O Índice de Confiança do Agronegócio (IC-Agro), indicador medido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), ficou em 111,3 pontos no segundo trimestre deste ano, praticamente estável em relação ao trimestre anterior (111,9 pontos), segundo apontaram as duas instituições em nota.
Com isso, os resultados completaram três trimestres consecutivos acima de 110 pontos. Resultados abaixo de 100 pontos indicam pessimismo do setor. “O período de entusiasmo começou com a melhora das expectativas em relação à economia brasileira a partir do último trimestre de 2018, frente a agenda de reformas do novo governo e, desde então, vem se sustentando, mesmo que a recuperação econômica avance mais lentamente do que o esperado”, afirmam as instituições.
Entre os pecuaristas, contudo, a confiança caiu 2,8 pontos, chegando a 103,3 pontos – o menor nível dentre todos os segmentos pesquisados, mas ainda assim otimista por três semestres consecutivos. No caso do produtor agrícola, houve alta de 1 ponto no indicador, para 111,6 pontos. “O otimismo foi puxado em parte pela melhora dos preços das principais commodities agrícolas ao longo do 2º trimestre – uma consequência direta da quebra de safra nos EUA”, explicam a Fiesp e a OCB.
As empresas de insumos agropecuários (Antes da Porteira) compõem o segmento no qual o otimismo aumentou de forma mais relevante do 1º para o 2º trimestre, com avanço de 3,2 pontos para 118,4 pontos. “Apesar de uma perda de entusiasmo com as condições atuais, as expectativas melhoraram no final do segundo trimestre, quando as vendas de fertilizantes e de defensivos agrícolas, até então atrasadas em relação às safras anteriores, começaram a avançar, reacendendo a expectativa de crescimento no mercado em 2019”, apontou Márcio Lopes de Freitas, presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).
Já o Índice de Confiança das empresas que atuam Depois da Porteira apresentou queda de 2,8 pontos em relação ao 1º trimestre do ano, chegando a 110,1 pontos. Segundo os pesquisadores, os obstáculos para uma efetiva recuperação da economia brasileira pesaram para que essas empresas ficassem um pouco menos otimistas.




