Como de costume nas segundas-feiras, os negócios no mercado brasileiro do boi gordo foram escassos, com grande parte dos frigoríficos fora das compras, informam as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário.
Segundo a Scot Consultoria, algumas indústrias de São Paulo lançaram, sem sucesso, ofertas abaixo das referências, motivadas pela melhoria nas escalas de abate, que seguem relativamente confortáveis.
Com isso, a cotação do boi gordo paulista segue em R$ 317/@, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 284/@ e R$ 304/@, respectivamente (valores brutos e a prazo)
O boi gordo destinado ao mercado da China (abatido mais jovem, geralmente com idade abaixo de 30 meses) segue vendido a R$ 325/@ na praça de São Paulo, acrescenta a Scot.
Em âmbito geral, considerando as principais praças pecuárias brasileiras, o mercado físico de boiada gorda também registrou um fraco volume de negócios, informa a IHS Markit.
“As escalas mais alongadas dos frigoríficos brasileiros explicam o baixo apetite comprador”, reforça a consultoria, que acrescenta: “Os movimentos de altas na arroba observados ao longo de junho/22 permitiram ofertas que garantiram minimamente alongar as operações de abate”.
De acordo com a IHS, alguns frigoríficos tentavam forçar a queda da arroba, mas, de maneira geral, a baixa disponibilidade de animais para abate impede que tal estratégia tenha algum sucesso.
A IHS Markit apurou que, neste primeiro dia da semana, houve queda de R$ 5/@ nos preços do boi gordo negociado no Mato Grosso do Sul, mais especificamente nas regiões de Dourados e Campo Grande (veja ao final deste texto as cotações atuais de machos e fêmeas levados ao abate nas principais praças brasileiras).
Segundo a IHS, o período de entressafra de boiada gorda terminada a pasto segue avançando no País.
Queda no atacado – Segundo apuração da Scot Consultoria, neste começo de julho, a cotação no mercado atacadista de carne bovina com osso sofreu baixa, devido à dificuldade de escoamento e acúmulo dos estoques.
Na comparação com os preços observados na semana anterior, em São Paulo, a cotação da carcaça casada de bovinos castrados caiu 1,6%, para R$ 19,79/kg, informa a Scot.
Por sua vez, a carcaça casada de bovinos inteiros ficou cotada em R$ 19,04/kg, com ligeira queda de 0,4%, considerando a mesma base de comparação.
Cotações máximas de machos e fêmeas desta segunda-feira, 11 de julho
(Fonte: IHS Markit)
SP-Noroeste:
boi a R$ 325/@ (prazo)
vaca a R$ 285/@ (prazo)
MS-Dourados:
boi a R$ 300/@ (à vista)
vaca a R$ 285/@ (à vista)
MS-C.Grande:
boi a R$ 300/@ (prazo)
vaca a R$ 280/@ (prazo)
MS-Três Lagoas:
boi a R$ 295/@ (prazo)
vaca a R$ 280/@ (prazo)
MT-Cáceres:
boi a R$ 295/@ (prazo)
vaca a R$ 280/@ (prazo)
MT-Tangará:
boi a R$ 295/@ (prazo)
vaca a R$ 276/@ (prazo)
MT-B. Garças:
boi a R$ 297/@ (prazo)
vaca a R$ 277/@ (prazo)
MT-Cuiabá:
boi a R$ 295/@ (à vista)
vaca a R$ 277/@ (à vista)
MT-Colíder:
boi a R$ 290/@ (à vista)
vaca a R$ 275/@ (à vista)
GO-Goiânia:
boi a R$ 305/@ (prazo)
vaca R$ 285/@ (prazo)
GO-Sul:
boi a R$ 305/@ (prazo)
vaca a R$ 280/@ (prazo)
PR-Maringá:
boi a R$ 310/@ (à vista)
vaca a R$ 290/@ (à vista)
MG-Triângulo:
boi a R$ 320/@ (prazo)
vaca a R$ 290/@ (prazo)
MG-B.H.:
boi a R$ 300/@ (prazo)
vaca a R$ 285/@ (prazo)
BA-F. Santana:
boi a R$ 285/@ (à vista)
vaca a R$ 275/@ (à vista)
RS-Porto Alegre:
boi a R$ 330/@ (à vista)
vaca a R$ 300/@ (à vista)
RS-Fronteira:
boi a R$ 330/@ (à vista)
vaca a R$ 300/@ (à vista)
PA-Marabá:
boi a R$ 292/@ (prazo)
vaca a R$ 282/@ (prazo)
PA-Redenção:
boi a R$ 292/@ (prazo)
vaca a R$ 282/@ (prazo)
PA-Paragominas:
boi a R$ 295/@ (prazo)
vaca a R$ 287/@ (prazo)
TO-Araguaína:
boi a R$ 290/@ (prazo)
vaca a R$ 280/@ (prazo)
TO-Gurupi:
boi a R$ 280/@ (à vista)
vaca a R$ 275/@ (à vista)
RO-Cacoal:
boi a R$ 280/@ (à vista)
vaca a R$ 275/@ (à vista)
RJ-Campos:
boi a R$ 290/@ (prazo)
vaca a R$ 280@ (prazo)
MA-Açailândia:
boi a R$ 285/@ (à vista)
vaca a R$ 270/@ (à vista)




