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Semana abre com esperança de melhorias no consumo doméstico da carne bovina

Pagamento dos salários neste início de mês podem incentivar a maior procura pela proteína bovina, o que reduziria a atual pressão de baixa sobre os preços da arroba
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O mês começa com um clima de estabilidade no mercado brasileiro do boi gordo, relata nesta segunda-feira (4/3) a Agrifatto.

Segundo a consultoria, março traz a expectativa de uma melhoria no consumo de carne bovina no mercado interno, mas o receio em relação ao excesso de oferta (de boiadas gordas) ainda continua.

Pela apuração da Scot Consultoria, o mercado começou a primeira semana de março sem mudança de preços do boi gordo, com a ponta compradora e a ponta vendedora aguardando as definições sobre o rumo do mercado para se movimentarem.

Sendo assim, informa a Scot, as cotações nas praças de São Paulo estão estáveis para todas as categorias. O boi comum está cotado em R$ 230/@, a vaca em R$ 205/@ e a novilha em R$ 220/@ (preços brutos e a prazo). A arroba do “boi-China”, apurou a Scot, está valendo R$ 235 mercado paulista, portanto com um ágio de R$ 5/@ sobre o animal “comum”.

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Balanço da semana – Na última semana, os preços do boi gordo registraram queda em algumas importantes praças pecuárias, recorda a Agrifatto.

Na média Agrifatto, o animal ficou cotado em R$ 233,55/@, com desvalorização de 1,14% no comparativo semanal. Por sua vez, considerando o indicador Cepea, o animal fechou a semana cotado em R$ 235,40/@, apresentando baixa de 0,50%.

“As escalas alongadas promovem conforto para os frigoríficos, que, dessa maneira, continuam pressionando as cotações”, ressaltam os analistas da Agrifatto, acrescentando: “Em São Paulo, as programações de abate estão em 11 dias úteis, o maior nível dos últimos meses”.

Na avaliação da consultoria, as indústrias seguem sem dificuldades para realizar a compra de bovinos, ao mesmo tempo que o escoamento doméstico da carne está tímido.

Diante de tal cenário, sendo assim, os frigoríficos mantêm a pressão baixista sobre o boi gordo, reforçam os analistas. Novamente, a maior queda semanal ocorreu em Minas Gerais, onde o boi gordo voltou a ser cotado próximo dos R$ 220,24/@, acumulando desvalorização de 1,98%, relata a Agrifatto.

De acordo com a consultoria, as margens ruins se limitam aos pecuaristas, já que o mesmo não pode ser dito para a indústria.

“A diferença entre o valor da carne vendida pelos frigoríficos (carcaça bovina) e do boi gordo adquirido atingiu o maior nível dos últimos 5 meses, em 1,89%”, informa a Agrifatto, completando: “Normalmente, esse valor é negativo, pois as unidades frigoríficas também fazem sua margem positiva com as vendas de miudezas e subprodutos bovinos”. A média histórica desse indicador é -3,27%, compara a Agrifatto.

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Portanto, continua a consultoria, os frigoríficos encontram-se com boas margens para as negociações e, se entenderem que é necessário, podem subir os valores das ofertas.

Para os contratos futuros, as cotações do boi gordo passaram por mais uma semana de desvalorização, com o vencimento para maio/24 reduzindo 1,48% no comparativo semanal e ficando cotado a R$ 225,95/@, chegando a atingir o menor nível desde agosto/23 ao longo da última semana.

Preços dos animais terminados apurados pela Agrifatto na sexta-feira (1/3):

São Paulo — O “boi comum” vale R$220,00 a arroba. O “boi China”, R$240,00. Média de R$230,00. Vaca a R$205,00. Novilha a R$220,00. Escalas de abates de doze dias;

Minas Gerais — O “boi comum” vale R$205,00 a arroba. O “boi China”, R$225,00. Média de R$215,00. Vaca a R$195,00. Novilha a R$200,00. Escalas de abate de nove dias;

Mato Grosso do Sul — O “boi comum” vale R$220,00 a arroba. O “boi China”, R$230,00. Média de R$225,00. Vaca a R$205,00. Novilha a R$210,00. Escalas de abate de dez dias;

Mato Grosso — O “boi comum” vale R$205,00 a arroba. O “boi China”, R$215,00. Média de R$210,00. Vaca a R$190,00. Novilha a R$195,00. Escalas de abate de dez dias;

Tocantins — O “boi comum” vale R$205,00 a arroba. O “boi China”, R$215,00. Média de R$210,00. Vaca a R$190,00. Novilha a R$195,00. Escalas de abate de nove dias;

Pará — O “boi comum” vale R$205,00 a arroba. O “boi China”, R$215,00. Média de R$210,00. Vaca a R$190,00. Novilha a R$195,00. Escalas de abate de doze dias;

Goiás — O “boi comum” vale R$205,00 a arroba. O “boi China/Europa”, R$225,00. Média de R$215,00. Vaca a R$195,00. Novilha a R$200,00. Escalas de abate de dez dias;

Rondônia — O boi vale R$200,00 a arroba. Vaca a R$185,00. Novilha a R$190,00. Escalas de abate de doze dias;

Maranhão — O boi vale R$205,00 por arroba. Vaca a R$190,00. Novilha a R$195,00. Escalas de abate de treze dias;

Paraná — O boi vale R$225,00 por arroba. Vaca a R$205,00. Novilha a R$210,00. Escalas de abate de dez dias.

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