Com o término do verão e o início do outono, a partir de meados do mês de março, a pecuária entra em um dos momentos de maior indefinição na gestão do gado. Todos os anos ocorre a mesma pergunta, sempre com um olho na boiada: vai ter pasto, ou não, e até quando?
Nas últimas semanas, o mercado do boi gordo entrou em uma espiral de volatilidade que não se sustenta apenas em um cenário orientado pelo “boi-china” para exportação ou pelo grau de apetite do consumidor brasileiro. Há, também, a queda de braço entre a indústria frigorífica e o produtor, medida pela capacidade de reter o boi no pasto por mais tempo. Intervalo que vai até a entrada do inverno e que passa a ser regido por uma severa diminuição da oferta de capim.
A estimativa dos meteorologistas, desde o final do ano passado, era de que haveria no verão encerrado – com possibilidade de alargamento – corredores de umidade do Norte para o Centro-Oeste e parte do Sudeste. Mas a tendência para esses corredores era perder força em direção ao Sul do País.
Na segunda-feira (20/4) e ontem, DBO fez um giro pelo Brasil para conversar com pecuaristas sobre as condições das pastagens em suas propriedades. Ouvimos produtores do Norte, Nordeste, Sudeste, Centro-Oeste e Sul. No Rio Grande do Sul, Santa Catarina e algumas área do Sudeste há seca ou as chuvas têm sido muito esparsas. Nas demais regiões acontece o contrário.
Confira as particularidades de cada área, na visão dos produtores, clicando nos links.
Região Nordeste: Oeste baiano tem chuva atípica para a época
Região Centro-Oeste: Corredores de umidade salvam o pasto
Região Sudeste: Fim de ciclo vem com chuvas esparsas









