Especialistas preveem forte oferta de animais em 2023, mas sinalizam que ciclo de baixa na pecuária brasileira deve caminhar em paralelo a uma alta demanda internacional
Em evento de confinamento da Coan, especialistas preveem supersafra de bezerros sem queda abrupta de preços
Por Ariosto Mesquita
“Não se iludam. Pelas minhas contas, teremos, em 2022, o maior número de nascimentos de bezerros no Brasil”. A projeção é do economista Alexandre Mendonça de Barros, da MB Agro Consultoria. O especialista baseia sua avaliação na forte retenção de fêmeas em 2021. Dados do IBGE mostram que, no ano passado, o abate de vacas e novilhas totalizou 9,3 milhões de cabeças (o menor em uma década), 14,3% abaixo das 10,9 milhões de 2020 e 29,5% inferior às 13,2 milhões abatidas em 2019. “A essa retenção, podemos somar ganhos de eficiência reprodutiva e nutricional. Ou seja, ainda está vindo muito bezerro por aí, que será o boi gordo de 2024”, avisa.
Se, historicamente, as fases de baixa são caracterizadas por forte oferta de animais e quedas acentuadas nos preços pagos ao produtor, há uma expectativa de que as oscilações dessa vez sejam “menos traumáticas”. Essa foi a sinalização de Barros e de outros analistas, durante o Feedlot Summit Brazil 2022, evento organizado pela Coan Consultoria e que reuniu 1.257 participantes e 43 empresas expositoras , nos dias 8 e 9 de setembro, em Goiânia (GO).
Alto nível
O Feedlot Summit Brazil procura reunir, anualmente, um grupo tecnificado da bovinocultura de corte brasileira para avaliar mercado, estudar projeções, conhecer tendências e novas tecnologias que possam tornar a pecuária mais lucrativa. Sediado em Goiânia (GO), esgotou sua disponibilidade de vagas (para 1.257 pessoas) semanas antes da realização da edição 2022.
Segundo seu organizador, Rogério Marchiori Coan, o evento reuniu produtores e técnicos de todos os estados brasileiros além de participantes do Uruguai, Paraguai, Argentina e Colômbia.,Além dos especialistas citados nesta reportagem, o evento contou também com nomes como Moacyr Corsi (Esalq/USP), Adilson Aguiar (FAZU – Uberaba) e Iveraldo Dutra (UNESP/Araçatuba), além de profissionais internacionais como Jonathan Beckett (Beckett Consulting Services – EUA) e Evan Titgemeyer (Universidade de Kansas – EUA).
Fazendo uma leitura do mercado externo, Barros (que apresentou o painel “Tendências e oportunidades para o mercado de commodities em 2022 e 2023”) projetou oportunidades para a carne bovina brasileira, graças a uma demanda internacional razoavelmente firme e, sobretudo, a situações “desafiadoras” vividas por outros países produtores. O maior termômetro é o mercado norte-americano (líder em produção e consumo) que, segundo Barros, entra no sexto ano consecutivo de elevado abate de fêmeas, enquanto trabalhos acadêmicos recentes mostram que o ciclo pecuário por lá geralmente flutua entre 4 e 4,5 anos.
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“Não se iludam. Pelas minhas contas, teremos, em 2022, o maior número de nascimentos de bezerros no Brasil”. A projeção é do economista Alexandre Mendonça de Barros, da MB Agro Consultoria. O especialista baseia sua avaliação na forte retenção de fêmeas em 2021. Dados do IBGE mostram que, no ano passado, o abate de vacas e novilhas totalizou 9,3 milhões de cabeças (o menor em uma década), 14,3% abaixo das 10,9 milhões de 2020 e 29,5% inferior às 13,2 milhões abatidas em 2019. “A essa retenção, podemos somar ganhos de eficiência reprodutiva e nutricional. Ou seja, ainda está vindo muito bezerro por aí, que será o boi gordo de 2024”, avisa.
Se, historicamente, as fases de baixa são caracterizadas por forte oferta de animais e quedas acentuadas nos preços pagos ao produtor, há uma expectativa de que as oscilações dessa vez sejam “menos traumáticas”. Essa foi a sinalização de Barros e de outros analistas, durante o Feedlot Summit Brazil 2022, evento organizado pela Coan Consultoria e que reuniu 1.257 participantes e 43 empresas expositoras , nos dias 8 e 9 de setembro, em Goiânia (GO).
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Segundo seu organizador, Rogério Marchiori Coan, o evento reuniu produtores e técnicos de todos os estados brasileiros além de participantes do Uruguai, Paraguai, Argentina e Colômbia.,Além dos especialistas citados nesta reportagem, o evento contou também com nomes como Moacyr Corsi (Esalq/USP), Adilson Aguiar (FAZU – Uberaba) e Iveraldo Dutra (UNESP/Araçatuba), além de profissionais internacionais como Jonathan Beckett (Beckett Consulting Services – EUA) e Evan Titgemeyer (Universidade de Kansas – EUA).
Fazendo uma leitura do mercado externo, Barros (que apresentou o painel “Tendências e oportunidades para o mercado de commodities em 2022 e 2023”) projetou oportunidades para a carne bovina brasileira, graças a uma demanda internacional razoavelmente firme e, sobretudo, a situações “desafiadoras” vividas por outros países produtores. O maior termômetro é o mercado norte-americano (líder em produção e consumo) que, segundo Barros, entra no sexto ano consecutivo de elevado abate de fêmeas, enquanto trabalhos acadêmicos recentes mostram que o ciclo pecuário por lá geralmente flutua entre 4 e 4,5 anos.
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“Não se iludam. Pelas minhas contas, teremos, em 2022, o maior número de nascimentos de bezerros no Brasil”. A projeção é do economista Alexandre Mendonça de Barros, da MB Agro Consultoria. O especialista baseia sua avaliação na forte retenção de fêmeas em 2021. Dados do IBGE mostram que, no ano passado, o abate de vacas e novilhas totalizou 9,3 milhões de cabeças (o menor em uma década), 14,3% abaixo das 10,9 milhões de 2020 e 29,5% inferior às 13,2 milhões abatidas em 2019. “A essa retenção, podemos somar ganhos de eficiência reprodutiva e nutricional. Ou seja, ainda está vindo muito bezerro por aí, que será o boi gordo de 2024”, avisa.
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Se, historicamente, as fases de baixa são caracterizadas por forte oferta de animais e quedas acentuadas nos preços pagos ao produtor, há uma expectativa de que as oscilações dessa vez sejam “menos traumáticas”. Essa foi a sinalização de Barros e de outros analistas, durante o Feedlot Summit Brazil 2022, evento organizado pela Coan Consultoria e que reuniu 1.257 participantes e 43 empresas expositoras , nos dias 8 e 9 de setembro, em Goiânia (GO).
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Daniel Gaia, zootecnista e proprietário da DG Assessoria Pecuária, comenta os preços da reposição, a oferta de boi magro e as tendências do mercado pecuário no Tocantins.
César de Castro Alves, consultor do Itaú BBA, analisa os impactos da possível interrupção das exportações para a China, a capacidade de absorção do mercado interno e os riscos para o mercado do boi gordo nos próximos meses.
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Se, historicamente, as fases de baixa são caracterizadas por forte oferta de animais e quedas acentuadas nos preços pagos ao produtor, há uma expectativa de que as oscilações dessa vez sejam “menos traumáticas”. Essa foi a sinalização de Barros e de outros analistas, durante o Feedlot Summit Brazil 2022, evento organizado pela Coan Consultoria e que reuniu 1.257 participantes e 43 empresas expositoras , nos dias 8 e 9 de setembro, em Goiânia (GO).
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Se, historicamente, as fases de baixa são caracterizadas por forte oferta de animais e quedas acentuadas nos preços pagos ao produtor, há uma expectativa de que as oscilações dessa vez sejam “menos traumáticas”. Essa foi a sinalização de Barros e de outros analistas, durante o Feedlot Summit Brazil 2022, evento organizado pela Coan Consultoria e que reuniu 1.257 participantes e 43 empresas expositoras , nos dias 8 e 9 de setembro, em Goiânia (GO).
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Fazendo uma leitura do mercado externo, Barros (que apresentou o painel “Tendências e oportunidades para o mercado de commodities em 2022 e 2023”) projetou oportunidades para a carne bovina brasileira, graças a uma demanda internacional razoavelmente firme e, sobretudo, a situações “desafiadoras” vividas por outros países produtores. O maior termômetro é o mercado norte-americano (líder em produção e consumo) que, segundo Barros, entra no sexto ano consecutivo de elevado abate de fêmeas, enquanto trabalhos acadêmicos recentes mostram que o ciclo pecuário por lá geralmente flutua entre 4 e 4,5 anos.
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Se, historicamente, as fases de baixa são caracterizadas por forte oferta de animais e quedas acentuadas nos preços pagos ao produtor, há uma expectativa de que as oscilações dessa vez sejam “menos traumáticas”. Essa foi a sinalização de Barros e de outros analistas, durante o Feedlot Summit Brazil 2022, evento organizado pela Coan Consultoria e que reuniu 1.257 participantes e 43 empresas expositoras , nos dias 8 e 9 de setembro, em Goiânia (GO).
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O Feedlot Summit Brazil procura reunir, anualmente, um grupo tecnificado da bovinocultura de corte brasileira para avaliar mercado, estudar projeções, conhecer tendências e novas tecnologias que possam tornar a pecuária mais lucrativa. Sediado em Goiânia (GO), esgotou sua disponibilidade de vagas (para 1.257 pessoas) semanas antes da realização da edição 2022.
Segundo seu organizador, Rogério Marchiori Coan, o evento reuniu produtores e técnicos de todos os estados brasileiros além de participantes do Uruguai, Paraguai, Argentina e Colômbia.,Além dos especialistas citados nesta reportagem, o evento contou também com nomes como Moacyr Corsi (Esalq/USP), Adilson Aguiar (FAZU – Uberaba) e Iveraldo Dutra (UNESP/Araçatuba), além de profissionais internacionais como Jonathan Beckett (Beckett Consulting Services – EUA) e Evan Titgemeyer (Universidade de Kansas – EUA).
Fazendo uma leitura do mercado externo, Barros (que apresentou o painel “Tendências e oportunidades para o mercado de commodities em 2022 e 2023”) projetou oportunidades para a carne bovina brasileira, graças a uma demanda internacional razoavelmente firme e, sobretudo, a situações “desafiadoras” vividas por outros países produtores. O maior termômetro é o mercado norte-americano (líder em produção e consumo) que, segundo Barros, entra no sexto ano consecutivo de elevado abate de fêmeas, enquanto trabalhos acadêmicos recentes mostram que o ciclo pecuário por lá geralmente flutua entre 4 e 4,5 anos.
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Se, historicamente, as fases de baixa são caracterizadas por forte oferta de animais e quedas acentuadas nos preços pagos ao produtor, há uma expectativa de que as oscilações dessa vez sejam “menos traumáticas”. Essa foi a sinalização de Barros e de outros analistas, durante o Feedlot Summit Brazil 2022, evento organizado pela Coan Consultoria e que reuniu 1.257 participantes e 43 empresas expositoras , nos dias 8 e 9 de setembro, em Goiânia (GO).
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