O mercado brasileiro do boi gordo vem operando com as cotações firmes, informam as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário. Segundo apuração da Agrifatto, os pecuaristas tiraram o pé das vendas nos dias finais de 2023.
“A oferta (de boiada gorda) fica um pouco mais comedida e a indústria frigorífica já começa a se preparar para as primeiras semanas de 2024”, afirmam os analistas da Agrifatto.
No Estado de São Paulo, importante referência para as demais praças pecuárias, os frigoríficos estão sendo os mais pressionados pelos distribuidores para entregas de “última hora” para as festividades de fim de ano, com escalas de abate rondando em 9 dias úteis, relata a consultoria.
De acordo com apuração da Scot Consultoria, nesta segunda-feira pós-Natal (26/12), o mercado brasileiro do boi gordo seguiu morno, com poucas negociações.
No mercado paulista, informa a Scot, a arroba do boi segue negociada em R$ 245, a da vaca em R$ 220 e a da novilha em R$ 237 (preços brutos e a prazo). A cotação do “boi China” está apregoada em R$ 250/@, bruto e a prazo (praça de SP).
“Não são esperadas grandes alterações nos preços durante a semana, visto que nos aproximamos de mais um feriado e as indústrias estão abastecidas”, ressalta a Scot.
“As festividades afastaram os pecuaristas das negociações e, como os frigoríficos encontram-se confortáveis no quesito escalas de abate, o preço do boi gordo respondeu com estabilidade”, reforça a Agrifato.
O bezerro apresentou desvalorização ao longo da semana em Mato Grosso do Sul, ficando cotado a R$ 2.128/cabeça, valor 0,62% inferior ao da semana retrasada, acrescenta a consultoria.
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“Como no caso do boi gordo, as comemorações reduziram a liquidez e os preços ofertados”, justifica a Agrifatto, referindo-se aos valores do bezerro.
Futuro em queda – Na B3, as negociações no mercado futuro seguiram avançando na última semana.
“O volume de contratos em aberto aumentou 1,26%, atingindo 94,98 mil, puxados pelo avanço dos contratos futuros, que aumentaram 5,02% na semana, atingindo 17,38 mil”, informa a Agrifatto.
No entanto, dizem os analistas, o preço do boi gordo na B3 enfrentou dificuldades e passou por uma semana de queda, com destaque para o contrato com vencimento em maio/24, que recuou 1,90%, no comparativo semanal.
“Ao que tudo indica, os operadores do mercado futuro estão com dificuldades em enxergar as cotações da arroba subindo até maio/24”, acredita a Agrifatto, acrescentando: “As festas de fim de ano não foram capazes de puxar fortemente a demanda (pelos cortes bovinos) e, consequentemente, o preço do boi também não ultrapassou os R$ 255/@ em São Paulo”.
Com isso, na última semana, todos os vencimentos futuros encerraram com um forte aumento do deságio perante o preço físico, com destaque para o contrato de abril/24, que fechou a última sexta-feira em R$ 237,95/@ – “valor 5,54% inferior ao registrado no mercado físico paulista no mesmo dia (R$ 251,90/@)”, compara a Agrifatto.
De acordo com levantamento da consultoria, na semana que passou, as vendas de carne bovina foram consideradas razoáveis.
“Ainda que a demanda no varejo tenha seguido firme com as compras para o Natal, diversas processadoras de carne desossada (usuais compradoras de carcaças) encerraram as suas atividades em 2023, resultando no fechamento temporário de um segmento de mercado para os frigoríficos”, relata Agrifatto.
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Com isso, a carcaça casada iniciou a semana com os preços firmes, mas desde quinta-feira começou a cair e fechou a sexta-feira em R$ 16,55/kg, com variação semanal positiva de 0,26%.
Por sua vez, continua a Agrifatto, o dianteiro bovino segue enfrentando dificuldade em sustentar os preços.
“Com a pressão (negativa) dos importadores chineses sobre o produto, o dianteiro voltou a ser cotado no mercado atacadista a R$ 11,90/kg, níveis vistos pela última vez no final de março/20”, informa a Agrifatto.
Diante de tal movimento, a diferença entre o traseiro e o dianteiro segue avançando fortemente e está em 74%, maior nível desde o final de janeiro/19, compara a consultoria.
Cotações máximas de machos e fêmeas na última sexta-feira, 22/12
(Fonte: S&P Global)
SP-Noroeste:
boi a R$ 251/@ (prazo)
vaca a R$ 227/@ (prazo)
MS-Dourados:
boi a R$ 231/@ (à vista)
vaca a R$ 210/@ (à vista)
MT-Cáceres:
boi a R$ 215/@ (prazo)
vaca a R$ 184/@ (prazo)
MT-Cuiabá
boi a R$ 215/@ (à vista)
vaca a R$ 190/@ (à vista)
GO-Sul:
boi a R$ 236/@ (prazo)
vaca a R$ 222/@ (prazo)
PR-Maringá:
boi a R$ 234/@ (à vista)
vaca a R$ 210/@ (à vista)
MG-Triângulo:
boi a R$ 245/@ (prazo)
vaca a R$ 209/@ (prazo)
PA-Redenção:
boi a R$ 217/@ (prazo)
vaca a R$ 192/@ (prazo)
TO-Araguaína:
boi a R$ 220/@ (prazo)
vaca a R$ 202/@ (prazo)
RO-Cacoal:
boi a R$ 207/@ (à vista)
vaca a R$ 187/@ (à vista)




