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Recuo chinês na habilitação de frigoríficos foi político

Declarações do governo Bolsonaro durante visita aos EUA teriam gerado desconforto entre os chineses, avalia analista da FNP
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A posição chinesa de não habilitar novos frigoríficos brasileiros para exportação de carne bovina, que era esperado pelo mercado, se deveu a questões políticas. Segundo avaliação de Aedson Preira, analista da FNP, as declarações do presidente Jair Bolsonaro e membros da sua comitiva contrárias aos interesses do país asiático foram determinantes para o recuo chinês, indicando um “sinal de alerta” para as autoridades brasileiras.

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“A argumentação que surge desse processo de retardar a abertura reside muito mais nas questões políticas e na forma como o governo brasileiro está tratando nossos interesses comerciais do que necessariamente na questão sanitária ou algum problema com o nosso produto”, observa Pereira. Segundo ele, o posicionamento político internacional do governo brasileiro durante sua visita aos EUA na última semana gerou “desconforto” entre os chineses.

O analista cita, entre outros, a crise na Venezuela e as declarações de parte da comitiva em relação a uma possível intervenção no país. A China ainda é um dos poucos países que apoia Nicolás Maduro, enquanto os EUA apoiam seu opositor e autoproclamado presidente, Juan Guaidó. “A forma como foi tratado esses assuntos por parte do governo mostrou uma certa falta de cautela e isso trouxe desconforto a um país que é extremamente importante para a nossa dinâmica de exportações”, observa Pereira.

Confira a entrevista completa no vídeo acima.

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