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Estudo dos EUA detalha o impacto das plantas invasoras no pastejo bovino

Pesquisa mensurou o quanto a presença de invasoras afeta o comportamento do rebanho e o reflexo disso na incidência de superpastejo em áreas limpas

Um estudo realizado no Missouri (EUA) revelou que o gado prefere áreas livres de invasoras, permanecendo 72% do tempo no pasto limpo durante os quatro meses de observação, mesmo sem barreira física entre as áreas tratadas e não tratadas.

Segundo o agrônomo Neivaldo Tunes Caceres, a mudança de comportamento ocorreu apenas a partir do segundo mês, quando o herbicida controlou efetivamente as plantas daninhas.

Os pesquisadores observaram que os prejuízos das invasoras vão muito além da redução de produtividade: elas alteram o comportamento de pastejo, o deslocamento do gado e o aproveitamento da forragem.

Caceres destaca que a interação planta–animal cria efeitos nocivos muitas vezes silenciosos, levando ao superpastejo na área limpa e ao subpastejo nas áreas infestadas, fenômenos que aceleram a deterioração da pastagem e perpetuam o problema.

A interferência no pastejo é relevante tanto para espécies rasteiras de pequeno porte quanto para plantas espinhosas.

Plantas com espinhos reduzem o aproveitamento do capim num raio de até 1,5 m, enquanto as sem espinho impactam cerca de 1 m ao redor.

Em um cenário prático, 500 invasoras sem espinhos/ha podem inutilizar 15% da área, enquanto infestação por plantas com espinho pode elevar essa perda para 35%.

Além da queda no uso da pastagem, as plantas espinhosas causam lesões nos animais — incluindo barbelas, órgãos genitais, tetos e pele — prejudicando também o couro.

A evasão de áreas com arbustos e árvores reduz ainda mais o acesso à forragem, desperdiçando alimento disponível.

O deslocamento repetitivo para evitar essas plantas provoca o desaparecimento da pastagem nos caminhos formados e gera compactação do solo, dificultando a infiltração de água, intensificando erosões e podendo evoluir para voçorocas.

O estudo reforça que conviver com invasoras significa abrir mão de pasto, produtividade e longevidade do solo — uma perda que nenhum agricultor aceitaria em sua lavoura.

Na íntegra desta reportagem, você também confere:

  • Os métodos de controle mais atuais e indicados para combater as invasoras;
  • O que não deve ser feito no manejo da pastagem;
  • O percentual da degradação da pastagem em 120 dias de convivência com as invasoras;
  • Por que controlar daninhas cedo é decisivo e lucrativo;
  • O método que domina em eficiência e custo/benefício.

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