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Menor procura por boiada gorda enfraquece preços da arroba e põe pecuarista em situação desconfortável

Com escalas de abate bastante confortáveis, frigoríficos tiram pé das compras, forçando ajustes negativos nas cotações nas principais praças pecuárias
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Nesta sexta-feira, 10 de dezembro, o mercado do boi gordo encerrou o dia com mais alguns ajustes negativos nos preços da arroba em algumas praças brasileiras, influenciado pela retração na procura por animais prontos para abater e também pela dificuldade no escoamento da carne bovina ao consumidor final, informa a IHS Markit.

Segundo dados apurados pela Scot Consultoria, no Estado de São Paulo, a semana termina com as indústrias paulistas sem ímpeto para as compras de boiadas, resultado do avanço das escalas de abate, que atendem em média 10 dias.

Com isso, os frigoríficos abriram o dia ofertando R$ 1/@ a menos para o boi gordo, agora cotado em R$ 316,00/@ (valor bruto e a prazo).

“Há relatos de negócios pontuais de até R$ 5/@ abaixo da referência”, acrescenta a Scot.

Ainda nas praças paulistas, a vaca gorda é negociada por R$ 298/@, enquanto a novilha terminada segue valendo R$ 308/@ (preços brutos e a prazo).

No âmbito nacional, a maioria das unidades de abate alegam já possuir escalas prontas até o final da próxima semana, informa a IHS.

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Segundo a consultoria, muitas indústrias alegam que não há motivos para estender as programações de abate enquanto não melhorar o desempenho das vendas da carne bovina no atacado brasileiro.

“Embora a oferta de boiada gorda seja baixa, o afastamento dos frigoríficos das compras neutralizou a trajetória de alta da arroba e abriu espaço preços mais fracos”, ressalta a IHS.

De acordo com a IHS, muitas indústrias dizem que foram “pegas de surpresa com relação aos recuos recentes nos preços da carne bovina no atacado”.

“Agentes reduziram os valores de comercialização de alguns cortes bovinos no intuito de garantir a manutenção da liquidez e evitar o aumento de estoques”, informa a IHS.

Do lado de dentro das porteiras, como já mencionado acima, a oferta de animais terminados segue bastante enxuta, já que boa parte dos pecuaristas aproveitaram os picos de alta registrados entre a virada de novembro e dezembro para liquidar lotes remanescentes de confinamento.

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“Os poucos carregamentos que chegam ao mercado são pequenos, o que limita uma pressão baixista mais forte sob as cotações da arroba bovina”, observa a IHS, acrescentando: “O foco agora é o manejo dos animais nos pastos”.

Na B3, os contratos futuros do boi gordo continuaram fragilizados, pressionados por movimentos de liquidação de posições em função da retração na procura por animais no mercado físico.

No mercado atacadista, os preços dos cortes de dianteiro, pontas de agulha e carcaça (boi ou vaca casada) registraram novas quedas nesta sexta-feira, informa a IHS.

Segundo a consultoria, os preços competitivos do frango têm inibido a procurar por cortes bovinos, mesmo no atual período do ano, marcado pelas comemorações de fim de ano, que quase sempre são regadas ao tradicional churrasco entre familiares e amigos.

Embarques mais fracos – Em relação as exportações, a Secex (Secretaria de Comércio Exterior) reportou que a média diária embarcada de carne bovina in natura durante a primeira semana de dezembro ficou em 5,29 mil toneladas, volume 18,4% inferior à média de dezembro de 2020, mas um avanço de 23,8% frente à média de novembro de 2021.

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A presença de outros mercados consumidores continua auxiliando na retomada, mas ainda o desempenho está longe das máximas vistas nos meses anteriores, antes da saída da China, informa a IHS.

EUA, Chile, Rússia, Cazaquistão, Filipinas, entre outros, seguem agressivos nas compras da proteína brasileira, acrescenta a consultoria.

Abates recuam  – Os dados de produção animal para o terceiro trimestre de 2021 mostraram que o abate de bovinos recuou 10,7% frente a igual período do ano passado, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na avaliação da IHS Markit, a queda no período trimestral deve-se ao desarranjo na cadeia pecuária, gerado pelo cancelamento dos embarques de carne bovina brasileira à China e, ao mesmo tempo, pela crise econômica gerada pela pandemia da Covid-19.

No entanto, o desempenho mais fraco dos abates também foi motivado pelo processo de retenção de matrizes, após a disparada nos preços do bezerro, acrescenta a IHS.

Cotações máximas desta sexta-feira, 10 de dezembro, segundo dados da IHS Markit:

SP-Noroeste:

boi a R$ 317/@ (prazo)
vaca a R$ 302/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 310/@ (à vista)
vaca a R$ 296/@ (à vista)

MS-C.Grande:

boi a R$ 307/@ (prazo)
vaca a R$ 298/@ (prazo)

MS-Três Lagoas:

boi a R$ 305/@ (prazo)
vaca a R$ 293/@ (prazo)

MT-Cáceres:

boi a R$ 298/@ (prazo)
vaca a R$ 288/@ (prazo)

MT-Tangará:

boi a R$ 298/@ (prazo)
vaca a R$ 288/@ (prazo)

MT-B. Garças:

boi a R$ 302/@ (prazo)
vaca a R$ 288/@ (prazo)

MT-Cuiabá:

boi a R$ 300/@ (à vista)
vaca a R$ 287/@ (à vista)

MT-Colíder:

boi a R$ 296/@ (à vista)
vaca a R$ 286/@ (à vista)

GO-Goiânia:

boi a R$ 307/@ (prazo)
vaca R$ 296/@ (prazo)

GO-Sul:

boi a R$ 310/@ (prazo)
vaca a R$ 293/@ (prazo)

PR-Maringá:

boi a R$ 305/@ (à vista)
vaca a R$ 286/@ (à vista)

MG-Triângulo:

boi a R$ 317/@ (prazo)
vaca a R$ 296/@ (prazo)

MG-B.H.:

boi a R$ 315/@ (prazo)
vaca a R$ 305/@ (prazo)

BA-F. Santana:

boi a R$ 310/@ (à vista)
vaca a R$ 300/@ (à vista)

RS-Porto Alegre:

boi a R$ 324/@ (à vista)
vaca a R$ 306/@ (à vista)

RS-Fronteira:

boi a R$ 324/@ (à vista)
vaca a R$ 306/@ (à vista)

PA-Marabá:

boi a R$ 288/@ (prazo)
vaca a R$ 278/@ (prazo)

PA-Redenção:

boi a R$ 291/@ (prazo)
vaca a R$ 281/@ (prazo)

PA-Paragominas:

boi a R$ 288/@ (prazo)
vaca a R$ 281/@ (prazo)

TO-Araguaína:

boi a R$ 290/@ (prazo)
vaca a R$ 276/@ (prazo)

TO-Gurupi:

boi a R$ 286/@ (à vista)
vaca a R$ 274/@ (à vista)

RO-Cacoal:

boi a R$ 290/@ (à vista)
vaca a R$ 279/@ (à vista)

RJ-Campos:

boi a R$ 300/@ (prazo)
vaca a R$ 281/@ (prazo)

MA-Açailândia:

boi a R$ 284/@ (à vista)
vaca a R$ 266/@ (à vista)

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