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Mercado de reposição: devagar, quase parando

Cotação ainda fraca do boi gordo e a falta de chuvas mantêm o pecuarista em posição de cautela
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As incertezas no mercado do boi gordo, somadas à baixa qualidade das pastagens – devido ao período seco – têm prejudicado o andamento dos negócios no mercado brasileiro de reposição.

Tal morosidade, segundo dados apurados pela Scot Consultoria, resultou em queda nos preços dos animais jovens, não-terminados.

No acumulado de setembro/22, as cotações fecharam com queda de 0,7%, considerando a média de todas as categorias de machos e fêmeas anelorados, monitoradas pela Scot Consultoria.

Ao longo do mês, a queda foi puxada principalmente pelas fêmeas, com recuo de 0,8% na média de todos os estados.

Nesta primeira semana de outubro, as cotações caíram 0,4%, considerando a média de todas as categorias aneloradas.

Para os próximos dias, o mercado de reposição não expressa reação quanto à liquidez de negócios, o que deverá implicar em estabilidade nos preços, observa a Scot.

No entanto, continua a consultoria, com o retorno das chuvas em boa parte do Brasil Central, tentativas de negócios acima da referência vigente poderão ocorrer, com a ponta vendedora com maior poder de negociação.

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Dados da IHS Markit – O volume de negócios no mercado de gado para reposição segue evoluindo de forma regular, já mostrando maior liquidez entre algumas regiões do País, informa a IHS.

A vantajosa relação de troca (boi gordo versus bezerro), os baixos preços dos animais e o planejamento para 2023 frente as condições favoráveis para implantação dos pastos são fatores que vêm colaborando para recuperação das comercializações, justifica a IHS.

Já em relação aos preços, a maior disponibilidade de animais ainda gera um descompasso entre oferta e demanda. Por isso, afirma a IHS, as altas nas cotações ainda são muito pontuais e relacionadas a particularidades locais.

Entre as principais regiões pecuárias, destaque para o Mato Grosso do Sul, onde os preços, sobretudo de fêmeas, voltaram a esboçar firmeza entre algumas categorias, segundo apuração a IHS Markit.

Além da firme demanda por novilhas com mais de 10 arrobas, a procura de fêmeas prenhas também cresceu, acrescenta a consultoria.

Nas praças de Goiás e do Mato Grosso, relata a IHS, não houve grandes novidades em relação a preços, já que a liquidez ainda avança de forma tímida.

Na região Sudeste, destaque para Minas Gerais, onde os preços da reposição voltam a reagir em meio a melhor liquidez.

Entre as praças da região Sul, diz a IHS, os preços da reposição cederam no Rio Grande do Sul em função das quedas nos preços da boiada gorda e do aumento da oferta de venda.

Entre as praças da região Norte, a morosidade de negócios prevaleceu no Pará em função do tempo seco, relata a IHS.

Por sua vez, nas praças de Rondônia e de Tocantins, o mercado de reposição registrou boa liquidez ao longo desta semana, mas com preços acomodados.

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