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Negócios com boi gordo travam diante da briga de preços entre frigoríficos e pecuaristas

Indústrias continuam forçando a queda na arroba, mas pecuaristas ainda resistem, evitando fechar negócios pelas cotações impostas pelos compradores
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A semana avança, mas o mercado brasileiro de boi gordo segue travado, um reflexo da posição altamente cautelosa dos frigoríficos compradores, que continuam forçando para baixo os preços físicos da arroba.

No lado de dentro das porteiras, os pecuaristas ainda tentam segurar a boiada no pasto, criando dificuldade para o avanço dos negócios a preços mais baixos impostos pelas indústrias.

Porém, os compradores sabem da enorme dificuldade dos produtores em reter os animais gordos nas fazendas, devido à aproximação do período mais seco do ano e também ao forte aumento dos custos com nutrição bovina.

Estabilidade nas praças de SP – Depois de registrar quedas diárias consecutivas, os preços do boi gordo no mercado paulista ficaram estáveis nesta quinta-feira, 7 de abril.

Pelo levantamento da Scot Consultoria, o macho terminado permanece valendo R$322/@ em São Paulo, enquanto a novilha gorda está cotada em R$ 317/@ (valores brutos, a prazo).

Por sua vez, a cotação da vaca gorda sofreu queda de R$ 3/@ nesta quinta-feira, no mercado paulista, fechando o dia valendo R$ 282/@ (preço bruto e a prazo).

Para o macho com padrão exportação (o chamado boi-China, abatido mais jovem, geralmente com idade abaixo de 30 meses), o ágio atual é de até R$ 8/@ (em relação ao animal comum), de acordo com a Scot.

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Segundo a consultoria, as escalas de abate seguem confortáveis das indústrias de carne presentes no Estado de São Paulo, o que abre caminho para novas tentativas de redução nos preços da arroba.

“A pressão de baixa perdura e novas quedas não estão descartadas para os próximos dias”, ressaltam os analistas da Scot.

Essa previsão é compartilhada pelos consultores da IHS Markit.

“A apesar dos recuos registrados ao longo dos últimos dias, os frigoríficos continuam pressionando os preços da arroba, com ofertas de compra abaixo das máximas vigentes”, reforça a IHS.

Nesta quinta-feira, a consultoria IHS Markit apurou forte queda de R$ 10/@ nos preços dos animais terminados negociados na região de Cacoal, em Rondônia – a arroba do boi gordo recuou de R$ 285/@ para R$ 275/@, enquanto a cotação da vaca gorda atingiu R$ 265/@, ante os R$ 275/@ apurados no dia anterior.

“Essas reduções seguem fundamentadas no surgimento de maiores ofertas de boiada gorda”, justifica a IHS.

A IHS Markit também observou recuo nos preços da vaca gorda na região de Colíder/Sinop, no Mato Grosso, que caíram de R$ 280/@ para R$ 275/@.

Nas outras diversas praças brasileiros, os preços da boiada gorda permaneceram estáveis nesta quinta-feira (role a tela para baixo e veja as cotações de hoje dos machos e fêmeas gordos apuradas pela equipe de consultores da IHS Markit).

De olho no dólar – As indústrias frigoríficas que fornecem carne bovina ao mercado externo também seguem cautelosas, realizando apenas negócios pontuais, de maneira cadenciada.

“O recuo do dólar observado nos últimos dias acendeu um sinal de alerta aos exportadores, fazendo com que o fluxo de negociações de animais para exportação seja reduzido, pelo menos momentaneamente”, ressalta a IHS.

No mercado atacado, a lentidão na comercialização ainda prevalece, uma vez que distribuidores e varejistas tentam especular valores mais baixos pelos cortes de carne bovina, informa a IHS.

“A indústria segue na expectativa de uma retomada no consumo doméstico de carne bovina a partir deste final desta semana, estimulado pela entrada da massa salarial nas contas bancárias dos trabalhadores brasileiros”.

Outro fator que também pode impulsionar as vendas de carne bovina no mercado doméstico é o crescente avanço nos preços das proteínas concorrentes, sobretudo da carne de frango, relata a IHS.

Cotações máximas desta quinta-feira, 7 de abril, segundo dados da IHS Markit:

SP-Noroeste:

boi a R$ 340/@ (prazo)
vaca a R$ 300/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 300/@ (à vista)
vaca a R$ 280/@ (à vista)

MS-C.Grande:

boi a R$ 305/@ (prazo)
vaca a R$ 280/@ (prazo)

MS-Três Lagoas:

boi a R$ 305/@ (prazo)
vaca a R$ 280/@ (prazo)

MT-Cáceres:

boi a R$ 300/@ (prazo)
vaca a R$ 285/@ (prazo)

MT-Tangará:

boi a R$ 301/@ (prazo)
vaca a R$ 286/@ (prazo)

MT-B. Garças:

boi a R$ 300/@ (prazo)
vaca a R$ 285/@ (prazo)

MT-Cuiabá:

boi a R$ 300/@ (à vista)
vaca a R$ 285/@ (à vista)

MT-Colíder:

boi a R$ 295/@ (à vista)
vaca a R$ 275/@ (à vista)

GO-Goiânia:

boi a R$ 300/@ (prazo)
vaca R$ 280/@ (prazo)

GO-Sul:

boi a R$ 300/@ (prazo)
vaca a R$ 280/@ (prazo)

PR-Maringá:

boi a R$ 310/@ (à vista)
vaca a R$ 285/@ (à vista)

MG-Triângulo:

boi a R$ 310/@ (prazo)
vaca a R$ 290/@ (prazo)

MG-B.H.:

boi a R$ 290/@ (prazo)
vaca a R$ 270/@ (prazo)

BA-F. Santana:

boi a R$ 290/@ (à vista)

vaca a R$ 280/@ (à vista)

RS-Porto Alegre:

boi a R$ 340/@ (à vista)
vaca a R$ 310/@ (à vista)

RS-Fronteira:

boi a R$ 340/@ (à vista)
vaca a R$ 310/@ (à vista)

PA-Marabá:

boi a R$ 291/@ (prazo)
vaca a R$ 275/@ (prazo)

PA-Redenção:

boi a R$ 283/@ (prazo)
vaca a R$ 275/@ (prazo)

PA-Paragominas:

boi a R$ 296/@ (prazo)
vaca a R$ 287/@ (prazo)

TO-Araguaína:

boi a R$ 287/@ (prazo)
vaca a R$ 270/@ (prazo)

TO-Gurupi:

boi a R$ 285/@ (à vista)
vaca a R$ 270/@ (à vista)

RO-Cacoal:

boi a R$ 275/@ (à vista)
vaca a R$ 2765/@ (à vista)

RJ-Campos:

boi a R$ 300/@ (prazo)
vaca a R$ 285/@ (prazo)

MA-Açailândia:

boi a R$ 283/@ (à vista)
vaca a R$ 264/@ (à vista)

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