Da tradição à inovação: ferramenta unificada para gestão do confinamento traz agilidade para o sistema intensivo

Localizada em Paranavaí, região noroeste do Paraná, a Fazenda Santo Antônio é resultado de muito trabalho, dedicação e de um amor imensurável pela pecuária, amor que Sylvia Arruda Lisa inspira por toda a propriedade. A matriarca, de 92 anos, começou a desbravar a fazenda a partir da década de 1960 e, desde então, nunca mais parou.

Fazendas Santo Antônio e Estancia Limones são exemplos de como a gestão de gado confinado é benéfica para a pecuária de corte

É exatamente no curral, próximo à porteira por onde entram os animais, que dona Sylvia se assenta para acompanhar os manejos, um lugar estratégico que lhe permite a visão de tudo o que acontece no curral. Sua gestão em todos esses anos tornou a fazenda referência regional em geração de proteína, emprego, desenvolvimento e sustentabilidade.

Voltada para o ciclo completo, a fazenda conta com três estruturas de confinamento: uma coberta para 2 mil animais e outros dois abertos para 4 mil cabeças de recria e engorda. Em média, 6 mil animais são confinados por ano. Toda a gestão é acompanhada por dona Sylvia, que não mede esforços para levar mais produtividade e tecnologias ao negócio.

Gestão do confinamento

Nos últimos três anos, a gestão da fazenda vinha sendo feita com, ao menos, três sistemas, além de planilhas, como conta dona Sylvia. Em 2022, porém, a necessidade de priorizar uma ferramenta e otimizar as informações em um único sistema foi um passo essencial e estratégico. A decisão veio com o lançamento do iRancho Confinamento, módulo adicional do sistema iRancho que permite gerir o confinamento para além de toda a fazenda.

“Fomos pioneiros no uso do iRancho para confinamentos, uma decisão que nos permitiu obter o histórico de todos os animais em uma base só”, conta. Dessa forma, a gestão centralizada e completa em uma única plataforma facilita não só o registro de informações como nutrição, manejos e custos, mas também a análise dos resultados, tais como consumo de matéria seca, porcentagem de peso vivo, dias confinados e leitura de cocho.

O exemplo boliviano

A pecuária da Bolívia tem uma cultura muito extensionista; contudo, próximo à região de Santa Cruz, no departamento de Beni, os pecuaristas dedicam-se à engorda de bovinos em confinamento. Por lá, a fazenda Estancias Limones é exemplo para quem tem buscado automatizar a atividade.

Raul Roca, gerente de produção da propriedade, migrou do Excel para o sistema iRancho em 2022 para facilitar a gestão, agilizar os manejos e obter um controle mais eficiente dos animais. “Como resultado, temos informações rápidas e precisas, que nos permitem corrigir as rotas e sermos mais eficientes”, conta.

O confinamento da fazenda tem capacidade para 2.200 animais e, desde a precisão na coleta de dados com o novo sistema, a equipe tem acesso às informações de compra e venda dos animais, sabem de onde eles vieram, quais são os dados de permanência na fazenda assim como os dados produtivos.

Porteira da inovação

De Paranavaí à Beni, o sistema iRancho tem aberto as porteiras da inovação por onde passa. Uma fazenda que enfrenta problemas de coleta e análise de dados não fica sem tecnologia quando a experimenta. Dona Sylvia sabe bem disso, uma vez que sua fazenda ganhou mais tempo para focar no que importa e construiu um banco de dados que ajuda na tomada de decisão.

 

Para ela, a relação de confiança e suporte do iRancho são grandes diferenciais. “É difícil crescer exponencialmente e manter a mesma relação de simplicidade no mercado corporativo, e isto a iRancho oferece”, diz. Para Raul não é diferente, segundo ele, o sistema “é moderno e está constantemente se adaptando aos produtores”.

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