A terça-feira (22/8) registrou negociações limitadas no mercado físico do boi gordo diante do fraco apetite comprador por parte das indústrias, informa a S&P Global Commodity Insights.
“Com escalas de abate minimamente acomodadas e operações que atendem aos compromissos de curtíssimo prazo, a maior parte dos compradores de gado ficou ausente dos negócios”, ressalta a consultoria.
No entanto, os poucos apontamentos de preços captados nas praças monitoradas pela S&P Global Commodity Insights ainda indicam que a especulação baixista permanece ávida.
“O clima seco, temperaturas elevadas no interior do País e condições de preços que impactam negativamente as margens de produção forçam os pecuaristas a permanecerem liquidando os seus lotes remanescentes, de modo a evitar maiores prejuízos diante da grande incerteza no mercado”, destaca a S&P Global.
Na avaliação da consultoria, o enfraquecimento da demanda doméstica pela carne bovina é o principal responsável pelos recuos nos preços do boi gordo, mesmo diante de um volume de animais mais enxutos nas principais regiões produtoras do país.
“Essa oferta acima da necessidade de compra das indústrias deve se manter como pano de fundo do cenário atual, condicionando novas rodadas de cotações mínimas nas semanas vindouras”, acreditam os analistas da S&P Global.
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Sem negócios em SP – Nas praças paulistas, os frigoríficos permaneceram fora das compras de boiadas gordas nesta terça-feira, apurou a Scot Consultoria.
Com isso, os preços de todas as categorias de bovinos destinados ao abate ficaram estáveis na comparação diária, com ofertas de compra abaixo da referência, informa a Scot.
Pelos dados da Scot, a arroba do boi gordo paulista está em R$ 210, a da vaca em R$ 195 e a da novilha em R$ 206 (preços brutos e a prazo).
Em São Paulo, o “boi-China” (abatido mais jovem, com até 30 meses) está cotado em R$ 220/@ (preço bruto e a prazo), perfazendo um ágio de R$ 10/@ sobre o animal negociado no mercado interno.
Cotações máximas de machos e fêmeas na terça-feira, 22/8
(Fonte: S&P Global)
SP-Noroeste:
boi a R$ 219/@ (prazo)
vaca a R$ 202/@ (prazo)
MS-Dourados:
boi a R$ 207/@ (à vista)
vaca a R$ 187/@ (à vista)
MS-C.Grande:
boi a R$ 209/@ (prazo)
vaca a R$ 189/@ (prazo)
MT-Cáceres:
boi a R$ 192/@ (prazo)
vaca a R$ 172/@ (prazo)
MT-Cuiabá:
boi a R$ 195/@ (à vista)
vaca a R$ 175/@ (à vista)
MT-Colíder:
boi a R$ 190/@ (à vista)
vaca a R$ 170/@ (à vista)
GO-Goiânia:
boi a R$ 197/@ (prazo)
vaca R$ 197/@ (prazo)
GO-Sul:
boi a R$ 202/@ (prazo)
vaca a R$ 187/@ (prazo)
PR-Maringá:
boi a R$ 207/@ (à vista)
vaca a R$ 187/@ (à vista)
MG-Triângulo:
boi a R$ 212/@ (prazo)
vaca a R$ 182/@ (prazo)
MG-B.H.:
boi a R$ 197/@ (prazo)
vaca a R$ 187/@ (prazo)
BA-F. Santana:
boi a R$ 192/@ (à vista)
vaca a R$ 182/@ (à vista)
RS-Fronteira:
boi a R$ 225/@ (à vista)
vaca a R$ 204/@ (à vista)
PA-Marabá:
boi a R$ 197/@ (prazo)
vaca a R$ 177/@ (prazo)
PA-Redenção:
boi a R$ 197/@ (prazo)
vaca a R$ 182/@ (prazo)
PA-Paragominas:
boi a R$ 204/@ (prazo)
vaca a R$ 192/@ (prazo)
TO-Araguaína:
boi a R$ 197/@ (prazo)
vaca a R$ 177/@ (prazo)
RO-Cacoal:
boi a R$ 185/@ (à vista)
vaca a R$ 165/@ (à vista)
MA-Açailândia:
boi a R$ 190/@ (à vista)
vaca a R$ 172/@ (à vista)




