Embarques brasileiros de carne bovina in natura continuam aquecidos, aponta Agrifatto
No acumulado de abril, o volume embarcado é de 89,98 mil toneladas de carne bovina in natura, informa a consultoria paulista, com base nos dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex)
As exportações brasileiras de carne bovina in natura continuaram aquecidas na segunda semana de abril, atingindo, em apenas quatro dias úteis, 41,83 mil toneladas, com média de 10,46 mil toneladas/dia, o que representa avanço de 30,3% sobre a média registrada na primeira semana de abril/22, informa a consultoria Agrifatto, com base nos dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
No acumulado de abril, o volume embarcado é de 89,98 mil toneladas de carne bovina in natura.
Foto: Divulgação
“Com esse resultado parcial, podemos cravar que teremos mais um recorde mensal rompido, com exportações em torno de 140 mil toneladas ao longo de abril/22”, prevê o economista Yago Travagini, da Agrifatto.
Em receita, as vendas externas da proteína vermelha geraram uma receita de US$ 553,15 milhões nos dez primeiros dias úteis de abril/22, equivalente a 92,5% do montante arrecadado com os negócios em todo abril/21, compara a Agrifatto.
O preço médio mensal da proteína bovina exportada na segunda semana ficou em US$ 6,15 mil/tonelada, uma ligeira desvalorização (de 0,2%) no comparativo semanal – foi a primeira queda da cotação semanal em 2022.
China preocupa – Apesar do bom ritmo dos embarques até agora, o setor exportador continua trabalhando com cautela, atento ao posicionamento do governo da China, que recentemente embargou, temporariamente (pelo prazo de uma semana), quatro unidades brasileiras de abate, alegando contaminações nas cargas relacionadas com a Covid-19.
“Essas medidas da China já impactaram negativamente o mercado doméstico, já que algumas unidades de abate resolveram postergar as suas compras de gado”, observam os analistas do mercado.
Segundo a IHS Markit, outro fator que também eleva as preocupações em relação ao setor de exportação é a paridade cambial, que segue ancorada em cotações que variam entre R$ 4,65 e R$ 4,70, representando queda de mais de R$ 1 real por dólar quando comparado ao câmbio do início do ano.
“Este fator tem prejudicado a competitividade da carne bovina brasileira no mercado externo, fomentando fatores de risco para manutenção dos elevados volumes embarcado ao exterior”, relatam os analistas da IHS.
Milho – As exportações brasileiras de milho continuam firmes em abril. Durante a segunda semana do mês foram embarcadas 129,76 mil toneladas do grão, com uma média de 32,44 mil toneladas/dia representando um avanço de 79,2% sobre a média diária registrada na primeira semana de abril/22, informa a Agrifatto, com base nos dados da Secex.
Nos dez primeiros dias úteis do mês corrente foram embarcadas 238,38 mil toneladas do cereal, 224,1% acima do volume registrado no mesmo período no ano passado.
O preço médio do milho exportado ficou em US$ 321,28/tonelada, valorização de 10% no comparativo semanal.
Até o momento, as vendas externas do grão consolidaram uma receita de US$ 76,59 milhões, montante 2,4 vezes superior ao registrado em todo o abril/21, quando o milho brasileiro era precificado próximo dos US$ 243,27/tonelada.
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