Nesta quinta-feira, o mercado físico do boi gordo seguiu praticamente travado, com notícias isoladas de negócios efetivos, relata o boletim pecuário da Informa Economics FNP. “A pressão baixista ainda paira sobre o mercado, mas os ajustes negativos já não estão ocorrendo de forma mais generalizada”, destaca a consultoria.
Ontem, 22 de janeiro, o Indicador do boi gordo Cepea/Esalq (praça São Paulo, valor à vista) fechou a R$ 194,05, com alta diária de quase 2%.
A atual lentidão do mercado remete ao fraco apetite comprador dos frigoríficos, que limitam os seus abates diários para equalizar a produção ao consumo interno de carne bovina vigente, observa a FNP.
Por outro lado, continua a consultoria, a oferta de animais prontos para o abate não é abundante, principalmente porque os pecuaristas estão menos dispostos a fechar negócios aos preços ofertados pelas indústrias frigoríficas.
“Como o desempenho das vendas no mercado interno não é satisfatório, os preços dos cortes bovinos seguem fragilizados, sem perspectiva de recuperação, ao menos no curtíssimo prazo”, avalia a FNP, acrescentando que “a maior parte das indústrias está preocupada com as suas margens operacionais”. Nesse cenário, os frigoríficos buscaram diversas tentativas de emplacar preços abaixo dos patamares vigentes, acrescenta.
Chuvas generosas
Os bons índices pluviométricos na maior parte do Brasil aumentam a capacidade de suporte das pastagens, e assim, os pecuaristas conseguem segurar a sua produção, mantendo os animais engordando no pasto e aguardando preços mais atrativos para realizar novas negociações.
Com isso, a maior parte dos negócios realizados envolve lotes pequenos, com maior quantidade de fêmeas, o que, por sua vez, proporciona maior dificuldade na composição das escalas mais longas de abate das indústrias frigoríficas.




