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Enquanto esquentam os preparativos do Natal, mercado do boi gordo segue esfriando

“Com escalas fechadas para este ano, o conforto nas negociações levou à estabilidade para as referências de preço da arroba”, informa a Scot, referindo-se ao mercado de SP
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Como de costume, o final do ano traz lentidão no mercado brasileiro do boi gordo, informa a Scot Consultoria, que acompanha diariamente os negócios no setor pecuário.

“Com escalas fechadas para este ano, o conforto nas negociações levou à estabilidade para as referências de preço da arroba do boi”, acrescenta a Scot, referindo-se às praças de São Paulo, uma das principais referências do mercado pecuário.

Dessa maneira, o animal macho “comum” (destinado ao mercado doméstico) segue valendo R$ 245/@ no Estado paulista, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 220/@ e R$ 237/@ (preços brutos e a prazo), respectivamente.

O “boi-China” (abatido mais cedo, com até 30 meses de idade) está cotado em R$ 250/@ (bruto, prazo, base SP), com ágio de R$ 5/@ sobre o boi “comum”, acrescenta a Scot.

Segundo apuração da S&P Global Commodity Insights, as condições atuais de oferta e demanda têm mantido a lateralidade nas cotações do boi gordo nas principais praças brasileiras.

“Este também deverá ser o pano de fundo esperado para o primeiro mês de 2024”, acreditam os analistas da S&P Global.

Dezembro é reconhecido como o auge do consumo brasileiro da proteína bovina, demanda que tem resultado em firmeza nas cotações da arroba.

Na avaliação da S&P Global, as indústrias brasileiras trabalham com cautela, evitando demandar lotes (de boiadas gordas) acima de sua necessidade, o que dificulta avanços mais significativos nos preços da arroba.

Neste contexto, ressalta a consultoria, não deverá ocorrer mudanças drásticas na etapa inicial de 2024, refletindo a continuidade da estabilidade da arroba, apesar da oferta enxuta de animais prontos para abate.

Paralelamente, relata a S&P Global, espera-se que os frigoríficos permaneçam cadenciando as suas compras de matéria prima (boiadas), ajustando as suas operações para nada além de seus contratos de curtíssimo prazo.

Na B3, o vencimento para dezembro/23 teve valorização de 0,30% na quarta-feira (20/12), cotado a R$247,60/@.

Por sua vez, após atingir os R$ 244,15/@ na mínima, o vencimento para janeiro /24 retornou e fechou o pregão de quarta-feira praticamente sem alteração em relação ao dia anterior, cotado em R$ 245,30/@.

Cotações máximas de machos e fêmeas nesta quinta-feira, 21/12
(Fonte: S&P Global)

SP-Noroeste:

boi a R$ 251/@ (prazo)
vaca a R$ 227/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 229/@ (à vista)
vaca a R$ 210/@ (à vista)

MT-Cáceres:

boi a R$ 215/@ (prazo)
vaca a R$ 1845:

boi a R$ 215/@ (à vista)
vaca a R$ 190/@ (à vista)

GO-Sul:

boi a R$ 236/@ (prazo)
vaca a R$ 222/@ (prazo)

PR-Maringá:

boi a R$ 234/@ (à vista)
vaca a R$ 210/@ (à vista)

MG-Triângulo:

boi a R$ 245/@ (prazo)
vaca a R$ 209/@ (prazo)

PA-Redenção:

boi a R$ 217/@ (prazo)
vaca a R$ 192/@ (prazo)

TO-Araguaína:

boi a R$ 220/@ (prazo)
vaca a R$ 202/@ (prazo)

RO-Cacoal:

boi a R$ 207/@ (à vista)
vaca a R$ 187/@ (à vista)

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