O campo de olho nos dados das tecnologias digitais e na preservação dos recursos naturais

LEIA o artigo de Sergio Schuler, vice-presidente do negócio de Ruminantes da dsm-firmenich e presidente da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável

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Por Sergio Schuler – Vice-presidente do negócio de Ruminantes da dsm-firmenich e presidente da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável.

As tecnologias têm revolucionado a sociedade e a vida das pessoas. A transformação digital que se acelerou nos últimos anos, especialmente sobressaltada pelas demandas das pessoas durante e após a pandemia de Covid-19, gerou impactos em todas as esferas da sociedade. Para os produtores rurais, essas tecnologias aceleraram ainda mais os negócios e a vida particular, mas também vêm entrando cada vez mais no cotidiano da porteira para dentro.


A análise de dados mensurados pelas tecnologias digitais, inclusive, tem ajudado a melhorar a gestão dos resultados do rebanho nos pastos e nos cochos de confinamento. Além do olho do dono (e dos funcionários), a engorda do bovino passou a ser acompanhada também por códigos digitais, que permitem monitorar um controle mais individual dos animais.

Esses avanços, que tornam a atividade cada vez mais eficiente, ajudam os pecuaristas a produzirem mais com menos à medida que sustentam as tomadas de decisões na fazenda e ajudam a racionalizar a aplicação de insumos e, assim, impulsiona a produtividade do rebanho usando o mesmo espaço, com efeito “poupa terra” e, portanto, contribuindo para a preservação dos recursos naturais (além dos recursos econômicos).

E é nesse contexto que pretendo trazer um olhar para uma questão importante. As tecnologias digitais que impulsionam os resultados no campo têm realmente reflexo na sustentabilidade? E em qual sentido? Na minha visão, consigo enxergar reflexos em todos os sentidos, sobretudo a partir da ótica da sustentabilidade sob o tripé ambiental, social e econômico.

Tecnologias digitais de inteligência artificial, que é quando o computador aprende a realizar tarefas que antes normalmente exigiria inteligência humana, podem identificar padrões de decisões e apoiar os produtores a impulsionar a eficiência no trato com os animais, racionalizando o uso de recursos naturais ou insumos.

Para o meio ambiente, o apoio direto na tomada de decisão pode também atuar para recuperação de áreas de pastagem para aumentar a capacidade de produção da fazenda ou reflorestamento de áreas, por exemplo, além de ajudar a tornar mais eficiente a gestão dos fornecedores da propriedade, em que é possível privilegiar aqueles que adotam boas práticas ambientais.

Nesse meio, o apoio dos recursos tecnológicos para avançar em sustentabilidade pode ser um bom aliado para atender às demandas da sociedade. Ou seja, pode ser uma vantagem competitiva em termos de direcionar as decisões na fazenda e para mostrar para a sociedade os avanços nesse sentido, ainda mais em um contexto em que a atividade pecuária é mostrada equivocadamente por parte da mídia e da sociedade como uma das vilãs quando o tema é conservação do meio ambiente. Ainda mais considerando que a atividade pecuária é bastante heterogênea no Brasil, onde é possível encontrar propriedades em vários graus de evolução para o tema produtividade e, consequentemente, para a sustentabilidade.

Sob a ótica social, a evolução dos recursos tecnológicos, como a inteligência artificial, demandará a formatação de equipes mais preparadas para o olhar para a tecnologia e para a análise dos dados. Nesse aspecto, é fato que precisamos evoluir e treinar melhor as equipes nas fazendas.

O lado positivo é que esse é um tema que os pecuaristas podem participar e criar acesso dos funcionários ao conhecimento. Há o apoio das empresas do segmento, das instituições governamentais, mas também há um trabalho forte que é preciso ser feito para melhorar a qualidade da mão-de-obra no campo. Muito já evoluiu nesse sentido, mas é preciso ainda percorrer um caminho, de modo a extrair cada vez mais valor da aplicação dos recursos tecnológicos na produção pecuária.

O último pilar desse tripé, o econômico, é o que vai tornar a atividade mais dinâmica e lucrativa para a atual e para as futuras gerações. Atenção para a preservação do patrimônio, seja ele a fazenda ou o rebanho, é um ponto fundamental sob a ótica da sustentabilidade quando se pensa em processos de sucessão.

Nesse sentido, os produtores não podem deixar de dar a atenção ao manejo sanitário, à nutrição, com o fornecimento de suplementação nutricional de forma estratégica a extrair valor do desenvolvimento zootécnico dos animais, enfim, a tudo aquilo que envolve o trato dos animais de forma eficiente e sustentável – e rentável!

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