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Tyson eleva em 25% seu lucro e aposta no mercado chinês

Companhia norte-americana registrou lucro líquido de US$ 676 milhões no 3º trimestre do ano
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Vendas mais fortes e margens mais altas obtidas em suas divisões de carne bovina, frango e alimentos preparados ajudaram a norte-americana Tyson Foods a aumentar os negócios globais e também o lucro líquido no terceiro trimestre do ano fiscal de 2019, informou o portal Meatingplace, com base em comunicado divulgado nesta segunda-feira pela companhia.

A gigante em proteínas disse que suas vendas atingiram US$ 10,9 bilhões no trimestre, alta de 8% em relação ao mesmo período do ano anterior. Por sua vez, o lucro líquido alcançou US$ 676 milhões, ou US$ 1,84 por ação, o que representa uma melhoria de 25% na comparação com os US$ 541 milhões obtidos em igual intervalo de 2018, ou US $ 1,47 por ação.

Os resultados do trimestre apontaram uma queda de 11% nos preços do frango comercializado, mas, em compensação, houve aumento de 23% no volume de vendas dessa proteína. Já os preços da carne bovina subiram 2% no período, enquanto as cotações da carne suína tiveram aumento de 7% no trimestre.

O CEO da Tyson, Noel White, afirmou aos analistas que ainda “espera ver algum tipo de efeito da epidemia da ASF (Febre Suína Africana) na China nos negócios da companhia norte-americana. Segundo o executivo, até o momento, a Tyson ainda não conseguiu grandes ganhos financeiros com a morte de milhões de porcos pelo surto de peste suína no país asiático. “A China ainda está trabalhando com o fornecimento de carne congelada, mas pode começar a aumentar as importações de carne suína dos EUA para preencher esse déficit, disse ele, segundo noticiou a agência Reuters.

A peste suína africana é fatal para os porcos, mas inofensiva para os humanos e não afetou rebanho de suínos dos Estados Unidos.

A China, de acordo com informações da Reuters, também pode aumentar as importações totais de carne bovina e de aves, enquanto os consumidores chineses buscam outras fontes de proteína. “Acho que todas as proteínas serão beneficiadas”, reforçou Noel White, em teleconferência. “À medida que a demanda cresce, pode não haver remessas diretas para a China, mas para outros lugares”, ressaltou, acrescentando: “A razão pela qual estou confiante é porque isso já ocorreu antes.”

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