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Produtores que fazem ILP com soja já podem usar a commodity para financiar maquinário

Modalidade, anunciada durante a AgroBrasília, permitirá aos produtores liquidarem suas operações em até cinco anos
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Por Roberto Nunes Filho, de Brasília (DF)

O Itaú BBA e a Maqcampo, concessionária John Deere para os estados de Goiás, Minas Gerais, Distrito Federal e Tocantins, acabam de lançar uma modalidade inédita de financiamento de máquinas agrícolas.

Pela primeira vez o produtor poderá adquirir equipamentos na Maqcampo e pagá-lo numa operação com a entrega em soja, em até cinco anos, e fixar o valor da commodity ao longo do período. O preço pode ser travado em até 30 dias antes do vencimento da parcela.

No setor pecuário, essa poderá ser uma bem-vinda alternativa para as propriedades que contemplam a soja em seus sistemas de ILP ou ILPF, uma vez que poderão usar o grão como moeda para adquirir e modernizar seu maquinário.

Essa possibilidade, no entanto, é restrita aos produtores presentes nas áreas de atuação da Maqcampo. O anúncio deste novo produto foi realizado durante a AgroBrasília, feira de negócios e tecnologias voltadas à agropecuária que acontece no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, a cerca de 70 km da capital federal. O evento encerra-se neste sábado (27).

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Para José Augusto Araújo, CEO da Maqcampo, essa modalidade vem como uma grande oportunidade para os produtores investirem em equipamentos altamente tecnológicos, renovar suas frotas e obter mais produtividade, eficiência e rentabilidade.

“Desafiamos o Itaú BBA a construir um produto que tivesse juros baratos e ainda falasse a língua do cliente, ou seja, na moeda dele. Assim construímos um produto que baixasse o custo de aquisição de um dos maiores ativos de uma propriedade, fazendo com que o custo de produção fosse mais baixo, e ainda pudesse participar da oscilação do preço da commodity”, disse o CEO.

Em complemento, o diretor do Commercial Banking do Itaú BBA, Márcio Domingues, destacou que “essa iniciativa está alinhada à estratégia da instituição de fortalecer as relações existentes na cadeia produtiva do agro e, em um momento de volatilidade de preços e juros elevados, mitigar os riscos dos agricultores ao trazer uma opção de investimento em tecnologia na sua moeda funcional: o grão”.

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