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Revista DBO | Uma febre para lá de maligna

Em artigo, o professor titular da FMVZ-USP e colunista da Revista DBO, Enrico Ortolani, fala sobre a febre catarral maligna, que pode ser transmitida pelos ovinos à boiada

Animal com abundante lacrimejamento, secreção nasal e bucal.

Por Enrico Ortolani – Professor titular de Clínica de Ruminantes da FMVZ-USP (ortolani@usp.br)

Livros de contos infantis e quadros bucólicos de pequenas fazendas são pródigos em mostrar, na frente de casas rurais ou de pequenos piquetes, a tranquila e pacífica convivência de várias espécies de animais domésticos. Pois, era mesmo assim até o início do século XX nas fazendas do mundo todo, e até hoje se mantém assim, em um número reduzido de sítios e fazendas. Com o tempo, porém, foi se verificando que essa convivência não é tão inofensiva assim e que os animais de produção de uma espécie devem ser criados separados das outras.

Sabe-se bem, por exemplo, que os suínos podem transmitir para bovinos a fatal “peste de coçar” (pseudoraiva); que os cães podem contaminar vacas prenhes com um protozoário (Neospora caninum) que causa aborto e geração de bezerros fracos; que cavalos podem contaminar as pastagens com ovos do verme Strongyloides spp, que provoca diarreia em bezerros. Os exemplos dessas consorciações desastrosas vão longe. Mesmo assim, até hoje é comum se encontrar equinos, ovinos, búfalos e, em menor grau, caprinos, pastando ao lado de bovinos, tanto de corte como de leite.

Radar Sanitário | Focos de carbúnculo hemático e endemia de papilomatose

Hoje, vamos falar de mais uma dessas doenças que passam entre espécies diferentes: a febre catarral maligna (FCM). Ela é causada em bovinos por dois vírus semelhantes, um transmitido por ovinos e outro por vários tipos de cervídeos selvagens (antílopes, veados etc). O engraçado é que os ovinos e cervídeos não desenvolvem a doença, apenas a transmitem à boiada.

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Por Enrico Ortolani – Professor titular de Clínica de Ruminantes da FMVZ-USP (ortolani@usp.br)

Livros de contos infantis e quadros bucólicos de pequenas fazendas são pródigos em mostrar, na frente de casas rurais ou de pequenos piquetes, a tranquila e pacífica convivência de várias espécies de animais domésticos. Pois, era mesmo assim até o início do século XX nas fazendas do mundo todo, e até hoje se mantém assim, em um número reduzido de sítios e fazendas. Com o tempo, porém, foi se verificando que essa convivência não é tão inofensiva assim e que os animais de produção de uma espécie devem ser criados separados das outras.

Sabe-se bem, por exemplo, que os suínos podem transmitir para bovinos a fatal “peste de coçar” (pseudoraiva); que os cães podem contaminar vacas prenhes com um protozoário (Neospora caninum) que causa aborto e geração de bezerros fracos; que cavalos podem contaminar as pastagens com ovos do verme Strongyloides spp, que provoca diarreia em bezerros. Os exemplos dessas consorciações desastrosas vão longe. Mesmo assim, até hoje é comum se encontrar equinos, ovinos, búfalos e, em menor grau, caprinos, pastando ao lado de bovinos, tanto de corte como de leite.

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Hoje, vamos falar de mais uma dessas doenças que passam entre espécies diferentes: a febre catarral maligna (FCM). Ela é causada em bovinos por dois vírus semelhantes, um transmitido por ovinos e outro por vários tipos de cervídeos selvagens (antílopes, veados etc). O engraçado é que os ovinos e cervídeos não desenvolvem a doença, apenas a transmitem à boiada.

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Confira os destaques da seção ‘Giro Rápido’ da Revista DBO de maio

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Uma visão da pecuária norte-americana, é o tema da conversa da editora Maristela Franco com o zootecnista brasileiro Octávio Guimarães, que presta assistência a confinamentos nos EUA que trabalham com 700 mil cabeças/ano.

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Sabe-se bem, por exemplo, que os suínos podem transmitir para bovinos a fatal “peste de coçar” (pseudoraiva); que os cães podem contaminar vacas prenhes com um protozoário (Neospora caninum) que causa aborto e geração de bezerros fracos; que cavalos podem contaminar as pastagens com ovos do verme Strongyloides spp, que provoca diarreia em bezerros. Os exemplos dessas consorciações desastrosas vão longe. Mesmo assim, até hoje é comum se encontrar equinos, ovinos, búfalos e, em menor grau, caprinos, pastando ao lado de bovinos, tanto de corte como de leite.

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