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Pesquisa internacional reforça papel do capim-elefante na pecuária brasileira

Pesquisadora da Embrapa detalha estudo que pode acelerar o desenvolvimento de pastagens mais produtivas e adaptadas ao clima tropical; assista à entrevista
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A fortaleza da pecuária brasileira se apoia em uma base sólida: o gado zebu, trazido da Índia, e variedades de capins da África, aprimorados por décadas de pesquisa científica. O resultado é uma produção de animais e pastagens com produtividade muito superior às suas versões originais.

Seguindo essa tradição, um estudo internacional trouxe novidades importantes para o setor. A pesquisa, com participação de pesquisadores da Embrapa, focou no capim-elefante, uma das forrageiras mais importantes da pecuária nacional.

O tema foi discutido com Ana Luisa Sousa Azevedo, bióloga e pesquisadora da Embrapa Gado de Leite, no programa Terraviva DBO na TV, na última quinta-feira (30/10).

“O capim-elefante tem uma longa história aqui no Brasil e se tornou um grande marco para a pecuária. A qualidade da forragem e sua alta produtividade o tornam indispensável para o pecuarista”, afirmou a pesquisadora. Introduzido no início do século XX, o capim se adaptou muito bem às condições tropicais e é usado tanto para pastejo quanto para silagem.

A Embrapa mantém há mais de 20 anos um programa de melhoramento, que já desenvolveu cultivares como a  BRS Capiaçu e a BRS Kurumi, voltadas para silagem e pastejo rotativo. “O programa de melhoramento é a chave para atender às demandas diversas do mercado, selecionando materiais específicos”, explicou Ana.

A BRS Capiaçu, de porte alto, é voltada para a produção de silagem e forragem no cocho. Foto: Divulgação Embrapa

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O estudo internacional, coordenado por um instituto do Quênia e da Etiópia, contou com pesquisadores do Brasil, Reino Unido, Itália, China e Estados Unidos, e mapeou a diversidade genética mundial do capim-elefante.

“O estudo identificou milhões de marcas genéticas antes desconhecidas, permitindo as primeiras análises de associação molecular com características de produtividade e qualidade da forragem”, disse a pesquisadora.

Segundo ela, o impacto será sentido principalmente no desenvolvimento de novas cultivares. “Com essas ferramentas, podemos reduzir pela metade o tempo de criação de novas variedades, oferecendo pastagens mais produtivas e adaptadas a desafios como seca, encharcamento e pragas. Estamos antecipando o futuro das pastagens para o gado brasileiro.”

Para conferir todos os detalhes da entrevista e entender o impacto dessa pesquisa na pecuária nacional, assista ao vídeo completo no Terraviva DBO na TV. A entrevista começa a partir do minuto 6:00.

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