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Revista DBO | Qual o melhor método de desmama?

Pesquisa do ETCO compara três estratégias diferentes de separação da dupla vaca-bezerro, confirmando a desmama lado a lado como mais vantajosa

Visão aérea do da instalação usada na Fazenda Orvalho das Flores para desmama lado a lado (destaque para o bebedouro na divisa do piquete.

Por Renato Villela

A desmama em bovinos é um processo estressante, que, mal conduzido, pode provocar perda de peso, devido a alterações nutricionais, comportamentais e imuniológicas. Muitos pecuaristas ainda têm dúvidas quanto ao método mais adequado para uso na fazenda, porém uma pesquisa realizada entre março de 2020 e fevereiro de 2022, pelo Grupo de Estudos e Pesquisa em Etologia e Ecologia Animal (Etco), ligado à Unesp-Jaboticabal, lançou mais luz sobre o tema.

O trabalho, conduzido na Fazenda Orvalho das Flores, da criadora Carmen Perez, em Araguaiana (MT), comparou três modalidades diferentes de desmama: tradicional ou abrupta, a “lado a lado” e a com tabuleta nasal, comparando-as com um tratamento controle, no qual os bezerros permaneceram por mais 30 dias com as mães. Os resultados foram surpreendentes. Constatou-se que, durante o período de avaliação de desempenho (30 dias pós-desmama), os animais submetidos à desmama lado a lado ganharam 144,4% mais peso do que os da abrupta. Já o tratamento com tabuleta nasal apresentou perda de peso (saiba mais no fim da reportagem).

A desmama lado a lado consiste em manter os bezerros em pasto contíguo ao de suas mães, separados apenas por uma cerca ou por um corredor de manejo, para que possam ver, sentir o cheiro e até mesmo fazer contato físico parcial com elas (no caso da separação por uma cerca), o que diminui bastante o estresse comumente observado no método abrupto.

O contraste entre os dois sistemas ficou nítido no trabalho do Grupo Etco, conduzido pelo zootecnista Lucas Roberto Batista Ruiz, como parte de sua dissertação de mestrado na Unesp-Jaboticabal, sob orientação do professor Mateus Paranhos, que também é coordenador do Etco. A média de ganho de peso do lote submetido à desmama lado a lado (nos 30 dias pós-desmama) foi de 2,2 kg/cab/dia, ante 904 g da abrupta e 1,6 kg do tratamento controle. Já o grupo da tabula perdeu 119 g/cab/dia.

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O trabalho, conduzido na Fazenda Orvalho das Flores, da criadora Carmen Perez, em Araguaiana (MT), comparou três modalidades diferentes de desmama: tradicional ou abrupta, a “lado a lado” e a com tabuleta nasal, comparando-as com um tratamento controle, no qual os bezerros permaneceram por mais 30 dias com as mães. Os resultados foram surpreendentes. Constatou-se que, durante o período de avaliação de desempenho (30 dias pós-desmama), os animais submetidos à desmama lado a lado ganharam 144,4% mais peso do que os da abrupta. Já o tratamento com tabuleta nasal apresentou perda de peso (saiba mais no fim da reportagem).

A desmama lado a lado consiste em manter os bezerros em pasto contíguo ao de suas mães, separados apenas por uma cerca ou por um corredor de manejo, para que possam ver, sentir o cheiro e até mesmo fazer contato físico parcial com elas (no caso da separação por uma cerca), o que diminui bastante o estresse comumente observado no método abrupto.

O contraste entre os dois sistemas ficou nítido no trabalho do Grupo Etco, conduzido pelo zootecnista Lucas Roberto Batista Ruiz, como parte de sua dissertação de mestrado na Unesp-Jaboticabal, sob orientação do professor Mateus Paranhos, que também é coordenador do Etco. A média de ganho de peso do lote submetido à desmama lado a lado (nos 30 dias pós-desmama) foi de 2,2 kg/cab/dia, ante 904 g da abrupta e 1,6 kg do tratamento controle. Já o grupo da tabula perdeu 119 g/cab/dia.

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A desmama em bovinos é um processo estressante, que, mal conduzido, pode provocar perda de peso, devido a alterações nutricionais, comportamentais e imuniológicas. Muitos pecuaristas ainda têm dúvidas quanto ao método mais adequado para uso na fazenda, porém uma pesquisa realizada entre março de 2020 e fevereiro de 2022, pelo Grupo de Estudos e Pesquisa em Etologia e Ecologia Animal (Etco), ligado à Unesp-Jaboticabal, lançou mais luz sobre o tema.

O trabalho, conduzido na Fazenda Orvalho das Flores, da criadora Carmen Perez, em Araguaiana (MT), comparou três modalidades diferentes de desmama: tradicional ou abrupta, a “lado a lado” e a com tabuleta nasal, comparando-as com um tratamento controle, no qual os bezerros permaneceram por mais 30 dias com as mães. Os resultados foram surpreendentes. Constatou-se que, durante o período de avaliação de desempenho (30 dias pós-desmama), os animais submetidos à desmama lado a lado ganharam 144,4% mais peso do que os da abrupta. Já o tratamento com tabuleta nasal apresentou perda de peso (saiba mais no fim da reportagem).

A desmama lado a lado consiste em manter os bezerros em pasto contíguo ao de suas mães, separados apenas por uma cerca ou por um corredor de manejo, para que possam ver, sentir o cheiro e até mesmo fazer contato físico parcial com elas (no caso da separação por uma cerca), o que diminui bastante o estresse comumente observado no método abrupto.

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Confira os destaques da seção ‘Giro Rápido’ da Revista DBO de maio

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A desmama lado a lado consiste em manter os bezerros em pasto contíguo ao de suas mães, separados apenas por uma cerca ou por um corredor de manejo, para que possam ver, sentir o cheiro e até mesmo fazer contato físico parcial com elas (no caso da separação por uma cerca), o que diminui bastante o estresse comumente observado no método abrupto.

O contraste entre os dois sistemas ficou nítido no trabalho do Grupo Etco, conduzido pelo zootecnista Lucas Roberto Batista Ruiz, como parte de sua dissertação de mestrado na Unesp-Jaboticabal, sob orientação do professor Mateus Paranhos, que também é coordenador do Etco. A média de ganho de peso do lote submetido à desmama lado a lado (nos 30 dias pós-desmama) foi de 2,2 kg/cab/dia, ante 904 g da abrupta e 1,6 kg do tratamento controle. Já o grupo da tabula perdeu 119 g/cab/dia.

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Uma visão da pecuária norte-americana, é o tema da conversa da editora Maristela Franco com o zootecnista brasileiro Octávio Guimarães, que presta assistência a confinamentos nos EUA que trabalham com 700 mil cabeças/ano.

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