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Reposição: clima limita a demanda e trava negociações, informa Scot

Escassez de pasto em SP fez os compradores recuarem, e os vendedores de animais jovens precisaram ceder para viabilizar os negócios, relata a analista Mariana Guimarães
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O mercado brasileiro de animais de reposição seguiu pressionado ao longo desta semana, refletindo principalmente as condições de pastagens e o comportamento mais retraído do mercado do boi gordo, informa a médica veterinária Mariana Guimarães, analista da Scot Consultoria.

“A falta de capim neste momento tem limitado a demanda, especialmente para as categorias mais jovens, reduzindo a disposição dos compradores em pagar preços mais altos sem a garantia de suporte alimentar adequado para a recria”, diz a analista.

Porém, apurou Mariana, no Estado de São Paulo, os vendedores têm se mantido firmes em não reduzir os preços do bezerro de desmama, cuja cotação registrou alta de 0,7% nesta semana, refletindo na expectativa de preços mais atrativos em 2026. 

Com isso, reforça a analista, as negociações nos últimos dias, foram mais travadas diante da resistência dos vendedores em diminuir os preços e dos compradores mais receosos com as condições climáticas. 

Outro ponto observado pela analista da Scot foi a menor presença de pecuaristas nos leilões nesta semana em comparação à anterior, sinalizando retração dos recriadores e invernistas e menor liquidez nas negociações. 

“O perfil atual do comprador é conservador, aguardando condições mais favoráveis para adquirir animais de reposição, o que reforça a pressão baixista no mercado”, ressalta ela.

Dessa forma, na comparação semanal, a cotação do bezerro de ano recuou 1,9% na praça de São Paulo, enquanto os preços do garrote e do boi magro tiveram queda de 1,3% e 0,1%, respectivamente, de acordo com os dados da Scot. 

No entanto, afirma Mariana, apesar da queda nos preços do boi magro e do garrote, a maior parte dos negócios segue concentrada nas duas categorias. 

Fêmeas têm maior demanda 

Durante a semana, a demanda por fêmeas aneloradas, especialmente por novilhas, foi superior à procura pelos machos, compara Mariana. 

No entanto, diante da escassez de alimentos, os compradores não aceitaram pagar os mesmos preços da semana anterior, e os vendedores precisaram ceder para que os negócios fossem fechados. 

Com isso, em relação à primeira semana de setembro, o preço cedeu para todas as categorias de fêmeas aneloradas negociadas no mercado paulista, informa a Scot. 

A cotação da bezerra de desmama foi a que apresentou a retração mais intensa (-2,7%), seguida pela bezerra de ano (-2%) e, por fim, pela novilha e da vaca boiadeira (-0,7% cada). 

Para a próxima semana, prevê Mariana, a condição climática continuará pesando na decisão dos compradores. Apesar de chuvas modestas no extremo Oeste de São Paulo, essas precipitações não foram suficientes para restaurar a umidade do solo aos níveis normais para o período, especialmente no Sul do Estado, onde ainda se registram anomalias negativas”, observa a analista.

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