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Paraná vai reforçar fiscalização sanitária após conquista do status de área livre de febre aftosa sem vacinação

Uma das principais ações deve ser o aprimoramento sistemático dos cadastros das propriedades rurais, informou a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado
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Após o Estado do Paraná ter sido reconhecido, na quinta-feira, como área livre de febre aftosa sem vacinação, a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná deve investir mais ainda no fortalecimento da vigilância veterinária, com a manutenção e ampliação de melhorias, conforme a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado informou, em nota.

Uma das principais ações, informou, deve ser o aprimoramento sistemático dos cadastros das propriedades rurais, contemplando dados das explorações pecuárias de todas as espécies suscetíveis, incluindo o geoposicionamento e o fortalecimento dos mecanismos de controle da movimentação de animais.

Esse processo inclui a modernização das formas de comunicação com os produtores rurais e dos sistemas online para a atualização de rebanhos.

Atualmente, tanto a atualização quanto a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) podem ser feitas pela internet.

Além disso, recentemente, o sistema Rede Estadual de Informações em Defesa Agropecuária (Reida) recebeu um novo módulo desenvolvido pela Celepar que amplia os serviços oferecidos pelo órgão, trazendo mais agilidade e facilidade na gestão de informações.

SAIBA MAIS:
+Febre aftosa: Governo prevê mais dificuldades para pleitear status de zona livre sem vacinação até 2026

Outra frente de trabalho é o fortalecimento do sistema de vigilância com a realização periódica de análises e estudos para identificar as áreas e os estabelecimentos de maior risco para a introdução da febre aftosa.

A previsão é de que se intensifique o número de vistorias de animais nos estabelecimentos rurais, principalmente nos de maior risco, como os de regiões de divisa e fronteira, visando à ampliação da vigilância ativa.

Um pilar para evitar a reintrodução da doença é o controle de trânsito dos animais, já que a disseminação se dá principalmente no transporte dos rebanhos.

Com a nova certificação, são proibidos tanto o uso de vacinas contra a febre aftosa no Estado quanto o ingresso de bovinos vacinados para propriedades rurais no Paraná – exceto para abate, única condição em que é permitido.

Para viabilizar essas ações, o governo do Estado já organizou um concurso público para contratação de 80 servidores de nível médio e superior para o quadro próprio da Agência. Contudo, a seleção ainda não pode ocorrer devido à pandemia de covid-19 – as provas objetivas foram adiadas por tempo indeterminado.

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