“Com resultados, é mais fácil falar de bem-estar animal”
No “Prosa Quente” da edição de abril, Fernanda Macitelli, uma das maiores etólogas do Brasil, garante que o bom manejo traz benefícios evidentes
“Optar pelo manejo racional ou boas práticas não signfica aumentar custos; significa mudar atitudes, formas de pensar”
Por Renato Villela
A zootecnista Fernanda Macitelli (43 anos), professora da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), é considerada uma das maiores especialistas em bem-estar animal do Brasil, com contribuição relevante para o desenvolvimento da pecuária bovina nacional. Cientista respeitada, tem mestrado em nutrição de ruminantes e doutorado em comportamento animal pela Unesp de Jaboticabal, SP, onde se formou. Nascida na capital paulista, mudou-se aos cinco anos para o município de Santa Rita do Passa Quatro, interior do Estado, onde se apaixonou pelo campo. Neta de capataz, cresceu ouvindo as histórias de quem ganhava a vida na lida com o gado. “Minha inspiração maior foi meu avô, que sempre me contava como fazia para cuidar dos animais”, relembra.
O interesse da infância ganhou impulso na adolescência. “Durante o colegial, assisti uma palestra do professor Mateus Paranhos [um dos mais importantes etólogos do Brasil, professor da Unesp Jaboticabal], sobre comportamento animal e pensei: quero ser igual a esse moço”. A admiração norteou a escolha da faculdade para fazer zootecnia. “Passei na Unesp, Lavras (UFLA), Viçosa (UFV) e USP (FZEA), mas escolhi a primeira por causa do professor Mateus”, conta Fernanda. A parceria entre os dois, que renderia tantos trabalhos importantes, foi vista com descrédito no início. “As pessoas me perguntavam: você vai escolher aquele abraçador de árvores para ser seu orientador?”, conta rindo.
Hoje, o bem-estar animal já não é visto com estranheza. Pelo contrário, tornou-se um dos pilares da produção animal moderna. Muito dessa mudança se deve aos trabalhos de pesquisa realizados por Fernanda, em conjunto com o Grupo de Estudos e Pesquisas em Etologia e Ecologia Animal (ETCO), ou conduzidos na UFMT (Campus de Sinop). “Temos muitos resultados que podem ser implementados nas fazendas. E quando a gente fala em resultados, o pecuarista já olha de uma forma diferente”, diz a etóloga, que também tem experiência de campo. Antes de se tornar professora da UFMT, ela trabalhou por oito anos como gerente de uma grande empresa pecuária e hoje é produtora em Lucas do Rio Verde, MT.
Nesta entrevista concedida ao repórter Renato Villela, Fernanda fala de vários projetos, dentre eles a campanha para redução da marca a fogo; o programa de treinamento de materneiros “Cada bezerro importa”, que vem reduzindo a taxa de mortalidade nas fazendas; os estudos com estresse térmico em confinamentos e, claro, os novos desafios do bem-estar animal. Confira!
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Por Renato Villela
A zootecnista Fernanda Macitelli (43 anos), professora da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), é considerada uma das maiores especialistas em bem-estar animal do Brasil, com contribuição relevante para o desenvolvimento da pecuária bovina nacional. Cientista respeitada, tem mestrado em nutrição de ruminantes e doutorado em comportamento animal pela Unesp de Jaboticabal, SP, onde se formou. Nascida na capital paulista, mudou-se aos cinco anos para o município de Santa Rita do Passa Quatro, interior do Estado, onde se apaixonou pelo campo. Neta de capataz, cresceu ouvindo as histórias de quem ganhava a vida na lida com o gado. “Minha inspiração maior foi meu avô, que sempre me contava como fazia para cuidar dos animais”, relembra.
O interesse da infância ganhou impulso na adolescência. “Durante o colegial, assisti uma palestra do professor Mateus Paranhos [um dos mais importantes etólogos do Brasil, professor da Unesp Jaboticabal], sobre comportamento animal e pensei: quero ser igual a esse moço”. A admiração norteou a escolha da faculdade para fazer zootecnia. “Passei na Unesp, Lavras (UFLA), Viçosa (UFV) e USP (FZEA), mas escolhi a primeira por causa do professor Mateus”, conta Fernanda. A parceria entre os dois, que renderia tantos trabalhos importantes, foi vista com descrédito no início. “As pessoas me perguntavam: você vai escolher aquele abraçador de árvores para ser seu orientador?”, conta rindo.
Hoje, o bem-estar animal já não é visto com estranheza. Pelo contrário, tornou-se um dos pilares da produção animal moderna. Muito dessa mudança se deve aos trabalhos de pesquisa realizados por Fernanda, em conjunto com o Grupo de Estudos e Pesquisas em Etologia e Ecologia Animal (ETCO), ou conduzidos na UFMT (Campus de Sinop). “Temos muitos resultados que podem ser implementados nas fazendas. E quando a gente fala em resultados, o pecuarista já olha de uma forma diferente”, diz a etóloga, que também tem experiência de campo. Antes de se tornar professora da UFMT, ela trabalhou por oito anos como gerente de uma grande empresa pecuária e hoje é produtora em Lucas do Rio Verde, MT.
Nesta entrevista concedida ao repórter Renato Villela, Fernanda fala de vários projetos, dentre eles a campanha para redução da marca a fogo; o programa de treinamento de materneiros “Cada bezerro importa”, que vem reduzindo a taxa de mortalidade nas fazendas; os estudos com estresse térmico em confinamentos e, claro, os novos desafios do bem-estar animal. Confira!
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A zootecnista Fernanda Macitelli (43 anos), professora da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), é considerada uma das maiores especialistas em bem-estar animal do Brasil, com contribuição relevante para o desenvolvimento da pecuária bovina nacional. Cientista respeitada, tem mestrado em nutrição de ruminantes e doutorado em comportamento animal pela Unesp de Jaboticabal, SP, onde se formou. Nascida na capital paulista, mudou-se aos cinco anos para o município de Santa Rita do Passa Quatro, interior do Estado, onde se apaixonou pelo campo. Neta de capataz, cresceu ouvindo as histórias de quem ganhava a vida na lida com o gado. “Minha inspiração maior foi meu avô, que sempre me contava como fazia para cuidar dos animais”, relembra.
O interesse da infância ganhou impulso na adolescência. “Durante o colegial, assisti uma palestra do professor Mateus Paranhos [um dos mais importantes etólogos do Brasil, professor da Unesp Jaboticabal], sobre comportamento animal e pensei: quero ser igual a esse moço”. A admiração norteou a escolha da faculdade para fazer zootecnia. “Passei na Unesp, Lavras (UFLA), Viçosa (UFV) e USP (FZEA), mas escolhi a primeira por causa do professor Mateus”, conta Fernanda. A parceria entre os dois, que renderia tantos trabalhos importantes, foi vista com descrédito no início. “As pessoas me perguntavam: você vai escolher aquele abraçador de árvores para ser seu orientador?”, conta rindo.
Hoje, o bem-estar animal já não é visto com estranheza. Pelo contrário, tornou-se um dos pilares da produção animal moderna. Muito dessa mudança se deve aos trabalhos de pesquisa realizados por Fernanda, em conjunto com o Grupo de Estudos e Pesquisas em Etologia e Ecologia Animal (ETCO), ou conduzidos na UFMT (Campus de Sinop). “Temos muitos resultados que podem ser implementados nas fazendas. E quando a gente fala em resultados, o pecuarista já olha de uma forma diferente”, diz a etóloga, que também tem experiência de campo. Antes de se tornar professora da UFMT, ela trabalhou por oito anos como gerente de uma grande empresa pecuária e hoje é produtora em Lucas do Rio Verde, MT.
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O interesse da infância ganhou impulso na adolescência. “Durante o colegial, assisti uma palestra do professor Mateus Paranhos [um dos mais importantes etólogos do Brasil, professor da Unesp Jaboticabal], sobre comportamento animal e pensei: quero ser igual a esse moço”. A admiração norteou a escolha da faculdade para fazer zootecnia. “Passei na Unesp, Lavras (UFLA), Viçosa (UFV) e USP (FZEA), mas escolhi a primeira por causa do professor Mateus”, conta Fernanda. A parceria entre os dois, que renderia tantos trabalhos importantes, foi vista com descrédito no início. “As pessoas me perguntavam: você vai escolher aquele abraçador de árvores para ser seu orientador?”, conta rindo.
Hoje, o bem-estar animal já não é visto com estranheza. Pelo contrário, tornou-se um dos pilares da produção animal moderna. Muito dessa mudança se deve aos trabalhos de pesquisa realizados por Fernanda, em conjunto com o Grupo de Estudos e Pesquisas em Etologia e Ecologia Animal (ETCO), ou conduzidos na UFMT (Campus de Sinop). “Temos muitos resultados que podem ser implementados nas fazendas. E quando a gente fala em resultados, o pecuarista já olha de uma forma diferente”, diz a etóloga, que também tem experiência de campo. Antes de se tornar professora da UFMT, ela trabalhou por oito anos como gerente de uma grande empresa pecuária e hoje é produtora em Lucas do Rio Verde, MT.
Nesta entrevista concedida ao repórter Renato Villela, Fernanda fala de vários projetos, dentre eles a campanha para redução da marca a fogo; o programa de treinamento de materneiros “Cada bezerro importa”, que vem reduzindo a taxa de mortalidade nas fazendas; os estudos com estresse térmico em confinamentos e, claro, os novos desafios do bem-estar animal. Confira!
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A zootecnista Janaina Martuscello analisa os benefícios e os desafios das leguminosas em pastagens, destacando os principais cuidados para o sucesso do sistema.
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O interesse da infância ganhou impulso na adolescência. “Durante o colegial, assisti uma palestra do professor Mateus Paranhos [um dos mais importantes etólogos do Brasil, professor da Unesp Jaboticabal], sobre comportamento animal e pensei: quero ser igual a esse moço”. A admiração norteou a escolha da faculdade para fazer zootecnia. “Passei na Unesp, Lavras (UFLA), Viçosa (UFV) e USP (FZEA), mas escolhi a primeira por causa do professor Mateus”, conta Fernanda. A parceria entre os dois, que renderia tantos trabalhos importantes, foi vista com descrédito no início. “As pessoas me perguntavam: você vai escolher aquele abraçador de árvores para ser seu orientador?”, conta rindo.
Hoje, o bem-estar animal já não é visto com estranheza. Pelo contrário, tornou-se um dos pilares da produção animal moderna. Muito dessa mudança se deve aos trabalhos de pesquisa realizados por Fernanda, em conjunto com o Grupo de Estudos e Pesquisas em Etologia e Ecologia Animal (ETCO), ou conduzidos na UFMT (Campus de Sinop). “Temos muitos resultados que podem ser implementados nas fazendas. E quando a gente fala em resultados, o pecuarista já olha de uma forma diferente”, diz a etóloga, que também tem experiência de campo. Antes de se tornar professora da UFMT, ela trabalhou por oito anos como gerente de uma grande empresa pecuária e hoje é produtora em Lucas do Rio Verde, MT.
Nesta entrevista concedida ao repórter Renato Villela, Fernanda fala de vários projetos, dentre eles a campanha para redução da marca a fogo; o programa de treinamento de materneiros “Cada bezerro importa”, que vem reduzindo a taxa de mortalidade nas fazendas; os estudos com estresse térmico em confinamentos e, claro, os novos desafios do bem-estar animal. Confira!
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O interesse da infância ganhou impulso na adolescência. “Durante o colegial, assisti uma palestra do professor Mateus Paranhos [um dos mais importantes etólogos do Brasil, professor da Unesp Jaboticabal], sobre comportamento animal e pensei: quero ser igual a esse moço”. A admiração norteou a escolha da faculdade para fazer zootecnia. “Passei na Unesp, Lavras (UFLA), Viçosa (UFV) e USP (FZEA), mas escolhi a primeira por causa do professor Mateus”, conta Fernanda. A parceria entre os dois, que renderia tantos trabalhos importantes, foi vista com descrédito no início. “As pessoas me perguntavam: você vai escolher aquele abraçador de árvores para ser seu orientador?”, conta rindo.
Hoje, o bem-estar animal já não é visto com estranheza. Pelo contrário, tornou-se um dos pilares da produção animal moderna. Muito dessa mudança se deve aos trabalhos de pesquisa realizados por Fernanda, em conjunto com o Grupo de Estudos e Pesquisas em Etologia e Ecologia Animal (ETCO), ou conduzidos na UFMT (Campus de Sinop). “Temos muitos resultados que podem ser implementados nas fazendas. E quando a gente fala em resultados, o pecuarista já olha de uma forma diferente”, diz a etóloga, que também tem experiência de campo. Antes de se tornar professora da UFMT, ela trabalhou por oito anos como gerente de uma grande empresa pecuária e hoje é produtora em Lucas do Rio Verde, MT.
Nesta entrevista concedida ao repórter Renato Villela, Fernanda fala de vários projetos, dentre eles a campanha para redução da marca a fogo; o programa de treinamento de materneiros “Cada bezerro importa”, que vem reduzindo a taxa de mortalidade nas fazendas; os estudos com estresse térmico em confinamentos e, claro, os novos desafios do bem-estar animal. Confira!
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O interesse da infância ganhou impulso na adolescência. “Durante o colegial, assisti uma palestra do professor Mateus Paranhos [um dos mais importantes etólogos do Brasil, professor da Unesp Jaboticabal], sobre comportamento animal e pensei: quero ser igual a esse moço”. A admiração norteou a escolha da faculdade para fazer zootecnia. “Passei na Unesp, Lavras (UFLA), Viçosa (UFV) e USP (FZEA), mas escolhi a primeira por causa do professor Mateus”, conta Fernanda. A parceria entre os dois, que renderia tantos trabalhos importantes, foi vista com descrédito no início. “As pessoas me perguntavam: você vai escolher aquele abraçador de árvores para ser seu orientador?”, conta rindo.
Hoje, o bem-estar animal já não é visto com estranheza. Pelo contrário, tornou-se um dos pilares da produção animal moderna. Muito dessa mudança se deve aos trabalhos de pesquisa realizados por Fernanda, em conjunto com o Grupo de Estudos e Pesquisas em Etologia e Ecologia Animal (ETCO), ou conduzidos na UFMT (Campus de Sinop). “Temos muitos resultados que podem ser implementados nas fazendas. E quando a gente fala em resultados, o pecuarista já olha de uma forma diferente”, diz a etóloga, que também tem experiência de campo. Antes de se tornar professora da UFMT, ela trabalhou por oito anos como gerente de uma grande empresa pecuária e hoje é produtora em Lucas do Rio Verde, MT.
Nesta entrevista concedida ao repórter Renato Villela, Fernanda fala de vários projetos, dentre eles a campanha para redução da marca a fogo; o programa de treinamento de materneiros “Cada bezerro importa”, que vem reduzindo a taxa de mortalidade nas fazendas; os estudos com estresse térmico em confinamentos e, claro, os novos desafios do bem-estar animal. Confira!
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O interesse da infância ganhou impulso na adolescência. “Durante o colegial, assisti uma palestra do professor Mateus Paranhos [um dos mais importantes etólogos do Brasil, professor da Unesp Jaboticabal], sobre comportamento animal e pensei: quero ser igual a esse moço”. A admiração norteou a escolha da faculdade para fazer zootecnia. “Passei na Unesp, Lavras (UFLA), Viçosa (UFV) e USP (FZEA), mas escolhi a primeira por causa do professor Mateus”, conta Fernanda. A parceria entre os dois, que renderia tantos trabalhos importantes, foi vista com descrédito no início. “As pessoas me perguntavam: você vai escolher aquele abraçador de árvores para ser seu orientador?”, conta rindo.
Hoje, o bem-estar animal já não é visto com estranheza. Pelo contrário, tornou-se um dos pilares da produção animal moderna. Muito dessa mudança se deve aos trabalhos de pesquisa realizados por Fernanda, em conjunto com o Grupo de Estudos e Pesquisas em Etologia e Ecologia Animal (ETCO), ou conduzidos na UFMT (Campus de Sinop). “Temos muitos resultados que podem ser implementados nas fazendas. E quando a gente fala em resultados, o pecuarista já olha de uma forma diferente”, diz a etóloga, que também tem experiência de campo. Antes de se tornar professora da UFMT, ela trabalhou por oito anos como gerente de uma grande empresa pecuária e hoje é produtora em Lucas do Rio Verde, MT.
Nesta entrevista concedida ao repórter Renato Villela, Fernanda fala de vários projetos, dentre eles a campanha para redução da marca a fogo; o programa de treinamento de materneiros “Cada bezerro importa”, que vem reduzindo a taxa de mortalidade nas fazendas; os estudos com estresse térmico em confinamentos e, claro, os novos desafios do bem-estar animal. Confira!
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O interesse da infância ganhou impulso na adolescência. “Durante o colegial, assisti uma palestra do professor Mateus Paranhos [um dos mais importantes etólogos do Brasil, professor da Unesp Jaboticabal], sobre comportamento animal e pensei: quero ser igual a esse moço”. A admiração norteou a escolha da faculdade para fazer zootecnia. “Passei na Unesp, Lavras (UFLA), Viçosa (UFV) e USP (FZEA), mas escolhi a primeira por causa do professor Mateus”, conta Fernanda. A parceria entre os dois, que renderia tantos trabalhos importantes, foi vista com descrédito no início. “As pessoas me perguntavam: você vai escolher aquele abraçador de árvores para ser seu orientador?”, conta rindo.
Hoje, o bem-estar animal já não é visto com estranheza. Pelo contrário, tornou-se um dos pilares da produção animal moderna. Muito dessa mudança se deve aos trabalhos de pesquisa realizados por Fernanda, em conjunto com o Grupo de Estudos e Pesquisas em Etologia e Ecologia Animal (ETCO), ou conduzidos na UFMT (Campus de Sinop). “Temos muitos resultados que podem ser implementados nas fazendas. E quando a gente fala em resultados, o pecuarista já olha de uma forma diferente”, diz a etóloga, que também tem experiência de campo. Antes de se tornar professora da UFMT, ela trabalhou por oito anos como gerente de uma grande empresa pecuária e hoje é produtora em Lucas do Rio Verde, MT.
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O interesse da infância ganhou impulso na adolescência. “Durante o colegial, assisti uma palestra do professor Mateus Paranhos [um dos mais importantes etólogos do Brasil, professor da Unesp Jaboticabal], sobre comportamento animal e pensei: quero ser igual a esse moço”. A admiração norteou a escolha da faculdade para fazer zootecnia. “Passei na Unesp, Lavras (UFLA), Viçosa (UFV) e USP (FZEA), mas escolhi a primeira por causa do professor Mateus”, conta Fernanda. A parceria entre os dois, que renderia tantos trabalhos importantes, foi vista com descrédito no início. “As pessoas me perguntavam: você vai escolher aquele abraçador de árvores para ser seu orientador?”, conta rindo.
Hoje, o bem-estar animal já não é visto com estranheza. Pelo contrário, tornou-se um dos pilares da produção animal moderna. Muito dessa mudança se deve aos trabalhos de pesquisa realizados por Fernanda, em conjunto com o Grupo de Estudos e Pesquisas em Etologia e Ecologia Animal (ETCO), ou conduzidos na UFMT (Campus de Sinop). “Temos muitos resultados que podem ser implementados nas fazendas. E quando a gente fala em resultados, o pecuarista já olha de uma forma diferente”, diz a etóloga, que também tem experiência de campo. Antes de se tornar professora da UFMT, ela trabalhou por oito anos como gerente de uma grande empresa pecuária e hoje é produtora em Lucas do Rio Verde, MT.
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