Revista DBO | Praguicidas: quando o feitiço vira contra o feiticeiro!
O professor titular da FMVZ-USP e colunista da Revista DBO, Enrico Ortolani, explica que entender como os praguicidas funcionam é fundamental para não cometer erros
Morte de bovinos intoxicados por organofosforados no Rio Grande do Sul. Foto: Ana Lúcia Schild
Por Enrico Ortolani – Professor titular de Clínica de Ruminantes da FMVZ-USP (ortolani@usp.br)
Para início de conversa, os dicionários definem a palavra, de origem latina, “praga”, como tudo que ataca, lesa ou causa doença às plantas, aos animais e aos homens. Sendo assim, tudo que ataca tais pragas é classificado como praguicida (cida = matar). Porém, na língua inglesa o termo praga foi traduzido como “peste”, daí eles chamarem de “pesticidas”, o que para nós não faz sentido e não deveria ser empregado, como frequentemente o é.
Por milênios, o homem viu parte de suas lavouras ou de seus rebanhos ser atacada por pragas das mais variadas ordens (insetos, moscas, larvas, taturanas e outras bicharadas) sem poder exterminá-las para valer. Testou de tudo, desde tabaco, todos os temperos, urtiga, enxofre, cobre, arsênio e outras substâncias. Alguns até que reduziam parcialmente as pragas, mas a maioria nem sempre funcionava.
Um pouco de história
Em busca de praguicidas mais potentes, os alemães sintetizaram na década de 1930, os clorados (BHC, DDT, lindano, aldrin e companhia bela), que atuavam em quase tudo, mas, além de serem muito tóxicos, se acumulavam no organismo animal e humano. Assim, eles foram proibidos em 1989 no Brasil. Nessa mesma época, eles sintetizaram também os organofosforados, compostos cujos nomes terminam em “fós” (como clorpirifós), “on” (exemplo: diazinon), “fon” (triclorfon) ou “vós” (diclorvós). Eram bem menos acumulativos, mas tinham grande eficácia contra os mais variados tipos de pragas.
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Morte de bovinos intoxicados por organofosforados no Rio Grande do Sul. Foto: Ana Lúcia Schild
Por Enrico Ortolani – Professor titular de Clínica de Ruminantes da FMVZ-USP (ortolani@usp.br)
Para início de conversa, os dicionários definem a palavra, de origem latina, “praga”, como tudo que ataca, lesa ou causa doença às plantas, aos animais e aos homens. Sendo assim, tudo que ataca tais pragas é classificado como praguicida (cida = matar). Porém, na língua inglesa o termo praga foi traduzido como “peste”, daí eles chamarem de “pesticidas”, o que para nós não faz sentido e não deveria ser empregado, como frequentemente o é.
Por milênios, o homem viu parte de suas lavouras ou de seus rebanhos ser atacada por pragas das mais variadas ordens (insetos, moscas, larvas, taturanas e outras bicharadas) sem poder exterminá-las para valer. Testou de tudo, desde tabaco, todos os temperos, urtiga, enxofre, cobre, arsênio e outras substâncias. Alguns até que reduziam parcialmente as pragas, mas a maioria nem sempre funcionava.
Um pouco de história
Em busca de praguicidas mais potentes, os alemães sintetizaram na década de 1930, os clorados (BHC, DDT, lindano, aldrin e companhia bela), que atuavam em quase tudo, mas, além de serem muito tóxicos, se acumulavam no organismo animal e humano. Assim, eles foram proibidos em 1989 no Brasil. Nessa mesma época, eles sintetizaram também os organofosforados, compostos cujos nomes terminam em “fós” (como clorpirifós), “on” (exemplo: diazinon), “fon” (triclorfon) ou “vós” (diclorvós). Eram bem menos acumulativos, mas tinham grande eficácia contra os mais variados tipos de pragas.
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Para início de conversa, os dicionários definem a palavra, de origem latina, “praga”, como tudo que ataca, lesa ou causa doença às plantas, aos animais e aos homens. Sendo assim, tudo que ataca tais pragas é classificado como praguicida (cida = matar). Porém, na língua inglesa o termo praga foi traduzido como “peste”, daí eles chamarem de “pesticidas”, o que para nós não faz sentido e não deveria ser empregado, como frequentemente o é.
Por milênios, o homem viu parte de suas lavouras ou de seus rebanhos ser atacada por pragas das mais variadas ordens (insetos, moscas, larvas, taturanas e outras bicharadas) sem poder exterminá-las para valer. Testou de tudo, desde tabaco, todos os temperos, urtiga, enxofre, cobre, arsênio e outras substâncias. Alguns até que reduziam parcialmente as pragas, mas a maioria nem sempre funcionava.
Um pouco de história
Em busca de praguicidas mais potentes, os alemães sintetizaram na década de 1930, os clorados (BHC, DDT, lindano, aldrin e companhia bela), que atuavam em quase tudo, mas, além de serem muito tóxicos, se acumulavam no organismo animal e humano. Assim, eles foram proibidos em 1989 no Brasil. Nessa mesma época, eles sintetizaram também os organofosforados, compostos cujos nomes terminam em “fós” (como clorpirifós), “on” (exemplo: diazinon), “fon” (triclorfon) ou “vós” (diclorvós). Eram bem menos acumulativos, mas tinham grande eficácia contra os mais variados tipos de pragas.
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Por milênios, o homem viu parte de suas lavouras ou de seus rebanhos ser atacada por pragas das mais variadas ordens (insetos, moscas, larvas, taturanas e outras bicharadas) sem poder exterminá-las para valer. Testou de tudo, desde tabaco, todos os temperos, urtiga, enxofre, cobre, arsênio e outras substâncias. Alguns até que reduziam parcialmente as pragas, mas a maioria nem sempre funcionava.
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