Controlar o carrapato é uma tarefa que tem se mostrado árdua. O combate no momento errado, somado ao uso indiscriminado de carrapaticidas diminui as chances de sucesso, além de favorecer a resistência do parasita aos fármacos disponíveis no mercado.
Responsável por reduzir o ganho de peso e a produção de leite, o carrapato é o principal transmissor da Tristeza Parasitária Bovina (TPB), complexo de doenças que inclui a Anaplasmose e a Babesiose.
Antes restrita à região Sul do País, onde predominam as raças de origem europeia (mais susceptíveis ao parasita), a TPB tem se espalhado para regiões não-endêmicas, muito em razão da mudança no padrão racial do rebanho, com o aumento da inclusão do sangue taurino (cruzados).
Os protocolos de prevenção e tratamento já fazem parte da rotina e do manejo sanitário das fazendas gaúchas, mas para os produtores das regiões Centro-Oeste e Norte, lidar com a doença tem sido um desafio e tanto, a começar pela identificação precoce da TPB, fundamental para tentar salvar o animal.
Para falar sobre o tema, DBO apresenta, na próxima quarta-feira, dia 16/07, a live “Carrapato: ataque na hora certa”. O programa, uma parceria com a Elanco Saúde Animal, debaterá as estratégias mais indicadas para o combate à praga, bem como os protocolos para prevenção e tratamento da TPB.
O convidado é o veterinário Octaviano Pereira, gerente técnico da Elanco. Com 19 anos de experiência, Pereira atua no controle parasitário e de doenças infectocontagiosas. É também produtor rural e foi professor do departamento de Zootecnia da Universidade Federal Rural do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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