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Newcastle/Frango: Brasil deixará de exportar 50 mil t/mês após bloqueios comerciais

Cálculo realizado pela Agrifatto considera os embargos temporários dos embarques para China, Argentina e União Europeia
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Após a confirmação, em 18 de julho, de um caso da doença de Newcastle em uma granja comercial no município de Anta Gorda (RS), o Brasil paralisou temporariamente as exportações de frango para a China, a Argentina e União Europeia. Tais paralisações fazem parte de acordos previamente assinados com os importadores.

Além disso, uma lista com 31 países (África do Sul, Chile, Filipinas, Hong Kong, entre outros) e a União Econômica Euroasiática ficaram limitados a não importar carne do Rio Grande do Sul. Outros 15 países resolveram não comprar de uma área restrita da região atingida pelo foco da doença (raio delimitado no acordo previamente feito pelos países).

Segundo cálculos da Agrifatto, no caso da proibição de embarques totais envolvendo China, União Europeia e Argentina, o Brasil precisará, teoricamente, redirecionar cerca de 50 mil toneladas por mês que teriam como destino esses três mercados.

Em receita, esses mesmos destinos adquiriram pouco mais de US$ 680,77 milhões no primeiro semestre de 2024. “Ou seja, é possível presumir que US$ 113 milhões seriam ‘perdidos’ para cada mês que deixássemos de exportar para esses países”, calculam os analistas da Agrifatto.

No caso dos bloqueios parciais que envolvem o Estado do Rio Grande do Sul ou somente a região afetada pela doença, há grande probabilidade de redirecionamento da originação para Santa Catarina, Paraná, São Paulo e outros locais, acredita a Agrifatto.

“Com isso, o impacto dessa medida é bem menor que a causada pelo bloqueio total de China, União Europeia e Argentina”, ressaltam os analistas.

Na avaliação da Agrifatto,  a recuperação de preço que o frango estava ensaiando ao longo deste mês deve ficar mais distante. “Além disso, a oferta que seria direcionada ao mercado internacional se concentrará internamente e deverá impactar negativamente nos preços do frango e, dependendo do tempo de bloqueio, poderá ser repassada para outras proteínas animais”, alerta a Agrifatto.

O Rio Grande do Sul é o terceiro maior produtor de carne de frango do país, sendo responsável por 10,65% da produção brasileira em 2023. Além disso, o Estado é o terceiro maior exportador de carne de aves do país e, ao longo de 2024, já embarcou mais de 350,84 mil toneladas da proteína, gerando US$ 616,44 milhões em receita.

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