A reprodução sempre foi o coração da pecuária de corte e de leite. E no atual momento do ciclo pecuário, com preços firmes e oferta apertada, cada cria que não nasce pesa ainda mais no bolso do produtor.
É nesse cenário que chega ao Brasil a Bovilis Vista 5 L5, exclusiva vacina de dose única da MSD Saúde Animal que combina diferentes vírus vivos modificados para a prevenção de um amplo espectro de ameaças na reprodução.
A tecnologia já circula há cerca de 20 anos nos Estados Unidos, Europa, Ásia e Austrália. O Brasil é o 20º país a receber essa inovação, após um processo de registro que levou, aproximadamente, uma década.
“Foi uma jornada de 10 anos para conseguir o registro, pois o Brasil possui regulações bem criteriosas para vacinas vivas e seguimos todos os passos exigidos pelo Ministério da Agricultura”, afirma Tiago Lopes, diretor global de Marketing de Ruminantes da MSD Saúde Animal.
A ação no organismo dos bovinos
A Bovilis Vista 5 L5 é uma vacina combinada que trabalha com toda a fração viral viva (vírus vivos modificados), associada a uma fração bacteriana contra leptospirose. “É Vista 5, porque contém cinco vírus vivos modificados e é L5, porque contém cinco leptospiroses”, explica Pablo Paiva, gerente de Mercado de Gado de Corte da companhia.
Na prática, a vacina protege contra Diarreia Viral Bovina (BVDV tipos 1 e 2), Herpesvírus Bovino Tipo 1 (BoHV-1, agente da Rinotraqueíte Infecciosa Bovina-IBR), Vírus Respiratório Sincicial Bovino (BRSV) e Parainfluenza tipo 3 (PI-3).
Além destes desafios virais, a solução também protege os animais de importantes variantes de leptospirose, incluindo a Leptospira borgpetersenii – sorovar hardjo bovis, muita associada à infertilidade e perdas no terço inicial de gestação.
“A proteção evita que animais desafiados eliminem a bactéria pela urina, impedindo a transmissão no rebanho”, complementa o gerente técnico, Fabrício Torres. Segundo o especialista, o fato de todos os agentes virais serem vivos modificados muda o patamar da resposta imunológica.
“Basicamente, o sistema imunológico toma dois caminhos para montar uma defesa: o da imunidade celular e o da imunidade humoral (resposta via anticorpos). No caso das vacinas que são vivas, ele consegue proteger pelas duas vias, gerando, na prática, uma proteção clínica mais consistente, menor replicação viral e menor eliminação de agentes no rebanho.”
Torres acrescenta que as vacinas inativadas, que hoje ainda são a grande volume do mercado, basicamente induzem uma resposta mais robusta apenas pela via humoral.
Outro ponto ressaltado pela MSD é a chamada proteção fetal “360º”. Estudos internacionais realizados pela empresa indicam mais de 80% de proteção fetal durante toda a gestação, não apenas no terço inicial, o que é uma média bastante alta.
“Antes, a gente falava muito na proteção de terço inicial de gestação. Com a nossa vacina, a gente tem vários estudos que mostram a proteção em terço médio e final de gestação, que realmente faz com que o bezerro não só nasça, mas nasça muito mais saudável”, reforça Torres.
O objetivo é evitar tanto os animais persistentemente infectados por BVD (os PIs, que disseminam o vírus silenciosamente), quanto os bezerros congenitamente infectados, que nascem fracos ou com má formação.
A vocação da vacina é ampla: pode ser utilizada tanto em gado de corte quanto de leite, inclusive em fêmeas jovens.
Dose única e o retorno sobre o investimento

Um dos diferenciais mais enfatizados pela MSD Saúde Animal é a praticidade de manejo. “É uma vacina de dose única, o que é muito importante para nós, pois implica menos manejo nas fazendas. A maior parte das vacinas inativadas disponíveis hoje requer primovacinação e dose de reforço”, observa Pablo Paiva.
Outro impacto visado é no bolso do produtor de cria. “Na prática, a maior perda para o pecuarista é o bezerro que não nasce, mas há outra perda que, às vezes, não calculamos: o bezerro que nasce não saudável”, alerta Paiva.
Ele lembra que doenças como BVD e IBR podem causar aborto e reabsorção embrionária, elevando o chamado fundo de maternidade. “Em fazendas consideradas boas, o fundo de maternidade gira em torno de 10% a 20%”, diz.
Em um momento do mercado em que o bezerro vale entre R$ 2.500 e R$ 3.000, a conta fica pesada, complementa. “No atual ‘ano do bezerro’, todo animal importa. Se fizermos uma conta simplista, com um bezerro valendo entre R$ 2.500 e R$ 3.000 e o custo de manutenção da vaca entre R$ 600 e R$ 1.200, o produtor deixa de colocar no bolso cerca de R$ 3.000 por vaca vazia”, calcula Paiva.
Segundo ele, estudos de custo-benefício indicam que “para cada R$ 1 investido na Bovilis Vista 5 L5, o retorno é de cerca de R$ 18 a R$ 19, pois protege a cria e garante um animal mais produtivo e saudável”.
“O Brasil está vivendo um momento muito forte de trabalhar a precocidade sexual das fêmeas. A recria intensiva acaba ganhando um espaço muito grande. E essa vacina entra exatamente aí, porque ela pode ser usada nas fêmeas a partir dos seis meses”, explica Paiva.
Estratégia de negócios e oportunidades

Para a MSD Saúde Animal, a Bovilis Vista 5 L5 vem reforçar o seu já robusto portfólio de vacinas, frente de negócios que responde por 40% do faturamento da empresa e que cresceu 24% no ano passado, de acordo com o presidente da companhia, Delair Bolis.
E no que diz respeito à produtividade nas fazendas, o executivo destaca a importância da imunização para que o produtor possa produzir cada vez mais e melhor.
“No mercado de ruminantes, há uma oportunidade única, pois o uso de vacinas é inferior a 10%, enquanto em outras espécies é de 35%”, sinaliza Bolis. “O Brasil tem 20% dos bois do mundo, mas produz menos de 16% da carne. Temos 12% das vacas leiteiras, mas produzimos menos de 4% do leite. Ou seja, há um ‘oceano azul’ para melhorar a produtividade através da sanidade.”
Para Bolis, a nova vacina ajudará a democratizar o acesso a tecnologias que impactam diretamente o resultado da fazenda. “A Bovilis Vista 5 L5 democratiza o acesso a uma tecnologia que melhora o ciclo reprodutivo e a produtividade de carne e leite”, diz.
Ele lembra que a pecuária é estratégica dentro da operação brasileira da MSD e que mais de 50% da receita da companhia vem deste segmento. “É por isso que abraçamos a responsabilidade de ajudar o País a continuar sendo o supermercado do mundo.”





