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MBRF vê demanda halal crescer fora da região do Golfo Pérsico

Pelo menos 10% das vendas de alimentos islâmicos da companhia já são feitas fora da região, inclusive em países onde muçulmanos são minoria
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A MBRF – empresa resultante da fusão entre Marfrig e BRF – tem observado um crescimento gradual na demanda por alimentos de padrão islâmico fora da região do Golfo, inclusive países onde muçulmanos são minoria na população.

De acordo com Alisson Navarro, vice-presidente global de bovinos da companhia, esse movimento vem sendo percebido há alguns anos e tem se intensificado, sugerindo que os produtos halal, de produção conforme as normas religiosas do islã, da MBRF pode estar conquistando a preferência de consumidores não muçulmanos, inclusive.

“A demanda por proteína halal vem crescendo em países não islâmicos nos últimos anos. A China [que tem aproximadamente 20 milhões de muçulmanos] é um exemplo que vem demandando mais produtos certificados halal a cada ano que passa”, afirmou o executivo durante o Global Halal Brazil Business Forum 2025, em São Paulo.

Segundo Navarro, cerca de 20% da receita total da MBRF correspondem à exportação de derivados bovinos e de aves com certificação halal para os países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) — que reúne Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Omã. Nesses mercados, a MBRF está presente há 50, e sua marca Sadia lidera com 36% de share.

Foto: Studio Brammer

“Outros 10% ou 15% [das receitas] são geradas [com a venda de produtos halal] em outros mercados [fora dos limites do CCG, majoritariamente muçulmanos ou não]. Isso quando a gente olha a receita consolidada do grupo. A receita consolidada considera tanto o mercado interno quanto o mercado internacional”, explicou Navarro.

O executivo comentou o anúncio pela empresa acerca da ampliação da joint-venture com a saudita Halal Products Development Company (HPDC) — empresa que tem entre seus acionistas o Public Investment Fund (PIF), fundo soberano do governo saudita. A joint-venture seguirá atuando com derivados de frango e bovinos no Golfo, mas também em outras regiões do mundo, conservando gestão sobre questões de distribuição, produção e investimento na região.

Fonte: Ascom Câmara de Comércio Árabe-Brasileira

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