Os preços do milho iniciaram 2023 em patamares firmes, sustentados pelo menor estoque de passagem e por preocupações com o clima no Sul do País, que já vinha prejudicando a primeira safra do cereal.
Porém, apesar de um cultivo mais tardio na segunda safra, pesquisadores do Cepea indicam que o clima favoreceu o desenvolvimento das lavouras, resultando em oferta recorde no agregado do ano-safra.
Com isso, de abril a junho, levantamento do Cepea mostra que as cotações recuaram com força, mas, no trimestre seguinte, se mantiveram estáveis.
Somente a partir de setembro que, com o ritmo acelerado das exportações e com agentes preocupados com a safra de 2024, os preços do milho registraram reações, e uma parte das perdas do ano foi recuperada.
SOJA
As ofertas nacional e mundial de soja foram recordes na temporada 2022/23. No Brasil, apesar de um cultivo mais longo e de dificuldades no período de colheita, a produtividade foi expressiva.
Inclusive, pesquisadores do Cepea indicam que foi o avanço na colheita brasileira que compensou as menores ofertas dos Estados Unidos e da Argentina e que garantiu uma produção global recorde na safra 2022/23, de 374,39 milhões de toneladas, de acordo com o USDA.
Como resultado, as cotações da soja foram pressionadas em 2023 e operaram abaixo das registradas no ano anterior.
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