Com poucos negócios, o mercado do boi gordo começou a semana pressionado, com queda de R$ 3/@ no preço do animal de São Paulo, que agora é negociado por R$ 292/@, no prazo (valor bruto), segundo dados apurados nesta segunda-feira (28/7) pela Scot Consultoria.
Confira as cotações dos animais terminados, apurados no dia 28/7 pela Agrifatto; clique AQUI.
A novilha gorda, diz a consultoria, sofreu recuo diário de R$ 2/@ no mercado paulista, para R$ 278/@, enquanto a vaca gorda e o “boi-China” seguem cotados R$ 270/@ e R$ 298/@, respectivamente.
Embora tenha perdido um pouco de força na última semana, o viés de baixa da arroba se mantém nas principais praças brasileiras.
Segundo a Agrifatto, a imposição dos EUA de uma nova tarifa (+50%) sobre a importação de carne bovina brasileira gerou apreensão no mercado, contribuindo para o movimento de retração da arroba.
Além disso, ao longo de junho/25, a elevada oferta de animais terminados em confinamento, o expressivo volume de contratos de parceria e o aumento do abate de fêmeas, especialmente na região Norte, intensificaram ainda mais a pressão negativa sobre as cotações.
A concorrência com proteínas animais de menor custo (frango e suíno) também limitou a demanda pela carne bovina no varejo, em especial na segunda metade do mês, marcada pelo esgotamento dos salários recebidos por grande parte dos trabalhadores.
Porém, segundo análise da Agrifatto, desde o início da semana passada, os pecuaristas brasileiros têm adotado uma postura mais firme nos balcões de negociação, resistindo às tentativas dos frigoríficos de adquirir animais terminados a preços mais baixos.
Esse movimento, dizem os analistas, contribuiu para a desaceleração da tendência de queda na arroba e proporcionou relativa estabilidade nos preços nos últimos dias.
“Apesar do consumo interno de carne bovina ainda fraco, as exportações da proteína in natura seguem em ritmo forte e crescente, oferecendo suporte ao mercado e reforçando o papel estratégico do Brasil como um dos principais fornecedores globais”, observa a Agrifatto.
“Os fundamentos de médio e longo prazos permanecem sólidos”, acrescenta a consultoria, referindo-se aos fatores que podem impulsionar os preços da arroba nos últimos meses do ano – além das exportações –, como a escassez de oferta de boiadas gordas, sobretudo de fêmeas.
Com isso, na avaliação da Agrifatto, embora o mês tenha sido marcado por oscilações negativas no mercado do boi, espera-se uma retomada gradativa nos preços da arroba ao longo do segundo semestre, com expectativas mais concretas de valorização a partir do último trimestre de 2025.




