Simulação de perdas por troca na dieta, doenças e morte de animais atinge quase R$ 1 milhão em 1 ano, diz consultoria
Cálculo em confinamento foi apresentado durante encontro virtual do “1º Circuito Pecuária de Alta Performance”, promovido pela Intergado e Gestão Agropecuária
Trocar a alimentação do gado, mesmo quando for por uma base de alimentos de melhor qualidade, pode ser uma atitude benéfica para o confinamento?
Por incrível que pareça, e apesar de todos imaginarem que sim, a resposta é justamente, o contrário: não, a troca só tem a trazer prejuízos no desenvolvimento da engorda dos animais, mesmo que sejam de alimentos de nível superior ao que esteva sendo administrado anteriormente.
A constatação foi feita a partir da análise dos bancos de dados da paranaense Gestão Agropecuária (GA), uma consultoria de gestão estratégica da informação para a pecuária, com sede em Maringá, e a mineira Intergado, de Betim, que desenvolve soluções para pecuária de precisão.
Numa simulação feita pela Intergado, considerando a terminação de 10 mil bovinos no ano num confinamento, em dois giros, só a perda por desempenho pela troca da dieta pode chegar a R$ 580 mil. Se somados os custos de provocados por doenças e morte de animais, são adicionados mais R$ 334,3 mil. No total, as perdas no ano ao confinador atingiriram R$ 914,3 mil.
O tema central do debate abordou a produtividade na pecuária intensiva de corte, contrastando o desempenho animal da nutrição e a sanidade do rebanho. Até o final do mês de julho, estão programados mais três eventos gratuitos.
Em épocas de insumos nas alturas, especialmente se forem os componentes de formulação de rações como o milho, a troca de ingredientes pode se tornar uma ocorrência corriqueira.
No entanto, para diminuir os efeitos negativos, segundo o médico veterinário Marcelo Ribas, diretor executivo da Intergado e que fez os cálculos, se for feita uma troca de dieta para o gado, o importante é que ela possa ser feita de forma gradativa para que não ocasione perdas de desempenho animal.
Foto: Divulgação
“É muito importante você tenha a gestão de estoque para fazer esse cálculo de mudança de dieta de forma gradativa. Com isso, você pode poupar essa perda de desempenho”, relata Ribas.
Além disso, Ribas destaca que o pecuarista deve estar sempre atento ao balanceamento da dieta dos animais, preconizando o melhor desempenho da eficiência biológica do rebanho, além de estabelecer um controle rigoroso nos estoques dos animais.
Também estabelecer uma gestão precisa da sanidade dos animais favorecerá os ganhos dos animais. Nesse caso, o monitoramento constante, especialmente quando se tratar de um lote de bovinos recém-chegado ao confinamento.
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