A oferta de boi gordo para abate está confortável e parte dos frigoríficos compradores relataram escalas mais alongadas nesta quinta-feira (11/9), apurou a Scot Consultoria, referindo-se ao mercado pecuário de São Paulo.
Confira as cotações dos animais terminados, apurados no dia 11/9 pela Agrifatto; clique AQUI.
Tal conjuntura, continua a consultoria, desacelerou as negociações de boiadas gordas no mercado paulista, com compradores aguardando maior clareza quanto ao desempenho do consumo doméstico de carne bovina ao longo dos próximos dias.
Porém, apesar da forte pressão de baixa por parte das indústrias brasileiras, os preços do boi gordo andaram de lado nesta quinta-feira, tanto em São Paulo quanto no restante das principais praças do País.
Pelos dados da Scot, o animal sem padrão-exportação vale R$ 312/@ em São Paulo, enquanto o “boi-China” está cotado em R$ 315/@.
Por sua vez, ainda em relação ao mercado paulista, a vaca gorda está apregoada em R$ 285/@ e a novilha terminada segue vendida a R$ 300/@, acrescenta a Scot.
Boi na gangorra
Analistas da Agrifatto lembram que, após a forte pressão baixista registrada em julho/25, o mercado físico do boi gordo encontrou suporte em agosto/25, com a arroba valorizando ao longo do mês passado.
“A demanda externa, especialmente por parte da China, seguiu aquecida, mantendo as exportações brasileiras (de carne bovina in natura) em ritmo forte, apesar da retração dos embarques para os EUA em razão do aumento tarifário”, recordam os especialistas da Agrifatto.
Com o avanço das vendas externas, continua a consultoria, o volume de abates cresceu no País, revelando uma oferta robusta de animais.
Essa maior disponibilidade de bovinos terminados ativou o movimento de baixa dos preços do boi gordo nas pirncipais praças pecuárias na parcial de setembro/25.
“Apesar da tentativa de ajuste, os valores da arroba resistiram inicialmente, mas na quarta-feira (10/9) houve queda em 10 das 17 regiões monitoradas (SP, ES, GO, MG, MS, MT, PA, PR, SC e TO”, observa a Agrifatto, acrescentando que as cotações do boi gordo em todas as praças acompanhadas pela consultoria ficaram estáveis nesta quinta-feira (11/9).
O que vem por aí
A expectativa para os próximos meses, prevê a Agrifatto, é de estímulo ao confinamento, aliado à manutenção da demanda firme por parte da China, o principal cliente mundial da carne bovina brasileira, com quase 60% das compras em agosto/25.
Esse cenário, acreditam os analistas da consultoria, deve sustentar os embarques brasileiros em níveis elevados até meados de novembro/25, quando ocorre a paralisação sazonal para evitar desembarques nos portos da China durante as festividades do Ano Novo chinês, previstas para o período de 17 de fevereiro a 3 de março de 2026.
“Mesmo assim, prevê a Agrifatto, há espaço para avanços dos preços do boi gordo no mercado físico até dezembro/25, impulsionado pela elevação da demanda típica das festas de fim de ano no Brasil”.
Leve recuperação no mercado futuro
Após as quedas registradas na terça-feira (9/10), os contratos do boi gordo apresentaram ligeira recuperação na sessão de quarta-feira (10/9) da B3, informa a Agrifatto.
O contrato com vencimento em setembro/25 encerrou o pregão a R$ 307,35/@, com alta de 0,29% em relação ao dia anterior.
Carrinhos desviam das gôndolas de carne bovina
Desde o início desta semana, o giro da carne bovina na ponta consumidora tem sido fraco, relatam os analistas da Agritatto.
Segundo a consultoria, a expectativa de uma recuperação a partir desta quinta-feira (11/9), ancorada pelo tradicional aumento de consumo de fim de semana, perdeu força.
“Com a chegada da segunda quinzena do mês, a tendência é de perda de tração, limitando avanços na demanda”, ressalta a Agrifatto, referindo-se ao consumo doméstico da proteína.
No atacado de carne com osso, as entregas seguem irregulares e em ritmo lento, acrescenta a consultoria.
“O varejo adota postura cautelosa, encurtando pedidos de reposição, o que restringe as compras de reforço por parte dos distribuidores”, justificam os analistas da Agrifatto.
Como reflexo, diz a consultoria, parte das cargas continua represada nos entrepostos, com entregas sendo postergadas.
Apesar da baixa rotatividade, a maioria das cotações dos cortes bovinos tende a permanecer estável em relação à última quinta-feira (4/9), com ajustes negativos pontuais para boi castrado, ponta de agulha destinados ao consumo in natura e matérias-primas voltadas à produção de charque, prevê a Agrifatto.
Por sua vez, o boi inteiro e a vaca, destinados à produção de carne desossada, seguem firmes, amparados pela demanda contínua da indústria processadora, acrescenta a consultoria.




