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EUA aceleram as importações de carne bovina para suprir demanda interna

Em junho/24, só o Brasil, elevou em 315% as suas exportações brasileiras de carne bovina ao mercado norte-americano
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Os Estados Unidos, segundo maior comprador mundial de carne bovina, atrás da China, vai importar 1,88 milhão de toneladas da proteína em 2024 – acréscimo de 11,2% sobre o resultado de 2023, de 1,690 milhão de toneladas, e 22% acima do volume de 2022, de 1,538 milhão de toneladas, conforme dados do relatório mais recente do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), divulgado em 12 de julho.

“Os norte-americanos enfrentam uma forte restrição na oferta interna de carne bovina neste momento”, relatam os analistas da Agrifatto, acrescentando que o volume de bovinos abatidos no país da América do Norte durante os primeiros cinco meses de 2024  caiu 4,87% sobre a quantidade registrada no mesmo período do ano passado.

“Foi o menor volume desde 2020”, afirma o economista Yago Travagini, analista da Agrifatto, que completa: “Com isso, os norte-americanos estão acelerando as suas compras de carne bovina de todo o mundo”.

Em junho/24, só o Brasil, elevou em 315% as suas exportações brasileiras de carne bovina ao mercado dos EUA (na comparação com igual mês de 2023), para 17,54 mil toneladas – o terceiro maior montante da história, ficando atrás apenas dos resultados obtidos em dezembro/23 e janeiro/24, de acordo com a Agrifatto.

No acumulado de janeiro a maio deste ano, as importações totais de carne bovina dos EUA (incluindo todos os fornecedores mundiais) atingiram o maior volume da história para o período, com compras de 629,17 mil toneladas.

“Esse resultado é 19,14% maior que o registrado no mesmo período de 2023, e o Brasil foi responsável por fornecer 15,99% da proteína bovina importada pelos EUA ao longo dos primeiros cinco meses de 2024”, informa a Agrifatto.

Além do Brasil, outro país que tem “surfado” na “escassez” (em relação ao consumo interno) de proteína bovina nos EUA é a Austrália.

As importações dos EUA de carne bovina australiana cresceram 84% no período de janeiro a maio de 2024, para 123,66 mil toneladas, o maior volume para o período desde 2016, informa a Agrifatto.

“A existência da cota de importação sem tarifa (taxa de importação), além do aumento na produção local, é a maior explicação para o avanço da carne australiana nos EUA”, justificam os analistas da consultoria.

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