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Caso de gripe aviária no Uruguai aumenta vigilância do Brasil, diz ministro

Fávaro afirmou que o Brasil não está “livre de que a gripe aviária apareça”, mas que eventual detecção em aves silvestres não mudará o status de exportação do País
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O Brasil não tem nenhum caso de gripe aviária de alta patogenicidade (H5N1) e o status de área livre da doença se mantém, afirmou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, durante coletiva de imprensa.

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Já havia tido caso da doença na Bolívia, mas em um local mais distante, na Argentina também, mas, agora, um registro a 180 km, na fronteira do Brasil com o Uruguai, aumenta ainda mais a nossa vigilância”, disse.

Segundo o ministro, o importante é que o País tomará medidas e aumentará a fiscalização.

“Há duas semanas, encontramos duas aves com sintomas (de gripe aviária) que estavam doentes em Lagoa do Peixe, no Rio Grande do Sul, e rapidamente foram feitos os exames que não comprovaram a doença”, observou. “Depois, em Manaus, na semana passada, foram detectados sintomas, mas não houve confirmação da doença”. O ministro disse que no Estado há monitoramento intensivo na região da Lagoa dos Patos.

Fávaro afirmou que o Brasil não está “livre de que a gripe aviária apareça”, mas que eventual detecção de H1N5 em aves silvestres não mudará o status de exportação do País.

Ele lembrou também que não há risco de transmissão da enfermidade por meio do consumo de carne de frango e ovos.

“Na Bolívia e no Peru, há casos de gripe aviária em granjas comerciais, mas na Argentina, Uruguai e Chile os casos são em aves silvestres”, explicou. “Não vamos parar o trânsito nas divisas (do Brasil com outros países), vamos aumentar a fiscalização”, disse.

Para o ministro, os protocolos de biossegurança de criadores já funcionam.

“O Ministério está vigilante, acompanhando qualquer ave doente com eventual sintoma de H1N5. A ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal) e o ministério estão orientando produtores sobre reforço de prevenção”, disse. “Autoridades sanitárias internacionais mantêm contato em tempo real sobre gripe aviária”, acrescentou.

Durante a coletiva, o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, disse que as áreas de vigilância sanitária e de defesa do ministério estão reunidas para discutir ações a serem tomadas caso a doença seja registrada no território brasileiro.

O risco de gripe aviária segue elevado em razão do período de migração das aves silvestres, mais concentrado na região entre o início do ano até abril/maio. “Período mais grave e agudo”, reiterou Goulart.

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Em relação aos riscos da propagação da doença por outra via que não a de aves migratórias, o ministro lembrou que o Brasil não importa frangos dos países onde o H1N5 já foi constatado e que, por isso, “não há risco de chegada por comércio”.

Goulart apontou que todos os casos de H1N5 da América Latina são confirmados em laboratório de referência no Brasil, referindo-se ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária em Campinas (SP).

“Não dá para garantir que não vai acontecer (a doença em território brasileiro), mas estamos preparados para enfrentar e garantir status de exportação”, disse Fávaro.

O registro da doença em aves silvestres não afeta as relações comerciais brasileiras.

“Não há suspeita e nem iminência de gripe aviária no Brasil”, observou Goulart.

Ele lembrou, ainda, que a gripe aviária limita a oferta global de alimentos como já vem sendo observado em importantes players produtores, como Estados Unidos e União Europeia.

Além do risco sanitário e de perdas expressivas na produção, o registro do vírus acarreta efeitos comerciais negativos, como perda de mercados.

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No caso do Brasil, o fato de nunca ter registrado casos de influenza e de ter status de zona livre da doença tem sido apontado por representantes do setor como um diferencial competitivo para ganho de espaço no mercado mundial.

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