O último dia da primeira semana de novembro deu continuidade ao quadro de morosidade nos negócios no mercado físico do boi gordo, informam as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário brasileiro.
“Nesta sexta-feira, 4 de novembro, observou-se que boa parte das indústrias permanecem ausentes das compras de boiadas terminadas e, aqueles frigoríficos que ainda originam gado gordo no mercado spot, atuam com grande cautela, cadenciando as suas aquisições e pressionando as cotações da arroba”, relata a IHS Markit.
Segundo a consultoria, as escalas de abate registraram acomodações em muitas das unidades frigorificas do País.
Tal constatação, afirma a IHS, indica que, apesar de não ocorrer avanços nas programações de abate, alguns frigoríficos focam as suas atenções no comportamento do consumo pela carne bovina (tanto externo quanto interno), antes de retornar aos balcões de negócios.
Dessa maneira, continua a IHS Markit, caso a fluxo do escoamento da proteína bovina demonstre maior vigor, talvez haja repiques de negócios que possibilitem algum suporte aos preços do boi gordo e neutralize a trajetória de desvalorização da arroba.
Na avaliação da consultoria, o ritmo de negociações deve permanecer muito lento durante os próximos dias, uma vez que as escalas de abate já cobrem minimamente operações para pouco mais de uma semana.
“Neste contexto, os preços dos animais terminados (boi, vaca e novilhas) devem permanecer pressionados, haja visto que frigoríficos que seguem ativos no mercado continuam testando valores abaixo das máximas vigentes”, ressalta a IHS.
Por sua vez, no lado de dentro das porteiras, os pecuaristas, sobretudo aqueles que ainda permanecem sob regime de confinamento, optam por liquidar os seus lotes de modo a evitar incremento nos custos de produção, observa a consultoria.
Nesta sexta-feira, a IHS Markit verificou que a maior oferta de animais terminados fomentou novos recuos nas praças pecuárias do Mato Grosso.
Como destaque, o preço da arroba do boi gordo em Cuiabá registrou decréscimo de R$ 246 para R$ 240; em Barra do Garça, a arroba recuou de R$ 241 para R$ 238.
Segundo apurou a Scot Consultoria, nas praças de São Paulo, a arroba do boi gordo encerrou a semana com preços estáveis.
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Assim, o valor do boi gordo “comum”, direcionado ao mercado interno, segue negociado por R$ 275/@ no mercado paulista, enquanto a vaca e a novilha estão cotadas em R$ 260/@ e R$ 269/@ (preços brutos e a prazo).
Bovinos destinados ao mercado da China (abatidos mais jovens, até 30 meses de idade) seguem valendo R$ 280/@ em São Paulo (preço bruto e a prazo), acrescenta a Scot.
Na bolsa B3, os preços futuros do boi gordo registraram recuperação, ainda que tímida. Os contratos para novembro/22 e dezembro/22 já giravam acima dos R$ 290/@ ao longo desta sexta-feira, indicando que pode ocorrer uma retomada nos preços futuros.
“Porém, o fator demanda (pela carne bovina) ainda será a variável chave nesta equação”, pondera a IHS.
No mercado atacadista da carne bovina, diz a IHS, sinais começam a ser observados sobre um suposto aumento na procura por reposição por parte da cadeia de distribuição e do varejo.
“Apesar de uma tímida retomada, o mercado observa um avanço no fluxo dos negócios”, relata a IHS.
Os estoques de carne com osso observados nesta sexta-feira são inferiores aos observados no início desta semana, abrindo oportunidade para firmeza e recuperação nos preços dos principais cortes bovinos, observa a IHS.
De toda forma, o atacado, distribuição e varejo programam a recomposição dos estoques de olho no recebimento da massa salarial, que pode trazer uma movimentação mais ativa do consumidor final.
Cotações máximas de machos e fêmeas nesta sexta-feira, 4/11
(Fonte: IHS Markit)
SP-Noroeste:
boi a R$ 278/@ (prazo)
vaca a R$ 263/@ (prazo)
MS-Dourados:
boi a R$ 264/@ (à vista)
vaca a R$ 241/@ (à vista)
MS-C.Grande:
boi a R$ 263/@ (prazo)
vaca a R$ 243/@ (prazo)
MS-Três Lagoas:
boi a R$ 261/@ (prazo)
vaca a R$ 243/@ (prazo)
MT-Cáceres:
boi a R$ 240/@ (prazo)
vaca a R$ 230/@ (prazo)
MT-Tangará:
boi a R$ 240/@ (prazo)
vaca a R$ 230/@ (prazo)
MT-B. Garças:
boi a R$ 238/@ (prazo)
vaca a R$ 228/@ (prazo)
MT-Cuiabá:
boi a R$ 240/@ (à vista)
vaca a R$ 230/@ (à vista)
MT-Colíder:
boi a R$ 240/@ (à vista)
vaca a R$ 230/@ (à vista)
GO-Goiânia:
boi a R$ 258/@ (prazo)
vaca R$ 246/@ (prazo)
GO-Sul:
boi a R$ 261/@ (prazo)
vaca a R$ 243/@ (prazo)
PR-Maringá:
boi a R$ 276/@ (à vista)
vaca a R$ 256/@ (à vista)
MG-Triângulo:
boi a R$ 276/@ (prazo)
vaca a R$ 246/@ (prazo)
MG-B.H.:
boi a R$ 265/@ (prazo)
vaca a R$ 250/@ (prazo)
BA-F. Santana:
boi a R$ 264/@ (à vista)
vaca a R$ 254/@ (à vista)
RS-Porto Alegre:
boi a R$ 270/@ (à vista)
vaca a R$ 249/@ (à vista)
RS-Fronteira:
boi a R$ 270/@ (à vista)
vaca a R$ 249/@ (à vista)
PA-Marabá:
boi a R$ 251/@ (prazo)
vaca a R$ 246/@ (prazo)
PA-Redenção:
boi a R$ 246/@ (prazo)
vaca a R$ 243/@ (prazo)
PA-Paragominas:
boi a R$ 263/@ (prazo)
vaca a R$ 256/@ (prazo)
TO-Araguaína:
boi a R$ 258/@ (prazo)
vaca a R$ 250/@ (prazo)
TO-Gurupi:
boi a R$ 256/@ (à vista)
vaca a R$ 248/@ (à vista)
RO-Cacoal:
boi a R$ 240/@ (à vista)
vaca a R$ 225/@ (à vista)
RJ-Campos:
boi a R$ 273/@ (prazo)
vaca a R$ 258/@ (prazo)
MA-Açailândia:
boi a R$ 259/@ (à vista)
vaca a R$ 241/@ (à vista)




