A margem do equivalente físico (EF), indicador que considera a receita gerada pelos frigoríficos em Mato Grosso com a venda da carne com osso no atacado, atingiu 5,16% na primeira semana de setembro/23, o maior ganho desde novembro/19, informa o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).
O aumento na margem da indústria, diz o instituto, foi ocasionado pela maior desvalorização da cotação da matéria-prima (boi gordo) frente ao atacado, já que o preço da arroba na primeira semana deste mês acumula queda de 29,9% frente à média de janeiro/23, ao passo que a desvalorização do equivalente físico foi de 19,3% no mesmo comparativo.
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“A recuperação do EF proporciona folga na margem das indústrias, que passaram por um período pressionado durante a fase de alta nas cotações (do boi gordo)”, ressalta o Imea.
Segundo o instituto, no passado recente (em 2021), a margem média do EF foi de -12,13%, se mantendo negativa até o primeiro semestre/23, uma vez que a indústria não conseguiu repassar a alta do boi gordo para o atacado.
O atual viés baixista sobre os preços do boi gordo tende a favorecer ainda mais a margem das indústrias, acreditam os consultores do Imea.




