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No mercado físico, milho fecha junho/24 com forte queda mensal de 3,6%

Avanço da colheita da segunda safra no Brasil contribui para o atual movimento de baixa nas cotações do milho mesmo diante de um câmbio favorável às exportações
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Os preços do milho no mercado físico fecharam junho/24 em R$ 57,22/saca (indicador Cepea/praça Campinas/SP), o que significou uma desvalorização mensal de 3,6%, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, de Piracicaba/SP.

Segundo boletim divulgado nesta segunda-feira (1º de julho) pelos pesquisadores do Cepea, as cotações do milho estão em queda na maior parte das regiões brasileiras.

Um dos motivos, dizem os analistas, é o avanço na colheita da segunda safra, que segue em ritmo mais adiantado neste ano, elevando a oferta do cereal em muitas praças, como Paraná e Mato Grosso.

De acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), até 23 de junho, a colheita do “milho safrinha” (2ª safra) atingiu 28% da área plantada, um avanço de 17 pontos percentuais em relação ao quadro registrado no mesmo período de 2023.

Segundo pesquisadores do Cepea, a disponibilidade global de milho na atual temporada está elevada, tendo em vista as maiores produções nos Estados Unidos e na Argentina. Tal conjuntura também contribui para o movimento baixista no mercado de milho.

“Nem mesmo a valorização do dólar (frente ao real) foi suficiente para conter os recuos no mercado spot (negociações para entrega imediata)”, afirma o Cepea, referindo-se ao aumento de competitividade do milho brasileiro no mercado internacional, o que, teoricamente, contribui para o avanço das exportações e, consequentemente, um maior escoamento dos estoques do País.

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