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Mosca-da-bicheira do Novo Mundo: “Convivo com praga a vida inteira, já que ela é endêmica no Brasil”

Em depoimento à revista Drovers, o veterinário Marcelo Costa alerta: “Bezerros recém-nascidos são normalmente os mais atacados, por causa do umbigo molhado e ensanguentado”
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Em reportagem publicada no portal da revista norte-americana Drovers (www.drovers.com), pecuaristas e veterinários de diferentes partes do mundo compartilham suas experiências com a mosca-da-bicheira do Novo Mundo (New World Screwworm/NWS), parasita carnívoro que se espalhou pelo México e tornou-se uma ameaça real ao rebanho dos EUA, devido aos casos registrados em locais próximos da fronteira entre os dois países.

Veja aqui o depoimento Marcelo Costa, veterinário, professor e consultor em negócios pecuários no Brasil e no Paraguai:

Em 1999, Marcelo Costa aprendeu sobre transferência de embriões no Camp Cooley, em Franklin, Texas, relata a reportagem da Drovers.

Depois, voltou para a fazenda da família, de terceira geração, onde fundaram a Camp Cooley Brasil.
“Convivo com a mosca-da-bicheira a vida inteira, já que ela é endêmica no Brasil”, afirma Costa à Drovers. “Animais infectados com NWS aparecem todos os meses do ano”, acrescenta.

Assim como os outros, ele já encontrou animais com feridas sangrando e mau cheiro. Segundo Costa, os animais demonstram desconforto e podem se isolar do rebanho.

Bezerros recém-nascidos são normalmente os mais atacados, por causa do umbigo molhado e ensanguentado”, afirma. “Se a mosca infectar o umbigo, isso pode abrir caminho para infecções mais graves, como diarreia, pneumonia e outras doenças.”

“Um dos maiores problemas com a NWS é o aumento da necessidade de trabalho com vigilância e tratamento dos animais”, acrescenta.

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