Das 40 milhões de cabeças abatidas em 2021, 2,5%, ou aproximadamente 1 milhão de animais, atenderam ao mercado premium, segundo Roberto Barcellos

Por Carolina Rodrigues
Para entender o comportamento do mercado de carne de qualidade é necessário dividi-lo em três frentes: produção, indústria e varejo. O ano de 2021 foi difícil para o pecuarista que enfrentou alto custo de produção e dos insumos (principalmente do milho), complicado para a indústria devido a interrupção inesperada das exportações para a China e o desafio de viabilizar as vendas dos cortes não nobres no mercado interno e “confortável” para o varejo “gourmet”, que realizou compras com base na demanda aquecida por mais um ano.
“O varejista trabalha com um markup de 70-80% (índice aplicado sobre o custo de um produto ou serviço para a formação do preço de venda). É dele a posição mais confortável entre todos os participantes da cadeia atualmente”, explica o engenheiro agrônomo Roberto Barcellos, diretor da Beef&Veal Consultoria, de Botucatu, SP.
Diferentemente dos açougues de “ticket médio mais barato”, que sofreram recuo de 30% nas vendas pela perda de poder de compra do brasileiro nos últimos dois anos, os pontos de venda mais sofisticados viram seu negócio avançar 20% sobre um público exigente e crescente. Das 40 milhões de cabeças abatidas em 2021, 2,5%, ou aproximadamente 1 milhão de animais, atenderam ao mercado premium, segundo Barcellos.
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Por Carolina Rodrigues
Para entender o comportamento do mercado de carne de qualidade é necessário dividi-lo em três frentes: produção, indústria e varejo. O ano de 2021 foi difícil para o pecuarista que enfrentou alto custo de produção e dos insumos (principalmente do milho), complicado para a indústria devido a interrupção inesperada das exportações para a China e o desafio de viabilizar as vendas dos cortes não nobres no mercado interno e “confortável” para o varejo “gourmet”, que realizou compras com base na demanda aquecida por mais um ano.
“O varejista trabalha com um markup de 70-80% (índice aplicado sobre o custo de um produto ou serviço para a formação do preço de venda). É dele a posição mais confortável entre todos os participantes da cadeia atualmente”, explica o engenheiro agrônomo Roberto Barcellos, diretor da Beef&Veal Consultoria, de Botucatu, SP.
Diferentemente dos açougues de “ticket médio mais barato”, que sofreram recuo de 30% nas vendas pela perda de poder de compra do brasileiro nos últimos dois anos, os pontos de venda mais sofisticados viram seu negócio avançar 20% sobre um público exigente e crescente. Das 40 milhões de cabeças abatidas em 2021, 2,5%, ou aproximadamente 1 milhão de animais, atenderam ao mercado premium, segundo Barcellos.




