA, comprada em 1997. A propriedade se dedica à recria e engorda. São 4.356 ha, dos quais 523 ha são reservados à pecuária e 357 ha à agricultura, num total de 880 ha de área aberta. A produtividade é de 33,64 @/ha/ano.

Nessa entrevista para o Prosa Quente, concedida à editora Maristela Franco e ao repórter Renato Villela, o produtor fala sobre o desmatamento, que voltou a crescer na região Norte, os esforços para regularização fundiária no Pará e sobre a dificuldade identificar os chamados “fornecedores indiretos”, que têm pendências ambientais ou trabalhistas, mas que escapam dos olhos do Ministério Público e da indústria frigorífica, vendendo seus animais para produtores regularizados, numa comercialização triangulada.

Mauro Lúcio também comenta, com entusiasmo sobressalente, sobre a nova etapa do Projeto “Pecuária Verde”, previsto para começar em janeiro de 2021, com foco nos pequenos produtores do Estado. “Acredito muito nesses caras. Eles farão uma revolução no Pará”. Confira!

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“Tenho de preservar a floresta, porque a cobertura vegetal tem impacto sobre o clima e isso afeta diretamente minha produção, meu negócio” – Mauro Lúcio Costa

Por Maristela Franco e Renato Villela

Quem vê Mauro Lúcio de Castro Costa, camisa sempre alinhada por dentro da calça, cinto, fivela lustrada, com seu inseparável chapéu de cowboy, que se tornou sua marca registrada, pensa estar diante de um fazendeiro tradicional. Ledo engano. O mineiro Mauro Lúcio, como é conhecido, natural de Governador Valadares, MG, entende, como poucos, a importância do meio ambiente para a prosperidade do seu negócio.

A atenção que confere à fertilidade do solo e ao manejo da pastagem é a mesma que dedica à manutenção da biodiversidade e à preservação de nascentes e rios. O sindicalista, que defendeu com afinco os interesses da classe produtiva nos seis anos à frente do Sindicato Rural de Paragominas, PA, é o mesmo que cedeu uma sala dentro do sindicato para trabalhar lado a lado com uma ONG de preservação ambiental. Visões – e atitudes – nem sempre compreendidas por seus pares.

A relação com a terra vem do avô, um tropeiro que ganhou a vida negociando sacas de café transportadas no lombo de mulas, de Minas Gerais até o Rio de Janeiro. “As terras em Governador Valadares eram tão baratas que meu avô dizia que se dava uma espingarda em troca de um pedaço de terra”, conta. Quando se mudou com os pais e o irmão para Paragominas, em 1982, Mauro Lúcio viu o mesmo se repetir no Pará. “Meu pai dizia que as terras eram baratas porque ainda não tinham chegado seus donos, mas que um dia isso aconteceria. Eu não acreditava”.

O pai, Itagiba Quirino da Costa, havia comprado uma fazenda em Paragominas e era um entusiasta do Pará. Aconselhava os filhos a trabalhar duro, pois a região os impulsionaria na vida. Mas Mauro Lúcio, que começara na lida adolescente, chegou à idade adulta disposto a recuperar o tempo perdido e desfrutar dos prazeres da vida.

“Lembro do meu pai dizendo: filho, tô pelejando para te ensinar de graça e você tá querendo pagar para aprender. Foi o que aconteceu. Quebrei e perdi tudo”. Sem terra, sem dinheiro e desacreditado, viveu tempos difíceis. “A pior coisa que você sente quando quebra é a falta de crédito das pessoas nas suas palavras”, diz. A volta por cima não ocorreu antes que se revelasse outra faceta de sua personalidade. “Pessoas próximas a mim diziam: não venda nada do que você tem. Trabalhe e me pague. Essa confiança aumentava minha responsabilidade. Vendi tudo, paguei o que devia e fui trabalhar como empregado”.

A chance do recomeço veio do empresário paulista Simon Bolívar da Silveira Bueno que o contratou para administrar três fazendas no Pará. Ficou por 12 anos, de 1995 até 2007. Saiu para assumir a presidência do Sindicato de Paragominas. A cidade, que chegou a ser conhecida como “Paragobalas”, em referência aos conflitos de terra e sofreu embargos do Ministério Público Federal após a Operação Arco de Fogo, deflagrada em 2008, rompeu com o ciclo do extrativismo graças ao trabalho da prefeitura em parceria com o sindicato e as ONGs Imazon e TNC que criaram juntos o projeto “Município Verde”.

A “Parisgominas”, como a denomina carinhosamente, tornou-se uma referência no combate ao desmatamento. Atualmente Mauro Lúcio comanda a Fazenda Marupiara, localizada no município de Tailândia, PA, comprada em 1997. A propriedade se dedica à recria e engorda. São 4.356 ha, dos quais 523 ha são reservados à pecuária e 357 ha à agricultura, num total de 880 ha de área aberta. A produtividade é de 33,64 @/ha/ano.

Nessa entrevista para o Prosa Quente, concedida à editora Maristela Franco e ao repórter Renato Villela, o produtor fala sobre o desmatamento, que voltou a crescer na região Norte, os esforços para regularização fundiária no Pará e sobre a dificuldade identificar os chamados “fornecedores indiretos”, que têm pendências ambientais ou trabalhistas, mas que escapam dos olhos do Ministério Público e da indústria frigorífica, vendendo seus animais para produtores regularizados, numa comercialização triangulada.

Mauro Lúcio também comenta, com entusiasmo sobressalente, sobre a nova etapa do Projeto “Pecuária Verde”, previsto para começar em janeiro de 2021, com foco nos pequenos produtores do Estado. “Acredito muito nesses caras. Eles farão uma revolução no Pará”. Confira!

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Por Maristela Franco e Renato Villela

Quem vê Mauro Lúcio de Castro Costa, camisa sempre alinhada por dentro da calça, cinto, fivela lustrada, com seu inseparável chapéu de cowboy, que se tornou sua marca registrada, pensa estar diante de um fazendeiro tradicional. Ledo engano. O mineiro Mauro Lúcio, como é conhecido, natural de Governador Valadares, MG, entende, como poucos, a importância do meio ambiente para a prosperidade do seu negócio.

A atenção que confere à fertilidade do solo e ao manejo da pastagem é a mesma que dedica à manutenção da biodiversidade e à preservação de nascentes e rios. O sindicalista, que defendeu com afinco os interesses da classe produtiva nos seis anos à frente do Sindicato Rural de Paragominas, PA, é o mesmo que cedeu uma sala dentro do sindicato para trabalhar lado a lado com uma ONG de preservação ambiental. Visões – e atitudes – nem sempre compreendidas por seus pares.

A relação com a terra vem do avô, um tropeiro que ganhou a vida negociando sacas de café transportadas no lombo de mulas, de Minas Gerais até o Rio de Janeiro. “As terras em Governador Valadares eram tão baratas que meu avô dizia que se dava uma espingarda em troca de um pedaço de terra”, conta. Quando se mudou com os pais e o irmão para Paragominas, em 1982, Mauro Lúcio viu o mesmo se repetir no Pará. “Meu pai dizia que as terras eram baratas porque ainda não tinham chegado seus donos, mas que um dia isso aconteceria. Eu não acreditava”.

O pai, Itagiba Quirino da Costa, havia comprado uma fazenda em Paragominas e era um entusiasta do Pará. Aconselhava os filhos a trabalhar duro, pois a região os impulsionaria na vida. Mas Mauro Lúcio, que começara na lida adolescente, chegou à idade adulta disposto a recuperar o tempo perdido e desfrutar dos prazeres da vida.

“Lembro do meu pai dizendo: filho, tô pelejando para te ensinar de graça e você tá querendo pagar para aprender. Foi o que aconteceu. Quebrei e perdi tudo”. Sem terra, sem dinheiro e desacreditado, viveu tempos difíceis. “A pior coisa que você sente quando quebra é a falta de crédito das pessoas nas suas palavras”, diz. A volta por cima não ocorreu antes que se revelasse outra faceta de sua personalidade. “Pessoas próximas a mim diziam: não venda nada do que você tem. Trabalhe e me pague. Essa confiança aumentava minha responsabilidade. Vendi tudo, paguei o que devia e fui trabalhar como empregado”.

A chance do recomeço veio do empresário paulista Simon Bolívar da Silveira Bueno que o contratou para administrar três fazendas no Pará. Ficou por 12 anos, de 1995 até 2007. Saiu para assumir a presidência do Sindicato de Paragominas. A cidade, que chegou a ser conhecida como “Paragobalas”, em referência aos conflitos de terra e sofreu embargos do Ministério Público Federal após a Operação Arco de Fogo, deflagrada em 2008, rompeu com o ciclo do extrativismo graças ao trabalho da prefeitura em parceria com o sindicato e as ONGs Imazon e TNC que criaram juntos o projeto “Município Verde”.

A “Parisgominas”, como a denomina carinhosamente, tornou-se uma referência no combate ao desmatamento. Atualmente Mauro Lúcio comanda a Fazenda Marupiara, localizada no município de Tailândia, PA, comprada em 1997. A propriedade se dedica à recria e engorda. São 4.356 ha, dos quais 523 ha são reservados à pecuária e 357 ha à agricultura, num total de 880 ha de área aberta. A produtividade é de 33,64 @/ha/ano.

Nessa entrevista para o Prosa Quente, concedida à editora Maristela Franco e ao repórter Renato Villela, o produtor fala sobre o desmatamento, que voltou a crescer na região Norte, os esforços para regularização fundiária no Pará e sobre a dificuldade identificar os chamados “fornecedores indiretos”, que têm pendências ambientais ou trabalhistas, mas que escapam dos olhos do Ministério Público e da indústria frigorífica, vendendo seus animais para produtores regularizados, numa comercialização triangulada.

Mauro Lúcio também comenta, com entusiasmo sobressalente, sobre a nova etapa do Projeto “Pecuária Verde”, previsto para começar em janeiro de 2021, com foco nos pequenos produtores do Estado. “Acredito muito nesses caras. Eles farão uma revolução no Pará”. Confira!

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A Revista DBO traz os resultados dos principais leilões de todo o Brasil; CONFIRA!

“Tenho de preservar a floresta, porque a cobertura vegetal tem impacto sobre o clima e isso afeta diretamente minha produção, meu negócio” – Mauro Lúcio Costa

Por Maristela Franco e Renato Villela

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A atenção que confere à fertilidade do solo e ao manejo da pastagem é a mesma que dedica à manutenção da biodiversidade e à preservação de nascentes e rios. O sindicalista, que defendeu com afinco os interesses da classe produtiva nos seis anos à frente do Sindicato Rural de Paragominas, PA, é o mesmo que cedeu uma sala dentro do sindicato para trabalhar lado a lado com uma ONG de preservação ambiental. Visões – e atitudes – nem sempre compreendidas por seus pares.

A relação com a terra vem do avô, um tropeiro que ganhou a vida negociando sacas de café transportadas no lombo de mulas, de Minas Gerais até o Rio de Janeiro. “As terras em Governador Valadares eram tão baratas que meu avô dizia que se dava uma espingarda em troca de um pedaço de terra”, conta. Quando se mudou com os pais e o irmão para Paragominas, em 1982, Mauro Lúcio viu o mesmo se repetir no Pará. “Meu pai dizia que as terras eram baratas porque ainda não tinham chegado seus donos, mas que um dia isso aconteceria. Eu não acreditava”.

O pai, Itagiba Quirino da Costa, havia comprado uma fazenda em Paragominas e era um entusiasta do Pará. Aconselhava os filhos a trabalhar duro, pois a região os impulsionaria na vida. Mas Mauro Lúcio, que começara na lida adolescente, chegou à idade adulta disposto a recuperar o tempo perdido e desfrutar dos prazeres da vida.

“Lembro do meu pai dizendo: filho, tô pelejando para te ensinar de graça e você tá querendo pagar para aprender. Foi o que aconteceu. Quebrei e perdi tudo”. Sem terra, sem dinheiro e desacreditado, viveu tempos difíceis. “A pior coisa que você sente quando quebra é a falta de crédito das pessoas nas suas palavras”, diz. A volta por cima não ocorreu antes que se revelasse outra faceta de sua personalidade. “Pessoas próximas a mim diziam: não venda nada do que você tem. Trabalhe e me pague. Essa confiança aumentava minha responsabilidade. Vendi tudo, paguei o que devia e fui trabalhar como empregado”.

A chance do recomeço veio do empresário paulista Simon Bolívar da Silveira Bueno que o contratou para administrar três fazendas no Pará. Ficou por 12 anos, de 1995 até 2007. Saiu para assumir a presidência do Sindicato de Paragominas. A cidade, que chegou a ser conhecida como “Paragobalas”, em referência aos conflitos de terra e sofreu embargos do Ministério Público Federal após a Operação Arco de Fogo, deflagrada em 2008, rompeu com o ciclo do extrativismo graças ao trabalho da prefeitura em parceria com o sindicato e as ONGs Imazon e TNC que criaram juntos o projeto “Município Verde”.

A “Parisgominas”, como a denomina carinhosamente, tornou-se uma referência no combate ao desmatamento. Atualmente Mauro Lúcio comanda a Fazenda Marupiara, localizada no município de Tailândia, PA, comprada em 1997. A propriedade se dedica à recria e engorda. São 4.356 ha, dos quais 523 ha são reservados à pecuária e 357 ha à agricultura, num total de 880 ha de área aberta. A produtividade é de 33,64 @/ha/ano.

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Mauro Lúcio também comenta, com entusiasmo sobressalente, sobre a nova etapa do Projeto “Pecuária Verde”, previsto para começar em janeiro de 2021, com foco nos pequenos produtores do Estado. “Acredito muito nesses caras. Eles farão uma revolução no Pará”. Confira!

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Quem vê Mauro Lúcio de Castro Costa, camisa sempre alinhada por dentro da calça, cinto, fivela lustrada, com seu inseparável chapéu de cowboy, que se tornou sua marca registrada, pensa estar diante de um fazendeiro tradicional. Ledo engano. O mineiro Mauro Lúcio, como é conhecido, natural de Governador Valadares, MG, entende, como poucos, a importância do meio ambiente para a prosperidade do seu negócio.

A atenção que confere à fertilidade do solo e ao manejo da pastagem é a mesma que dedica à manutenção da biodiversidade e à preservação de nascentes e rios. O sindicalista, que defendeu com afinco os interesses da classe produtiva nos seis anos à frente do Sindicato Rural de Paragominas, PA, é o mesmo que cedeu uma sala dentro do sindicato para trabalhar lado a lado com uma ONG de preservação ambiental. Visões – e atitudes – nem sempre compreendidas por seus pares.

A relação com a terra vem do avô, um tropeiro que ganhou a vida negociando sacas de café transportadas no lombo de mulas, de Minas Gerais até o Rio de Janeiro. “As terras em Governador Valadares eram tão baratas que meu avô dizia que se dava uma espingarda em troca de um pedaço de terra”, conta. Quando se mudou com os pais e o irmão para Paragominas, em 1982, Mauro Lúcio viu o mesmo se repetir no Pará. “Meu pai dizia que as terras eram baratas porque ainda não tinham chegado seus donos, mas que um dia isso aconteceria. Eu não acreditava”.

O pai, Itagiba Quirino da Costa, havia comprado uma fazenda em Paragominas e era um entusiasta do Pará. Aconselhava os filhos a trabalhar duro, pois a região os impulsionaria na vida. Mas Mauro Lúcio, que começara na lida adolescente, chegou à idade adulta disposto a recuperar o tempo perdido e desfrutar dos prazeres da vida.

“Lembro do meu pai dizendo: filho, tô pelejando para te ensinar de graça e você tá querendo pagar para aprender. Foi o que aconteceu. Quebrei e perdi tudo”. Sem terra, sem dinheiro e desacreditado, viveu tempos difíceis. “A pior coisa que você sente quando quebra é a falta de crédito das pessoas nas suas palavras”, diz. A volta por cima não ocorreu antes que se revelasse outra faceta de sua personalidade. “Pessoas próximas a mim diziam: não venda nada do que você tem. Trabalhe e me pague. Essa confiança aumentava minha responsabilidade. Vendi tudo, paguei o que devia e fui trabalhar como empregado”.

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A “Parisgominas”, como a denomina carinhosamente, tornou-se uma referência no combate ao desmatamento. Atualmente Mauro Lúcio comanda a Fazenda Marupiara, localizada no município de Tailândia, PA, comprada em 1997. A propriedade se dedica à recria e engorda. São 4.356 ha, dos quais 523 ha são reservados à pecuária e 357 ha à agricultura, num total de 880 ha de área aberta. A produtividade é de 33,64 @/ha/ano.

Nessa entrevista para o Prosa Quente, concedida à editora Maristela Franco e ao repórter Renato Villela, o produtor fala sobre o desmatamento, que voltou a crescer na região Norte, os esforços para regularização fundiária no Pará e sobre a dificuldade identificar os chamados “fornecedores indiretos”, que têm pendências ambientais ou trabalhistas, mas que escapam dos olhos do Ministério Público e da indústria frigorífica, vendendo seus animais para produtores regularizados, numa comercialização triangulada.

Mauro Lúcio também comenta, com entusiasmo sobressalente, sobre a nova etapa do Projeto “Pecuária Verde”, previsto para começar em janeiro de 2021, com foco nos pequenos produtores do Estado. “Acredito muito nesses caras. Eles farão uma revolução no Pará”. Confira!

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Média das fêmeas foi 116% superior à registrada em igual período do ano passado

“Tenho de preservar a floresta, porque a cobertura vegetal tem impacto sobre o clima e isso afeta diretamente minha produção, meu negócio” – Mauro Lúcio Costa

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Quem vê Mauro Lúcio de Castro Costa, camisa sempre alinhada por dentro da calça, cinto, fivela lustrada, com seu inseparável chapéu de cowboy, que se tornou sua marca registrada, pensa estar diante de um fazendeiro tradicional. Ledo engano. O mineiro Mauro Lúcio, como é conhecido, natural de Governador Valadares, MG, entende, como poucos, a importância do meio ambiente para a prosperidade do seu negócio.

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O pai, Itagiba Quirino da Costa, havia comprado uma fazenda em Paragominas e era um entusiasta do Pará. Aconselhava os filhos a trabalhar duro, pois a região os impulsionaria na vida. Mas Mauro Lúcio, que começara na lida adolescente, chegou à idade adulta disposto a recuperar o tempo perdido e desfrutar dos prazeres da vida.

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A “Parisgominas”, como a denomina carinhosamente, tornou-se uma referência no combate ao desmatamento. Atualmente Mauro Lúcio comanda a Fazenda Marupiara, localizada no município de Tailândia, PA, comprada em 1997. A propriedade se dedica à recria e engorda. São 4.356 ha, dos quais 523 ha são reservados à pecuária e 357 ha à agricultura, num total de 880 ha de área aberta. A produtividade é de 33,64 @/ha/ano.

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Mauro Lúcio também comenta, com entusiasmo sobressalente, sobre a nova etapa do Projeto “Pecuária Verde”, previsto para começar em janeiro de 2021, com foco nos pequenos produtores do Estado. “Acredito muito nesses caras. Eles farão uma revolução no Pará”. Confira!

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“Tenho de preservar a floresta, porque a cobertura vegetal tem impacto sobre o clima e isso afeta diretamente minha produção, meu negócio” – Mauro Lúcio Costa

Por Maristela Franco e Renato Villela

Quem vê Mauro Lúcio de Castro Costa, camisa sempre alinhada por dentro da calça, cinto, fivela lustrada, com seu inseparável chapéu de cowboy, que se tornou sua marca registrada, pensa estar diante de um fazendeiro tradicional. Ledo engano. O mineiro Mauro Lúcio, como é conhecido, natural de Governador Valadares, MG, entende, como poucos, a importância do meio ambiente para a prosperidade do seu negócio.

A atenção que confere à fertilidade do solo e ao manejo da pastagem é a mesma que dedica à manutenção da biodiversidade e à preservação de nascentes e rios. O sindicalista, que defendeu com afinco os interesses da classe produtiva nos seis anos à frente do Sindicato Rural de Paragominas, PA, é o mesmo que cedeu uma sala dentro do sindicato para trabalhar lado a lado com uma ONG de preservação ambiental. Visões – e atitudes – nem sempre compreendidas por seus pares.

A relação com a terra vem do avô, um tropeiro que ganhou a vida negociando sacas de café transportadas no lombo de mulas, de Minas Gerais até o Rio de Janeiro. “As terras em Governador Valadares eram tão baratas que meu avô dizia que se dava uma espingarda em troca de um pedaço de terra”, conta. Quando se mudou com os pais e o irmão para Paragominas, em 1982, Mauro Lúcio viu o mesmo se repetir no Pará. “Meu pai dizia que as terras eram baratas porque ainda não tinham chegado seus donos, mas que um dia isso aconteceria. Eu não acreditava”.

O pai, Itagiba Quirino da Costa, havia comprado uma fazenda em Paragominas e era um entusiasta do Pará. Aconselhava os filhos a trabalhar duro, pois a região os impulsionaria na vida. Mas Mauro Lúcio, que começara na lida adolescente, chegou à idade adulta disposto a recuperar o tempo perdido e desfrutar dos prazeres da vida.

“Lembro do meu pai dizendo: filho, tô pelejando para te ensinar de graça e você tá querendo pagar para aprender. Foi o que aconteceu. Quebrei e perdi tudo”. Sem terra, sem dinheiro e desacreditado, viveu tempos difíceis. “A pior coisa que você sente quando quebra é a falta de crédito das pessoas nas suas palavras”, diz. A volta por cima não ocorreu antes que se revelasse outra faceta de sua personalidade. “Pessoas próximas a mim diziam: não venda nada do que você tem. Trabalhe e me pague. Essa confiança aumentava minha responsabilidade. Vendi tudo, paguei o que devia e fui trabalhar como empregado”.

A chance do recomeço veio do empresário paulista Simon Bolívar da Silveira Bueno que o contratou para administrar três fazendas no Pará. Ficou por 12 anos, de 1995 até 2007. Saiu para assumir a presidência do Sindicato de Paragominas. A cidade, que chegou a ser conhecida como “Paragobalas”, em referência aos conflitos de terra e sofreu embargos do Ministério Público Federal após a Operação Arco de Fogo, deflagrada em 2008, rompeu com o ciclo do extrativismo graças ao trabalho da prefeitura em parceria com o sindicato e as ONGs Imazon e TNC que criaram juntos o projeto “Município Verde”.

A “Parisgominas”, como a denomina carinhosamente, tornou-se uma referência no combate ao desmatamento. Atualmente Mauro Lúcio comanda a Fazenda Marupiara, localizada no município de Tailândia, PA, comprada em 1997. A propriedade se dedica à recria e engorda. São 4.356 ha, dos quais 523 ha são reservados à pecuária e 357 ha à agricultura, num total de 880 ha de área aberta. A produtividade é de 33,64 @/ha/ano.

Nessa entrevista para o Prosa Quente, concedida à editora Maristela Franco e ao repórter Renato Villela, o produtor fala sobre o desmatamento, que voltou a crescer na região Norte, os esforços para regularização fundiária no Pará e sobre a dificuldade identificar os chamados “fornecedores indiretos”, que têm pendências ambientais ou trabalhistas, mas que escapam dos olhos do Ministério Público e da indústria frigorífica, vendendo seus animais para produtores regularizados, numa comercialização triangulada.

Mauro Lúcio também comenta, com entusiasmo sobressalente, sobre a nova etapa do Projeto “Pecuária Verde”, previsto para começar em janeiro de 2021, com foco nos pequenos produtores do Estado. “Acredito muito nesses caras. Eles farão uma revolução no Pará”. Confira!

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