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Mato Grosso reduzirá em 14% o confinamento este ano, aponta pesquisado do Imea

Um conjunto de fatores negativos influenciou a decisão dos pecuaristas em desistir da engorda intensiva, tais como aumento nos preços dos animais de reposição e elevação nos custos com alimentação no cocho
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Os pecuaristas do Mato Grosso irão reduzir em 14% a atividade de engorda intensiva no cocho neste ano, para 709,93 mil cabeças, ante o volume 824.22 mil cabeças registrado em 2019, de acordo com o terceiro (e último) levantamento de intenção de confinamento realizado pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), dia acordo com o boletim semana da instituição publicado nesta segunda-feira (9/11). Porém, na comparação com a quantidade apresentada na segunda pesquisa do Imea (de 641,07 mil cabeças), realizada em julho/20, houve um acréscimo de 10,74%.

Segundo o Imea, a queda da quantidade de animais confinados em 2020 foi influenciada por um conjunto de fatores negativos citados pelos entrevistados. São eles: aumentos nos preços dos insumos destinados à alimentação e dos animais de reposição; menor disponibilidade de animais; baixa lucratividade; arroba do boi gordo; e instabilidade acerca do coronavírus (3%).

Dados do  Imea mostram que o custo médio diário por cabeça confinada no Mato Grosso saltou de R$ 6,35 cab./dia em 2019 para R$ 9,27 cab./dia em 2020, um acréscimo anual de 46%. Por sua vez, os preços das categorias de reposição sofreram reajustes anuais acima de 60%.

Toda esta conjuntura desfavorável também resultou na redução da capacidade estática de confinamento no Mato Grosso, que atingiu 820,99 mil cabeças – uma queda de 11,79% em relação à capacidade apresentada em 2019, de 930,69 mil cabeças, de acordo com a pesquisa do Imea.

 

 

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